terça-feira, 6 de outubro de 2015

LAPA GRANDE EM MONTES CLAROS (RESERVA DE ÁGUA DO NORTE DE MINAS) SOFRE ALÉM DA SECA INCÊNDIO

Defesa Civil já pediu ajuda à população para combater o incêndio ou queimadas e nesse momento prepara a formação de novos brigadistas para evitar a repetição deste drama

Pelo menos 22 hectares desta reserva de água foram atingidos nesta região marcada pela seca


Reportagem do site AmbienteBrasil começa dizendo que o céu de Montes Claros ao norte de Minas Gerais está mais cinza nos últimos dias, porém, não é sinal de chuva, tão esperada nesta que é uma das regiões mais secas do interior do país: o céu cinzento se deve a um incêndio que começou no dia 23 de setembro em uma propriedade particular e atingiu, no fim da semana passada, uma área de preservação permanente do parque estadual da Lapa Grande e consumiu parte a vegetação. O parque tem cerca de 15 mil hectares e abriga nascentes de rios que além do mais abastecem 35% da água da cidade de Montes Claros. "O Lapa Grande além, de dezenas de grutas com inscrições rupestres e point de esporte radical e ecoturismo, é uma reserva de água tão mais importante porque fica ali no centro de uma macroregião muito seca quase o ano todo, agora também: a gente teve informação por parte de amigos e amigos que estiveram por lá que o incêndio nesta área nativa, preciosa tanto para a ciência como para a ecologia, atingiu cerca de 22 hectares, apesar de autoridades estaduais e também municipais não terem revelado ainda o alcance deste drama socioambiental, que prejudica o ambiente e a saúde das pessoas na região, com a fumaça e a poeria em suspensão, agravando o potencial de transmissão de doenças, como problemas respiratórios", comentou por aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News o nosso editor, o repórter ecologista Antônio de Pádua Padinha.


O incêndio atingiu áreas de proteção de Lapa Grande e consumiu cerca de 22 hectares


O parque estadual de Lapa Grande é importante por suas grutas e...


...pela reserva de água que forma os rios da região de Montes Claros


...e esta equipe procurou documentar esta reserva ecológica. ameaçada pela seca e agora incêndio



O Instituto Estadual de Florestas (IEF), que gerencia o parque, ainda não definiu exatamente a área queimada, mas informou que o incêndio já causou danos graves ao ecossistema: "Com as queimadas, morrem diversas espécies da flora e da fauna da região, ricas nessa região desértica. Agora, vão ser necessárias décadas para que a área de vegetação nativa se restabeleça", lamentou o coordenador de áreas protegidas do IEF, Edmar Monteiro. Ele acredita que o incêndio tenha sido causado por uma queima de restos de plantações em que se perdeu o controle. Por sua vez, a atual gerente do parque,  Elisângela Alves Mota tem repetido para a imprensa de todo o Brasil que liga ou vai até Montes Claros em busca de informações, que "os fatos estão sendo apurados pela Polícia para chegar às origens desse incêndio e definir com exatidão quantos hectares foram atingidos". Dentro dos 15 mil hectares o fogo alcançou a área de preservação permanente do parque estadual da Lapa Grande e consumiu parte da vegetação. O local é de difícil acesso. Ao todo, 60 pessoas de Montes Claros e da região, entre brigadistas, bombeiros e voluntários, vem trabalhando  no combate às chamas e no rescaldo do incêndio, apoiadas por duas aeronaves do IEF e mais um helicóptero da Polícia Militar que vem auxiliando na contenção do fogo, que chegou a ameaçar se espalhar mais ainda devido à situação de seca que abate todo o norte mineiro. Como este número de 60 pessoas é considerado muito pequeno e insuficiente pela Defesa Civil, este órgão convocou a população para ajudar: será realizado um curso em caráter de urgência para formar mais 50 brigadistas voluntários. Qualquer pessoa com mais de 18 anos e que tenha boas condições físicas pode participar. Basta ligar de graça para o telefone 199 ou entrar em contato pelo e-mail defesacivilmoc@yahoo.com.br. As aulas de preparação de novos brigadistas e voluntários, teóricas pela manhã e práticas à tarde, nesta semana já estão começando, mas se espera uma adesão maior para salvar as reservas de água e de natureza do parque da Lapa Grande neste momento emergencial e evitar novas ocorrências deste tipo. Cientistas que programam pesquisas em suas grutas e ecologistas que lutam por uma recuperação do equilíbrio ambiental do interior do Brasil esperam que este mutirão verde de Montes Claros tenha sucesso.



Fontes: www.ambientebrasil.com.br
             G1  -  Agência Brasil -
             www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. Além das razões socioambientais e científicas, a reserva de Lapa Grande é importante para o turismo que fortalece a economia ali da região de Montes Claros, devido à sua última ecologia.

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  5. "Passei no fim de semana por esta região que estava mesmo enfumaçada, a saúde pública está também com problemas e Lapa Grande, Montes Claros, o interior de Minas precisa de melhor estrutura para a natureza e para a população": o comentário é de Henrique Veloso Borges, vendedor de calçados, de Franca (SP).

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  6. "Lá perto de Montas Claros no Lapa Grande tem cachoeiras, várias grutas com inscrições pré-históricas, muitas trilhas prá caminhada, eu já estive ali mais de uma vez e fico triste com o que está acontecendo, mais uma vez, no ano passado, nessa mesma época houve um outro incêndio": quem comenta é Rafael Moreira, de São Paulo (SP), trilheiro de moto e a pé, acreditando que existe "algum interesse" nestas ocorrências seguidas.

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  7. "Eu já tenho planejado ir até o Lapa Grande com meu namorado no fim de ano, é que naquela região ele tem parentes antigos, fiquei muito triste com o incêndio e por haver menos de 100 pessoas interessadas em acabar com as chamas dum local que tem muita água e grutas do passado histórico": o comentário é de Alaíde Moreno, de Campinas (SP), que trabalha no mercado de imóveis.

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  8. "Incênio foi sem querer, querendo, não creio que tenha sido faísca da rede elétrica nem queimada de roça que invadiu a reserva, é o 2º ano seguido desta ocorrência bem na época da seca, quer dizer, querem mesmo é acabar com nosso oásis do norte mineiro": o comentário é de Paulo Antônio, de Divinópolis (MG), professor de Geografia, que esteve no Lapa Grande no outono, fazendo trilha e conhecendo grutas onde havia alguns pesquisadores da USP.

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