sábado, 24 de outubro de 2015

SECA NOS RIOS AMAZONAS E SOLIMÕES SINALIZA O CAOS DA NATUREZA BRASILEIRA

Marinha emite portaria decretando a navegação como impraticável em trechos dos rios Amazonas e Solimões



Recebemos aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde news alguns e-mails com os seguintes conteúdos: após cheia recorde, seca ameaça alguns municípios do Amazonas, seca no Rio Negro muda a paisagem e o clima em Manaus, fenômeno oceânico El Niño impacta vazante  de rios na Amazônia, Rio Solimões pode atingir menor volume de água deste século nos próximos dias. E para fechar a conta destes caos ambiental que se anuncia em meio à maior floresta do planeta, veio a reportagem de Adneison Severiano, do site G1 AM está abalando a mídia brasileira e internacionalo com a notícia que a  Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (CFAOC) estabeleceu restrições à navegação em um trecho do Rio Solimões, no Amazonas. A medida, que é parcial, ocorre em razão de risco de acidentes com embarcações no período da seca.  




O Rio Solimões secando agora depois de uma cheia record assusta especialistas


Embarcações não conseguem navegar até a margem do rio em Benjamin Constant (Foto: Arquivo Pessoal/Greicy Fernandes)
Embarcações não conseguem navegar até a margem do rio em Benjamin Constant (Foto: Greicy Fernandes)





Até que ponto os desmamamentos gigantes e a falta monstro de gestão ambiental explicam este caos?



A seca que estava restrita ao Nordeste apareceu também no Sudeste do Brasil, na Califórnia (USA) e agora no Amazonas, mas com certeza a causa não é somente a crise climática planetária ou o fenômeno oceânico El Niño


O Capitão dos Portos, Alfred Dombrow Júnior, decretou impraticabilidade parcial no Rio Solimões, no trecho conhecido como Ilha do Meio, que fica situado a pouco mais 85 km (46 milhas náuticas) no sentido do Terminal Fluvial do Solimões (Tesol), em Coari.  O trecho alvo de restrição é usado como rota por embarcações que escoam parte da produção de petróleo e Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) - gás de cozinha - da província petrolífera de Urucu da Petrobras. A Marinha explicou que as Normas e Procedimentos para as Capitanias dos Portos e Capitanias Fluviais (NPCF)  estabelecem limitações operacionais nos portos e terminais, tais como a velocidade de evolução nos trechos navegáveis e canais de acesso.  E esta medida tem como foco redobrar a atenção com o calado, que é a distância vertical entre a superfície da água e a parte mais baixa da embarcação. As condições do calado são importantes para determinar a navegabilidade de cada embarcação sobre zonas pouco profundas, evitando acidentes náuticos. "Os condutores precisam observar a navegação de acordo com o calado de sua embarcação, até que se estabeleçam as condições mínimas de segurança", esclareceu Alfred Dombrow, da capitania dos portos amazônicos. A portaria enviou desde dia 13 de outubro este alerta a empresas de praticagem da região e órgãos da Marinha. Além dos avisos que foram enviados eletronicamente, foi também divulgada a medida por meio de canal de rádio para as embarcações que trafegam na região alvo da restrição parcial de navegação pela incidência da seca em rios como o Amazonas e o  Solimões. Durante as Inspeções Navais os condutores das embarcações são orientados quanto ao cuidado com a navegação nesse trecho, além de divulgação na mídia, Rádio Marinha e ofícios aos órgãos de navegação, dentre eles o Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma) e empresas de praticagem da região", afirmou a nota oficial. "Esta surpreendente, inesperada e até caótica situação de falta d'água numa das regiões de maior riqueza hídrica do mundo, no ponto de vista socioambiental, é um grande escândalo e fonte de uma enorme preocupação da população, dos ecologistas e das autoridades públicas, autoridades que parecem estar é querendo manter calada esta informação", comentou por aqui no blog o nosso editor, ecologista Antônio de Pádua Padinha.  Na verdade, a vazante - processo natural de redução dos níveis dos rios - tem se intensificado em Manaus e no interior do estado. Os municípios Fonte Boa e Benjamin Constant, no Amazonas, estão praticamente isolados em razão da vazante do Rio Solimões. As embarcações de grande e médio porte, que transportam cargas e passageiros, não conseguem se aproximar dos portos, uma vez que o nível das águas está muito baixo. Também em Iranduba, a 27 km de Manaus, 125 famílias de uma comunidade estão sofrendo com o abastecimento de água. Os produtores de melancias que comercializam o produto na cidade em Manaus foram alguns dos primeiros a enfrentar problemas para escoar a produção em razão do bairro volume de água. O drama ecológico e social já sinaliza que a situação terá sequelas também econômicas e na imagem do Brasil no exterior.


