domingo, 18 de outubro de 2015

NESTA SEMANA UMA INICIATIVA DA ONU BUSCA REDUZIR A POBREZA RURAL NO BRASIL



Nesta próxima quinta-feira Brasil e ONU dialogam sobre papel da agricultura familiar na redução da pobreza no meio rural do nosso país. algo que se agrava com a crise na economia e também com a escassez de água em algumas regiões ou excesso em outras causando enchentes


Em Brasília, o governo brasileiro e o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) apresentarão as conclusões de uma avaliação. Agricultura familiar e cooperação internacional são destaques na transformação de zonas rurais e diminuição da pobreza no campo no Brasil. Na quinta-feira agora o Escritório Independente de Avaliação (IOE), do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), a agência da ONU especializada no desenvolvimento rural, vai apresentar as conclusões de uma avaliação aprofundada sobre a estratégia e as operações deste fundo, deixando sugestões de novas soluções para o Brasil. Na mesa redonda nacional, que acontecerá no centro de eventos Brasil 21 de Brasilia, o governo brasileiro e o FIDA vão discutir os resultados da avaliação sobre como a agricultura familiar e a cooperação sugerida pela pesquisa das Nações Unidas contribuirão para transformar as zonas rurais e reduzir a pobreza rural no Brasil. As conclusões da avaliação e as discussões constituirão a base para desenvolver com o governo brasileiro a nova estratégia do Fundo Internacional do Desenvolvimento Agrícola para o Brasil. O encontro será aberto à participação da mídia e a coletiva de imprensa acontecerá nessa quinta às 10h45 contando com a presença dos seguintes parceiros nesta iniciativa:
  • Governo brasileiro: Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão do Brasil, Sr. Nelson Barbosa, e o Ministro do Desenvolvimento Agrário, Sr. Patrus Ananias de Sousa.
  • Escritório Independente de Avaliação do FIDA: o diretor, Oscar Garcia, Diretor, e o vice-diretor e analista líder do Programa de Avaliação Brasil, Ashwani Muthoo.
  • Departamento de Gestão dos Programas do FIDA: Vice-presidente associada do Departamento de Serviços Corporativos, Lakshmi Menon Chengalth, diretor da Divisão para a América Latina e o Caribe,Joaquín Lozano.

A mesa de debates será organizada pelo conjunto destas autoridades e devem participar ainda deste evento organizações não-governamentais e civis (nacionais e internacionais), outros representantes dos governos federal e estaduais do Brasil, técnicos de projetos e programas financiados pelo FIDA, pesquisadores e especialistas do setor, universidades, fundações, lideranças da sociedade civil. Nos dias 18 e 19 de outubro, representantes do FIDA realizará uma visita à área do projeto Dom Helder Câmara, no Estado do Ceará. A visita vai oferecer à esta delegação de técnicos a oportunidade de falar diretamente com os beneficiários e os funcionários deste projeto em ação. Será também uma oportunidade para conhecer as atividades práticas que vem sendo ali desenvolvidas.  Há uma certa desconfiança da midia sobre a eficácia destes projetos e os jornalistas estão sendo convidados a conferir o alcance deste projeto no Ceará. A parceria do FIDA-Brasil resultou ao longo dos anos em um investimento de 825 milhões de dólares e permitiu que o Fundo pudesse realizar projetos como Gente de Valor, Sertão e Don Helder Câmara. "A informação de que estes projetos agrícolas do Fundo Internacional estão beneficiando mais de 360 mil famílias rurais pobres, isso é o que em nossa opinião valoriza esse tipo de iniciativa e esta é a razão que estamos aqui no blog da ecologia e da cidadania fazendo esta divulgação", comentou por aqui no Folha Verde News o nosso editor de conteúdo o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha. 


Três projetos de desenvolvimento rural da ONU foram bem sucedidos no Ceará...


...e nesse momento de crise seriam oportunos também em outras regiões brasileiras...
As enchentes no Sul causam novos focos de pobreza rural no país...

...no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, excesso de água...

...escassez no Nordeste brasileiro, no Norte de Minas e em outras regiões do Cerrado


O Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola  investe em pessoas que atuam no meio rural para aumentar a sua qualificação como mão de obra e assim reduzir a pobreza, aumentar a segurança alimentar, melhorar a nutrição e fortalecer a resiliência. Desde 1978, foram investidos 17 bilhões de dólares em doações e empréstimos a juros baixos para projetos que tenham atingido cerca de 453 milhões de pessoas. O FIDA explica assim a sua atuação, sendo  ao mesmo tempo instituição financeira internacional e uma agência especializada das Nações Unidas com um sentido humanitário e com sede em Roma, na Itália. Já o Escritório Independente de Avaliação deste fundo internacional (IOE) é responsável pela realização de avaliações independentes de políticas, estratégias e operações para promover a responsabilidade e a aprendizagem, que vem sendo financiadas. O principal objetivo é contribuir para a melhoria do desempenho do FIDA e seus parceiros no apoio à transformação rural nos países em desenvolvimento. Avaliam o impacto das atividades financiadas, fazem uma análise de sucessos e deficiências – para contar como estão as atividades – bem como identificam os fatores que possam estar afetando o seu desempenho. Com base nas principais descobertas e nas recomendações extraídas dos resultados da avaliação, o IOE também comunica e compartilha o conhecimento e a experiência deste fundo mundial especializado em agricultura e desenvolvimento rural, objetivando ampliar a sua ação para um universo mais amplo. "Com a crise na economia e nos recursos hídricos em muitos lugares do Brasil, como o Norte de Minas Gerais e em várias áreas do Cerrado, projetos pilotos como estes desenvolvidos no Nordeste do país precisam chegar também a outras regiões com problemas nas atividades agrícolas e pecuárias, como é o caso do Sul brasileiro, sofrendo enchentes que empobrecem a vida rural", comenta ainda o ecologista Padinha aqui no Folha Verde News, no sentido de colaborar com o FIDA e com uma solução sustentável dos problemas rurais brasileiros hoje em dia, questão que fica cada vez mais complexa com os desequilíbrios do ambiente e do clima.



Fontes:  www.nacoesunidasd.org
              www.folhaverdenews.com


10 comentários:

  1. Logo mais estaremos postando por aqui mais informações e comentários, também a sua mensagem.

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  2. Em variadas postagens colocamos aqui em nosso blog informações sobre a seca e outros problemas também no Norte de Minas Gerais e em outras regiões do Cerrado brasileiro, por exemplo, ao longo do Rio São Francisco secando no interior do Brasil.

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  3. Por outro lado, o excesso de chuvas e as enchentes no Sul do país também devem gerar focos de pobreza rural. A Defesa Civil já havia contabilizado 11.920 pessoas afetadas e 1.306 em abrigos provisórios na região gaúcha como resultado da chuva forte registrada na madrugada e da cheia de rios. O número de regiões só no Rio Grande do Sul que registraram transtornos e prejuízos também subiu de 57 para 61. Esteio e Rolante já tiveram a situação de emergência decretada, enquanto o pedido de outras 18 prefeituras está sendo analisado pela Defesa Civil.
    A chuva dos últimos dias também causou estragos nos outros dois estados do Sul. Em Santa Catarina, 13,511 mil pessoas afetadas em 54 cidades atingidas no estado. Já o Paraná tem 64 cidades atingidas pelas chuvas que caem no estado desde o dia 10. Dessas, 30 decretaram situação de emergência. A Defesa Civil contabiliza 51.414 pessoas atingidas pelo desequilíbrio climático.

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  5. "Os desequilíbrios do clima e do ambiente realmente agravaram muito a qualidade de vida da população rural em várias regiões do país, isso deve se complicar nos próximos anos segundo ouvi dizer um especialista em palestra na Unicamp": comenta Alfredo Campo, técnico agrícola que atua em regiões cafeeiras e reside em Campinas (SP).

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  6. "Cerca de 86 milhões de pessoas foram afetadas direta ou indiretamente por secas e chuvas ocorridas no Brasil nos últimos 30 anos, conforme calculou o professor Carlos Machado, da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Eu assisti ele falar sobre Gestão de Desastres Naturais, sobre as sequelas das secas e das enchentes na economia e na vida das pessoas": o comentário é de Carlos Mathias, engenheiro agrônomo, que nos mandou dados sobre estas ocorrência no país desde 1990.

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  7. "O Brasil é o 6º país que mais sofre com os efeitos de desequilíbrios do clima, como secas e enchentes", conclui após levantamento que nos enviou o engenheiro agrônomo Carlos Mathias, de Niterói (RJ).

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  8. "Acho que secas ou enchentes não podem ser vistas apenas como forças superiores ou fora do alcance de um gestão ambiental responsável seja no nordeste ou no sul do país": comenta Mariana Ribeiro Mendes, de São Caetano (SP), técnica especializada em recursos hídricos.

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  9. "Quando ocorrem secas ou enchentes, no caso do meio rural, o prejuízo econômico é muito grande mas não basta os governos darem mais prazo para dívidas rurais, precisam tomar medidas que controlem essa situação de desastres naturais": o comentário é de Diego Mariano, de Curitiba, ele é advogado de proprietários rurais no interior paranaense.

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  10. "Acontecem também surtos de doenças nas regiões com enchentes ou com secas, que precisam ser melhor estudadas e evitadas": a opinião é de João Cláudio, que estuda Medicina na USP.

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