segunda-feira, 26 de outubro de 2015

RENDA DA POPULAÇÃO E ECONOMIA DO PAÍS GANHARIAM, ISSO, SE FOSSEM FEITOS INVESTIMENTOS NA ECOLOGIA


Redução das emissões de gás carbônico (CO2) é o caminho para o Instituto Alberto Luiz Coimbra da UFRJ e para tanto o Brasil precisaria avançar já a economia verde

 

 

As conclusões da pesquisa já foram levadas ao Ministério do Meio Ambiente em Brasília (DF) e de acordo com os pesquisadores do Instituto Alberto Luiz Coimbra, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em síntese, a boa notícia que se destaca hoje no site EcoDebate e na Agência Brasil é que as medidas para serem reduzidas as emissões de gás carbônico (CO2) do Brasil até 2030 podem trazer um aumento de renda para todas as famílias brasileiras, entre outras vantagens. Algumas das ações indicadas como urgentes neste estudo são, por exemplo, a recuperação de uma parte da Mata Atlântica, o aumento dos hectares de florestas replantadas, a elevação da participação das fontes renováveis na geração de energia elétrica e o investimento em transporte público de massa para reduzir o uso do carro nas cidades o trabalho, apresentado agora no Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas. O que os especialistas esperam é que nosso país seja mais ambicioso do que as metas atuais propõem e aí poderá ter como resultados, além da redução de emissões, um crescimento maior do Produto Interno Bruto (PIB), uma diminuição do desemprego e, em alguns cenários que já podem ser projetados, até mesmo um aumento positivo no setor industrial da competitividade. O coordenador do estudo, professor Emilio La Rovere, do Programa de Planejamento Energético da Coppe, afirmou que o documento contradiz uma visão do senso comum e padrão entre políticos brasileiros, de que seria preciso sacrificar o desenvolvimento econômico para aumentar os esforços de preservação do meio ambiente: "Há possibilidade que os índices econômicos e ecológicos evoluam ao mesmo tempo em que se diminuem as emissões e o Brasil tem uma opção de desenvolvimento sustentável compatível com a redução da emissão de gases”. "Estas conclusões ensaiam a gestão pública ideal hoje em qualquer país, a economia ecológica, que é capaz de estimular a sustentabilidade, avançar o país e a qualidade de vida da população ao mesmo tempo", comenta por aqui no blog Folha Verde News o nosso editor de conteúdo o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha. Confira a seguir mais informações sobre esta chance de uma mudança positiva na realidade brasileira de hoje. 

 
A redução de emissão de gás carbônico ajudaria a economia da população e do país

Investimentos em energia limpa, como é o caso da Solar, melhorariam a renda da população

 


O Insituto Alberto Luiz Coimbra projeta neste estudo quatro cenários com base em fatores macroeconômicos como um crescimento médio da economia de 3,9% ao ano e barril do petróleo na casa dos 85 dólares. Apesar de este ano a previsão ser de retração e o preço do petróleo estar em torno de 50 dólares, La Rovere disse que o país tem potencial para retomar o crescimento e que o preço da commodity tem um histórico de grandes variações. Outra variável é que a população brasileira vai passar de 220 milhões de habitantes. De acordo com este estudo da UFRJ/Coppe a renda média das famílias incluídas entre as 16% mais pobres do país passaria então a ser de R$ 3.691 com a diminuição da emissão de gás carbônico. Em um cenário de esforço maior, haveria um aumento para R$ 3.844. No caso, haveria uma economia ainda mais voltada para o setor de serviços. Os pesquisadores estão também prevendo um mercado com preços maiores, porém desemprego menor. Pelo menos, 60% dos incluídos em uma faixa média de renda teriam rendimentos ampliados de R$ 8.772 para R$ 9.077, em 2030. Já os 24% que correspondem às famílias mais ricas teriam um salto de R$ 37.601 para R$ 39.010. Esses números levam em consideração um ambiente internacional favorável ao Brasil que faria mais esforços para reduzir as emissões de CO2 do que os demais países do planeta estão fazendo. O trabalho faz previsões do impacto que teria uma precificação das emissões de gás carbônico em 20 dólares a tonelada ou em 100 dólares a tonelada. Nesse cenário, o Brasil ganharia competitividade na indústria, pois possui uma matriz energética mais limpa que os concorrentes e sofreria menos com a taxação sobre as emissões. A renda das famílias mais pobres e das 60% de renda média cresceriam ainda mais quanto maior for a taxação. O detalhe que pega, para os que enfocam o interesse do grupo com renda mais alta, é que os mais ricos e somente eles teriam uma renda um pouco menor que a prevista no cenário com menos esforço pela redução das emissões, por ter uma cesta de consumo com mais produtos que geram mais emissões. Porém, o país poderia reduzir suas emissões de CO2 para 1,3 bilhão de toneladas em 2030, cerca de 5% a menos do que emitia no ano de 1990. Esta redução é mais do que necessária, o índice redutor é ainda acima dos 1,2 bilhão, que foram emitidos em 2010.Segundo os pesquisadores, o cenário mais ambicioso: investimentos de R$ 372 bilhões ou mais, "isso poderia gerar uma virada positiva na economia brasileira, com o resgate da ecologia, hoje perdida, algo que prejudica o clima e a saúde da população", avalia o nosso editor o ecologista Padinha, aqui no blog Folha Verde News, abrindo nosso webespaço para a importante reportagem de Vinícus Lisboa, da Agência Brasil, postada hoje também no site de assuntos socioambientais EcoDebate. O valor desta pauta merece o destaque e a pesquisa do Instituto Alberto Luiz Coimbra, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, mostra que existe uma saída sustentável para a crise econômica brasileira de hoje. A mídia em geral deveria destacar este tipo de enfoque transformador da realidade de agora. 


Existe uma saída sustentável para a crise econômica brasileira...
...os investimentos na ecologia e a redução do CO2 são o caminho para esta virada



Fontes: Agência Brasil
             www.ecodebate.com.br
             www.folhaverdenews.com 

4 comentários:

  1. A quem não interessa a redução de emissões de gás carbônico? Esta é a questão que nosso blog coloca...

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  2. Logo mais, postaremos aqui mais informações, aguarde nossa edição e participe desta postagem, entre aqui nesta seção do blog e deixe o seu comentário.

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  3. Outra opção é você enviar uma mensagem ao e-mail da redação do nosso blog navepad@netsite.com.br e/ou ainda, mandar sua mensagem direto pro nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  4. "O questionamento deste blog procede porque se a população de baixa renda e a classe média ganham com a redução de CO2 e somente a minoria dos mais ricos perdem um pouco, então a realidade está clara: outro fator é que a civilização dos carros, do petróleo, da poluição, aqui no país representadas por grandes empresas transnacionais": a mensagem nos foi enviada pelo economista José Ramos Almeida, que atua na região de BH (Minas Gerais) com consultoria empresarial.

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