sexta-feira, 30 de outubro de 2015

PARA TER SUCESSO A CONFERÊNCIA DO CLIMA DA ONU TODO MUNDO TERÁ QUE CORTAR MAIS CO2 E SÓ ASSIM A VIDA TERÁ FUTURO

A UNFCCC está divulgando seu mais novo relatório sobre o clima que pode até ficar 3 graus mais quente. em breve, de acordo com o alerta da Agência Internacional de Energia (AIE) 

 

 
Já começou a mobilização em pelo menos 146 países para a Conferência do Clima da ONU no fim de ano 

 

Se os governos de todos os países não aumentarem os esforços para diminuir a crescente emissão de CO2, acontecerá o pior, já havia advertido a AIE: agora, há um mês da Conferência do Clima em Paris na França, que está sendo convocada pela ONU, a equipe climática das Nações Unidas, já conhecida pela sigla UNFCCC, cita este fato no momento em que divulga hoje o seu mais novo relatório técnico. A seguir, aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News um resumo das informações que captamos via a Agência Lusa de notícias sediada em Portugal.. A divulgação deste relatório foi feita hoje em Berlim, na Alemanha. Em síntese, os cientistas comunicam que se os países cumprirem as metas que foram anunciadas ou prometidas, menos mal, porém, se houver atrasos ou descumprimento nas ações ambientais e climáticas, "não haverá como evitar um futuro dramático em várias regiões da Terra". A transformação da realidade atual passa por uma mudança de estrutura energética, passando-se a priorizar as fontes limpas e mais ecológicas de energia (como a Solar ou a Eólica por exemplo), o que contraria de frente os megainteressses da indústria petrolífera, um dos setores com mais poder no planeta hoje. Porém, continuando com o mesmo sistema energético, que se soma a variadas formas de poluição, agrotóxicos, desmatamentos e outras agressões ao meio ambiente e à saúde humana, aí, poderá haver um aumento até de 4 ou 5 graus mais quente no clima, desequilibrando de vez a vida. A meta dos cientistas é este aumento de temperatura ficar restrito a "somente" 2 graus centígrados até pelo menos 2030, para viabilizar uma retomada da ecologia cada vez mais perdida e o início de um processo de desenvolvimento sustentável em toda a Terra. 

 
Dois dos quase cem cientistas atuando para o IPCC da ONU sobre mudanças climáticas


Na Califórnia (USA), no Nordeste e Sudeste do Brasil as secas já sinalizam o caos

 

Os desequilíbrios do clima e do ambiente só podem ser controlados com redução do CO2

 

 O Brasil é um dos 146 países que já apresentaram à ONU um documento chamado INDC, os seus compromissos e as suas metas de redução das emissões de carbono (CO2) para que seja organizado o conteúdo da Conferência do Clima daqui 30 dias, o evento mais esperado pelos cientistas e pelos ecologistas de todo mundo. A soma de todos os compromissos e metas dos países poderá, no caso positivo, reduzir até daqui uma década e meia (15 anos) 4 gigatoneladas de carbono, o que será suficiente para um reequilíbrio do ambiente e do clima. Continuando tudo como está atualmente, o planeta poderá somar até cerca de 2025 um total de 55,2 gigatoneladas em emissões de CO2. Para se ter uma não deste volume, em 2010 em toda a Terra toda a emissão de carbono girava em torno de 49 gigatoneladas (Gt): em suma, o problema climático se complicou demais nestes últimos 5 anos e todos os governos de todos os países têm que fazer de tudo e mais um pouco para evitar o caos.

 

Para redução de 4 gigatoneladas de CO2 só com energias tipo a Solar... 

...ou a Eólica, energias limpas, mais ecológicas e portanto mais econômicas

 

Fontes: Agência Lusa

              www.estadao.com.br

              www.folhaverdenews.com


9 comentários:

  1. A UNFCCC está divulgando seu mais novo relatório sobre o clima que pode até ficar 3 graus mais quente. em breve, de acordo com o alerta da Agência Internacional de Energia (AIE): manter este aumento no máximo em até 2 graus na temperatura poderá evitar o caos do clima e do ambiente.

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  2. "Nesta matéria está muito clara a informação, a urgência de se baixar em 4 gigatoneladas de carbono, com a redução do CO2 em toda a Terra, mas não sei não se os governos de todos os países vão cumprir as metas dos seus INDC, nem mesmo o Brasil e muito menos os Estados Unidos, que é dominado pelas indústrias petrolíferas": é o comentário que já chegou ao blog, enviado pelo economista Pedro de Macedo, de Salvador (Bahia).

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  5. "Ou os governos mudam a estrutura da economia, que agora precisa ser ecológica, ou realmente teremos o caos do clima e do ambiente nas próximas décadas": é a opinião de Rita Moreno,Bióloga da USP que atua na rede pública do Paraná e em duas faculdades em Curitiba.

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  6. Marina Santos Souza, de Campinas e estudante da USP em São Paulo nos enviou informações sobre o INDC do Brasil, que já foi encaminhado à ONU e que recebeu críticas, como manipulação de dados: "Em entrevista à BBC a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, apontou "má-fé" em críticas que identificam "pedaladas florestais", ou truques contábeis, nos cálculos feitos pelo país para definir suas metas de redução de emissão de gases-estufa, é o que diz este site de jornalismo, que é internacional".

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  7. Marina Souza enviou uma longa matéria da BBC, aqui mais um trecho sobre a meta brasileira de redução do CO2: "Em passagem por Londres a ministra negou que o Brasil tenha recuado em sua proposta de desmatamento ilegal zero até 2030 - embora a presidente Dilma Rousseff tenha citado isso em visita aos EUA em junho, o compromisso brasileiro para Paris se restringiu à Amazônia. O principal objetivo da conferência COP-21 é garantir um acordo entre 194 países para substituir o ultrapassado Protocolo de Kyoto e diminuir a emissão de gases de efeito estufa, mantendo o aumento da temperatura média global abaixo de 2ºC até 2100".

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  8. "Não só o Brasil, mas vários outrospaíses, em especial os EstadposUnidos e a China, deveriam estar fazendo muito mais para se evitar o caos na temperatura do planeta e nos desequilíbrios ambientais", o comentário é de Júlio Freitas, de Uberaba (MG), empresário de turismo.

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  9. Para Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima (rede que reúne várias ONGs ambientalistas), a meta brasileira no seu INDC é uma das mais ambiciosas apresentadas até agora. para se buscar um acordo e um avanço global contra as mudanças climáticas: "Entre os principais objetivos divulgados está o de reduzir em 37% as emissões de gases causadores do efeito estufa entre 2005 e 2025 e em 43% até 2030. O Brasil parece ter deixado o discurso de que somos um país em desenvolvimento e temos o direito de poluir. Isso é positivo.Houve um progresso na posição. O Brasil é a primeira grande economia emergente a adotar uma meta absoluta de redução de emissões para toda a economia. No entanto, os números estão abaixo das possibilidades do país e das necessidades do mundo para limitar o aquecimento da atmosfera em até dois graus Celsius. Esperamos que a proposta seja um ponto de partida para as negociações e não a proposta final".

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