Fontes: G1 AM
              www.folhaverdenews.com 


7 comentários:

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  2. O Rio Amazonas nasce na Cordilheira dos Andes, junto ao vulcão Misti, sul do Peru, a 4.000 metros acima do nível do mar. Essa nascente só foi descoberta em 1971, e é conhecida como Laguna McIntyre. E até pouco tempo, pensava-se que o Nilo fosse o maior rio do mundo em extensão. No entanto, graças a técnicas de monitoração por Satélite, agora sabe-se que o Amazonas é maior, com 7.025 quilômetros. Esta situação de agora, o próprio Amazonas secando, também por sua dimensão está agora até escandalizando a opinião pública.

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  3. Na planície brasileira, a largura do Rio Amazonas é de 6 a 8 quilômetros, enquanto a profundidade varia de 20 a 200 metros. Próximo à foz, no Atlântico, a profundidade chega a até 500 metros. O rio Amazonas é o maior do mundo em volume de água. Em menos de meio minuto de vazão, poderia saciar a sede de todos os habitantes do mundo. Ele despeja no Atlântico 175 milhões de litros de água por segundo. Esse número corresponde a 20% da vazão conjunta de todos os rios da Terra. Em um dia, o Rio Amazonas despeja no Atlântico mais água do que toda a vazão de um ano por exemplo do rio Tâmisa, na Inglaterra.



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  4. Estes dados agora estão sendo contrapostos com a situação que é no mínimo exdrúxula de pouca água nos rios Amazonas e Solimões. A 8 quilômetros de Manaus, o rio Solimões se encontra com o rio Negro, afluente do Rio Amazonas, produzindo o fenômeno do Encontro das Águas. As duas grandes massas de água não se misturam porque têm temperaturas diferentes. Apesar do nome, as águas do Rio Negro são cristalinas. A impressão de escuridão surge do contraste provocado pelo encontro delas com as águas barrentas do rio Solimões. Um monumento da natureza do Brasil e do planeta chegou a uma situação limite...

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  5. "A tendência a médio e longo prazo da Amazônia segundo pesquisas que estão sendo publicadas pela Revista Nacional de Ciências dos Estados Unidos, é que a região com enorme riqueza hídrica ainda hoje acabe por virar um deserto até por volta de 2100": é a informação que a gente recebeu aqui na redação do blog, enviada pelo engenheiro agrônomo Irineu Barbieri, de Salvador (Bahia).

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  6. "Tem sido feitas varias pesquisas que sinalizam para climas extremos na Amazônia (tanto enchentes como secas) e as causas não são somente o aquecimento global, incluem também desmatamentos, poluições e uma falta crônica de gestão ambiental sustentável lá e em todo o Brasil, por parte das autoridades governamentais, que não ouvem o que dizem os cientistas e ecologistas": é opinião do editor de conteúdo aqui do nosso blog Folha Verde News, o repórter ecologista Antônio de Pádua Padinha: "Estamos agora como os profetas clamando. Eles clamavam no deserto nos tempos bíblicos. Agora fazemos isso em plena Amazônia, uma das regiões de maior riqueza hídrica na Terra".

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  7. Entre outros estudos, citamos aqui os realizados pelo Instituto de Pesquisas Woods Hole, pela Universidade de Stanford dos Estados Unidos, pelo IPAM, instituto de pesquisas da Amazônia, pelo WWF (fundo mundial da natureza), pelo IPCC da ONU...

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