quinta-feira, 12 de novembro de 2015

AGORA HÁ UMA ALTERNATIVA AO PLÁSTICO (SUBPRODUTO DO PETRÓLEO E UM DOS MAIORES INIMIGOS DO MEIO AMBIENTE)


Embrapa cria bioplástico que pode ser produzido em minutos e se decompõe em um mês ao contrário do plástico tradicional que polui e demora 100 anos para se decompor 

 

Nem só de notícias ruins vive o meio ambiente, a Embrapa Instrumentação de São Carlos (SP), por aqui em nossa região, desenvolveu um plástico biodegradável que tanto pode ser produzido em escala como rapidamente, em poucos minutos. Feita à base de açúcares e sem aditivos químicos, a nova película se parece muito com a tradicional, mas demora apenas um mês para ser decomposta, não 100 anos, reafirmou o coordenador da pesquisa, Luiz Henrique Mattoso que nos explicou os detalhes deste produto sustentável, avançado: "São várias moléculas de açúcares e, por isso também, este plástico orgânico tem a característica de ser biodegradável por microorganismos que geralmente digerem açúcares". Complementando, informou que a fabricação é bem mais econômica do que a tradicional, o processo e o produto são ecológicos: "Mais um sinal de avanço tecnológico do pólo de São Carlos e do nosso interior, com este produto sinalizando o desenvolvimento sustentável já ao alcance da nossa geração, que busca mesmo uma economia mais ecológica", comentou por aqui no blog Folha Verde News o nosso editor, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, ao resumir e postar em nossa webpágina matéria do G1 e do site AmbienteBrasil. Mattoso e sua equipe de pesquisadores explicaram também que este plástico biodegradável  pode ser produzido rápido, em temperaturas e pressões menores que os sintéticos, gerando também redução de energia elétrica.



Equipe da Embrapa Instrumentação criou este plástico orgânico e biodegradável

A equipe de pesquisadores foi movida também pelo sentimento ecológico  

Nos supermercados da vida este produto será uma revolução a bem da economia e da ecologia



Para o engenheiro de alimentos Francys Moreira, o maior ganho da pesquisa foi a redução do tempo de processo industrial: "Antigamente, a gente conseguia fazer pedaços pequenos do material em dias e hoje a gente consegue fazer uma quantidade de material comparável ao que é feita para os plásticos comerciais em um tempo muito curto, menos de 10 minutos”, informou o pesquisador. De acordo com a equipe da Embrapa Instrumentação (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, unidade de São Carlos)  o material já despertou o interesse de algumas empresas e a expectativa é de que esteja disponível no mercado no máximo em dois anos, contribuindo para a economia de recursos, para a  redução de resíduos e para a sustentabilidade, já que hoje o plástico está onipresente na realidade atual: "Se a gente pode contribuir com materiais que tornem essa cadeia mais benéfica e melhor vista pelos consumidores, então isso é realmente gratificante para nós cientistas”, finalizou o engenheiro Francys Moreira. O Bioplástico é um sinal de esperança e saúde para a população, o meio ambiente, algo que concretiza desde já a luta pela criação de um futuro sustentável.  E muito bom que ele tenha sido criado e esteja sendo desenvolvido por aqui, no interior do Brasil. 


Muito bom para São Carlos, toda região e o interior do país que o bioplástico tenha sido criado aqui



Fontes: www.ambientebrasil.com.br
             www.g1.globo.com
             www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. Esta mesma equipe de pesquisadores da Embrapa Instrumentação de São Carlos (SP) já havia desenvolvido meses antes um bioplástico comestível e agora, amplia ainda mais o avanço.

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  2. No caso do plástico orgânico comestível, eles desenvolveram uma série de películas comestíveis que funcionam como plástico. Os sabores incluem espinafre, mamão, goiaba e tomate, mas a técnica permite que outros sabores sejam desenvolvidos. O trabalho recebeu financiamento de R$ 200 mil e o material, além de ser biodegradável, pode ser utilizado no preparo dos alimentos. Dessa forma, uma pizza que esteja embalada com o material pode ir ao forno diretamente, assim como outros alimentos.

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  3. O material desenvolvido em São Carlos tem características físicas semelhantes aos plásticos convencionais, como resistência e textura. Além disso, o "plástico orgânico" apresenta propriedades mecânicas superiores aos plásticos sintéticos. Em laboratório, os produtos se mostraram mais resistentes ao impacto, além de serem três vezes mais rígidos que os plásticos sintéticos. Pode ser uma revolução no mercado de embalagens, de sacolas de supermercados e de outras centenas de produtos que usam o plástico subproduto do petróleo em quase tudo atualmente nas sociedades de consumo.

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  4. O bioplástico foi desenvolvido após duas décadas de trabalho e o processo de produção é considerado simples. Primeiramente, a matéria-prima, como frutas e verduras, é transformada em uma pasta. A seguir, os pesquisadores adicionam componentes para dar liga no material e o colocam em uma fôrma transparente, que será levada a uma câmara que emite raios ultravioleta. Após poucos minutos, a película sai da máquina pronta. O líder da Rede de Pequisa de Nanotecnologia para Agronegócio da Embrapa, Cauê Ribeiro, conta que, depois de passar pelos raios ultravioleta, o plástico recebe o último processamento e toma forma similar à do plástico tradicional.

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  5. Logo mais postaremos aqui nesta seção mais informações e você desde já entre aqui com o seu comentário. Outra opção é enviar um e-mail para a nossa redação aqui no blog navepad@netsite.com.br e/ou então mandar a sua mensagem direito pro nosso editor padinhafranca@gmail.com

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  6. "O plástico orgânico na sua função comestível é interessante mas acho que para substituir embalagens e todas as aplicações do plástico mais convencional no mercado é uma revolução maior ainda": o comentário é de Cláudio Santos, que faz Jornalismo na Unesp em Bauru (SP).

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  7. "Fica cada evz mais importante este polo tecnológico com suas faculdades e também a Embrapa, São Carlos merece mais apoio aos pesquisadores, mais investimentos, que dará maior retorno ainda ao país": é o comentário de Julio Arias, tecnólogo, que atua na região de São José dos Campos (SP).

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  8. "Deveria ser tratado com urgência o processo de lançamento deste produto no país, que tem o potencial de mercado em todo o mundo, é algo de ponta e esperado por todos os que têm consciência ambiental": quem nos enviou esta mensagem é Rosa Maria Sanches, de São Paulo (SP), que trabalha como executiva de rde de lojas de varejo na capital paulista.

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