segunda-feira, 19 de outubro de 2015

NOSSAS CIDADES ESTÃO COMETENDO OS MESMOS ERROS DO SÉCULO PASSADO (E ESTAMOS INDO PRO BURACO)

O alerta é da Rede de Pesquisas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que tem 600 cientistas parceiros internacionais: hoje aqui no blog da ecologia e da cidadania um resumo do que apresentarão no fim do ano na Conferência do Clima da ONU em Paris na França



Responsáveis por 70% das emissões de gases do efeito estufa, que elevam a temperatura da Terra e ajudam a desequilibrar o clima e o meio ambiente, as cidades brasileiras, também por aqui em nossa região, estão longe de se tornarem sustentáveis. Por exemplo, no Rio de Janeiro, onde fica a sede da Fiocruz, obras que aterram recursos naturais agravam o cenário e podem elevar muito os impactos da alteração do clima, como a transmissão de doenças, problemas de saúde e desastres naturais. O alerta é do núcleo latino-americano da Rede de Pesquisas sobre mudanças climáticas urbanas, lançado esta semana, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com instituições de pesquisa, reunindo 600 cientistas de 150 países: é o relatório que será apresentado na Conferência do Clima, em Paris, relatório sobre os impactos que já estão ocorrendo e com efeitos crescentes.Uma das autoras da publicação, a professora do departamento de Arquitetura e Urbanismo da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), Cecilia Herzog, alerta que, novas edificações, que suprimem áreas naturais, somadas à ausência de projetos para preservar e potencializar áreas verdes, desprezam evidências científicas dos riscos à população."No caso do Rio. nesse momento, na zona oeste, na Barra da Tijuca, áreas para acomodar águas (de chuva e das marés, por exemplo) estão sendo todas aterradas    violentamente nesse momento. Ou seja, apesar das evidências, estamos repetindo os erros de século 20. E isso em praticamente toda a realidade urbana brasileira".  Ela criticou também a construção do novo autódromo da cidade, em substituição ao que será demolido para dar lugar ao Parque Olímpico, na zona oeste, previsto para ser erguido pelo governo federal em área de floresta. Por falta de licença ambiental, a obra está parada. Por enquanto. Nas cidades brasileiras em geral, as mudanças do clima, além de descontrolar a temperatura, provocam problemas de saúde e doenças. As tempestades e as inundações são responsáveis por ferimentos, infecções, casos de hepatite, leptospirose e  diarréia entre outras doenças,constatou o relatório da Rede. Parecendo falar de Franca (SP) e outras cidades do nordeste paulista e sudoeste mineiro, em lugares antes temperados, o calor aumenta o número de insetos e mosquitos transmissores de doenças como dengue e malária, acrescentou a pesquisadora da Fiocruz  Martha Barata, que coordena o núcleo latino-americano da Rede de Pesquisas. Segundo ela, mudanças no clima geram estresse, alergias e doenças cardiorrespiratórias. A recomendação dos especialistas é reduzir a emissão de gases do efeito estufa, principalmente, queima de combustíveis, o vilão nas cidades, além de se investir em projetos que reduzam impactos tipo desastres naturais, entre eles, a criação de parques arborizados no espaço urbano e tetos verdes nos prédios: "São estratégias que facilitam a absorção de água da chuva, retém a umidade do ar, combatendo efeitos como ilha de calor e capturando o gás carbônico”, explicou também Cecilia Herzog. Esta pesquisadora apresentou a experiência inovadora em Seattle, nos Estados Unidos, onde um estacionamento foi substituído por um parque.  "Havia um córrego canalizado – que é o que mais temos no Rio e no país –  que virou um estacionamento. Agora, esta cidade acabou com o estacionamento e criou um parque, uma área de lazer, permitindo novos ecossistemas. E assim, Seattle está de volta à vida".  De volta à vida e ao futuro. Confira aqui nesta webpágina na seção Comentários mais informações sobre este tema da hora. A hora e vez de mudar a realidade urbana daqui e de todo o Brasil.

Parques arborizados e tetos verdes nas construções para combater calor, seca e doenças...

...que aumentam com a poluição e a desnatureza em nossas cidades

Enchentes e doenças na população definem o que é uma cidade insustentável 





Fontes: Agência Brasil
              www.ambientebrasil.com.br
              www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. Cidades mais resilientes: conforme a prefeitura do Rio, a cidade está em transição e as mudanças são graduais. Especialistas listam experiências inéditas no país, como o veículo leve sobre trilhos, que retirará ônibus das ruas e a implantação de sirenes de alerta em áreas de risco de deslizamento em favelas, a construção de reservatórios para evitar alagamentos em áreas centrais, são algumas medidas sustentáveis lá e cada cidade tem que descobrir as suas soluções.

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  2. "O piscinão [contra enchentes] está incluído na relação de práticas bem-sucedidas entre as grandes cidades do mundo", lembrou Rodrigo Pessoa, assessor ambiental: "As questões que o Rio enfrenta (transporte e revitalização de áreas degradadas) outras cidades também enfrentam, a hora de mudar a estrutura urbana é agora".

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  3. Na Conferência do Clima da ONU, as experiências do Rio e de Seatle serão apresentadas em encontro paralelo, junto com a de Oregon, também nos EUA, que instalou luzes LED (mais econômicas) em espaços públicos, e a de Paris, que, assim como São Paulo, amplia zonas com a redução da velocidade dos carros para reduzir a emissão de gases dos combustíveis. Isso, para atenuar a poluição do ar. A solução é um combustível não poluente e transporte coletivo sem petróleo.

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  4. "As cidades precisam começar agora a identificar áreas de risco e planejar ações sustentáveis. Não há como impedir as mudanças climáticas, mas minimizar o impacto, o que é urgente": comenta a cientista Cynthia Rosenzwig, uma das diretoras globais da Rede de Pesquisa da FioCruz,

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  5. Logo mais, mais informações e comentários. Aguarde e participe, entre aqui com sua mensagem ou mande por e-mail pro blog ou pro nosso editor de conteúdo: navepad@netsite.com.br e/ou padinhafranca@gmail.com

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  6. "Doenças na população numa época em que a Saúde Pública está sem condição de operar é o efeito mais grave de uma cidade ser hoje em dia insustentável": a opinião é de Henrique Borges, estudante da Unesp Franca.

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  7. "Os combustíveis poluentes, a falta de arborização e de gestão ambiental são três das coisas que tornam nossas cidades insustentáveis": quem comenta é Joaquim Pedro Ribeiro, arquiteto, de Campinas (SP).

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  8. "Enquanto uma cidade não for equilibrada em seu ambiente. cada vez mais terá problemas de água e também de saúde da população, um fator está ligado diretamente ao outro, como também aponta este relatório agora da Rede da Fiocruz": comentário de Ana Maria, fisioterapeuta, que planeja cursar Medicina na USP em Ribeirão Preto (SP).

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