quarta-feira, 7 de outubro de 2015

PRÁTICA DO BRASIL CONTRADIZ AS SUAS PRÓPRIAS METAS PARA O CLIMA ANUNCIADAS NA ONU

Nosso país ignora compromissos com a Conferência do Clima: promove mais fontes fósseis na Amazônia, segundo denuncia e prova o Greenpeace


Destaque na webmídia de todo o planeta hoje a repercussão da denúncia e do protesto da entidade ambientalista internacional Greenpeace ontem em rios do Amazonas, aqui no Brasil, sites que se dedicam a temas socioambientais, como o EcoDebate, também estão destacando a informação e esta contradição entre o discurso na ONU e a realidade da estrutura energética brasileira, bem longe de ser sustentável, como enfatiza por aqui no blog da ecologia e da cidadania o nosso editor, o repórter Antônio de Pádua Padinha, resumindo a situação constrangedora mas esperada aqui nesta página do movimento ecológico, da cidadania e da não violência. 



Foto de Rogério Assis mostra protesto do Greenpeace em rios da Amazônia (clic p/ ampliar)

Confira as informações da entidade que luta aqui e em todo o mundo para preservar última ecologia do meio ambiente (por energias limpas)

“As TIs terras indígenas e as UCs reservas ecológicas são as modalidades de Áreas Protegidas que mais impedem o desmatamento da floresta. Os territórios indígenas, inclusive, apresentam os índices mais baixos de desmatamento do país. Investir em energia petrolífera nessas áreas em risco é jogar com o futuro da Amazônia”, defende Thiago Almeida, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil. “Mais grave ainda é ameaçar o futuro da floresta e do planeta apostando em uma fonte de energia do século passado”.
Mapa mostra as 15 Unidades de Conservação (UCs) que serão impactadas (Imagem: Greenpeace)
Como se não bastasse, o gás de xisto também poderá ser explorado em todos os blocos da rodada – nesse caso a preocupação recai principalmente nas bacias do Parnaíba e Recôncavo. Muito polêmico após gerar diversos protestos nos Estados Unidos, o gás de folhelho, popularmente conhecido como xisto, é extraído a partir do fraturamento hidráulico, o fracking – técnica que causa altos impactos ambientais como a contaminação do solo, dos lençóis freáticos e, portanto, ameaça a água de consumo humano e usada na produção de alimentos. Para lançar um alerta sobre esse duplo desastre, promover o fim do uso de fontes fósseis e pedir o cancelamento da 13ª Rodada do leilão, o Greenpeace colocou uma enorme balsa com a mensagem“Deixe as fontes fósseis no chão” no mundialmente famoso encontro das águas dos rios Negro e Solimões, ícones da natureza de Manaus, do Brasil e até do planeta. O encontro dos rios Negro e Solimões forma o Rio Amazonas, maior curso de água doce do mundo. É nesse cenário de beleza e riqueza natural onde o governo quer explorar petróleo e gás.

O mundo contra as fontes fósseis, o Brasil a favor?

Em seu Plano Decenal de Energia (PDE 2015-2024), o Brasil prevê que mais de 70% de todos os investimentos no setor energético serão em fontes fósseis. “Com um grande movimento internacional pelo fim do uso de energias sujas, que são altamente poluentes e contribuem para as mudanças climáticas, o governo federal dá um passo para trás ao incentivar essas fontes”, afirma Thiago Almeida, especialista em clima e em energia. A denúncia e esta contradição com as normas atuais das Nações Unidas em busca de um reequilíbrio climático e ambiental da Terra, coloca o Brasil na contramão da história da ecologia. A pauta deverá esquentar mais ainda os debates entre cerca de 200 países que se reúnem com o objetivo de viabilizar o futuro da vida no final do ano em Paris, na França. 


Fontes:  Greenpeace
              www.ecodebate.com.br
              www.folhaverdenews.com 


7 comentários:

  1. Colocar a Amazônia em risco para a produção de petróleo e gás de xisto (repudiado por quase todos os países) contradiz qualquer compromisso nacional pela redução de emissões de gases de efeito estufa. Isso não pode ficar só no discurso e o Brasil poderá sofrer sanções internacionais.

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  2. As fontes fósseis devem ficar no subsolo para que o limite de aumento de temperatura global se mantenha em no máximo 2ºC: “O mundo precisa urgente mudar os investimentos voltados para energias sujas e começar a injetar esse dinheiro nas fontes renováveis, como a Solar, Eólica e de Biomassa”, afirma Thiago Almeida, do Greenpeace.

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  3. A transição para um mundo 100% renovável até 2050 precisa começar agora, não pode ser adiado nem traído por nenhuma Nação. Logo mais postaremos mais informações e comentários, confira depois aqui.

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  4. Poste nesta seção a sua informação ou comentário e/ou mande um e-mail para a redação do nosso blog navepad@netsite.com.br sendo que você também pode enviar a mensagem pro nosso editor de conteúdo no endereço padinhafranca@gmail.com

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  5. "Isso é um grande equívoco da política do Meio Ambiente do Brasil, na verdade um absurdo, em termos científicos hoje em dia": a mensagem é de Alberto Pires de Castro, engenheiro florestal, formado pela Unesp e que atua em áreas do Cerrado no país.

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  6. "A gente agradece o espaço pro Greenpeace nesta causa tão importante para a Nação, Gás e Xisto é uma loucura, repudiada no Estados Unidos, vem ser captada no Brasil a dano do nosso ambiente e da saúde da nossa população": a mensagem éde Maria Helena Moraes, de Taubaté (SP), que é ativista naquela região desta entidade.

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  7. "Muita b0a a posição, mais uma vez, do Gtreenpeace, mostrando aos nossos políticos o que está errado e o que precisa vir a ser feito para atualizar em termos socioambientais o Brasil": Paulinho Mendes, de Campinas (SP), estudante da Unicamp.

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