terça-feira, 3 de novembro de 2015

CIDADES CAPIXABAS, MINEIRAS E BAIANAS EM EMERGÊNCIA POR CAUSA DA SECA DO RIO DOCE EM CONTRASTE COM A PRIMAVERA AQUI NO SUDESTE


Enquanto chove por aqui no Sudeste o El Niño aumenta a seca no rio Doce provocada também por falta de gestão sustentável do clima e do ambiente no Brasil

 

 

Há tão pouca vazão de água no Rio Doce nesta época em que deveria estar chovendo que na foz suas águas não chegam ao mar, secam antes" (Resumo de notícia do jornal A Gazate, de Linhares, Espírito Santo)


 

A gente vem acompanhando esta situação através do site Climatempo e agora ela ficou mais dramática, secando uma das regiões férteis do interior do Bahia, produtora de cacau, de café, agravando ainda mais o clima  cada vez mais mais desértico do norte de Minas Gerais: "O Rio Doce está amargando a vida da gente", nos falou em um e-mail, José Perez, que é daqui do interior paulista e virou cafeicultor o Espírito Santo. Após chuvas fortes no fim de outubro, a região do vale do rio Doce em Minas Gerais, todo o Espírito Santo e também a porção norte de Minas, na divisa com o sul da Bahia, voltaram a ter sol forte, pouca nebulosidade e elevação da temperatura. Cidades mineiras próximas da Bahia já tiveram calor em torno dos 37°C nesta segunda-feira e a tendência é de que o calor aumente, pois o tempo seca novamente e até regiões capixabas e baianas antes férteis já começam a ter os sintomas de um deserto.







Climatempo vem produzindo por satélites e analisando mapas da Bacia do Rio Doce não é de hoje
Segundo também o site Terra, as perspectivas de chuva para região do rio Doce não são nada animadoras. A última cheia foi em dezembro de 2013, quando toda a bacia do Doce recebeu grandes volumes de chuva por vários dias. Só em Vitória, capital do Espírito Santo, choveu então cerca de 730 mm de chuva, o que representa mais da metade da média anual de chuva que é da ordem de 1280 mm. O ano de 2013 foi considerado de neutralidade em relação a fenômenos como El Niño e La Niña. A bacia do rio Doce recebeu chuva extremamente volumosa em dezembro de 2013, mas os meses anteriores de novembro e outubro foram com chuva abaixo da média. Equipe da Climatempo analisou na sequência de imagens de satélite mostra a região do rio Doce em Colatina, no Espírito Santo. A situação da seca severa (início de outubro de 2015), no início de 2015 já sentido o reflexo da seca de 2014 vivida por quase todo o Brasil, e no fim de 2013, em período de grande cheia. As manchas em azul representam a água ( do rio, de lagoas, em áreas alagadas entre a vegetação. Na imagem recente de 2015 percebe-se estreitamento da largura do rio devido à estiagem severa. Toda a região de vegetação ao longo do rio também está bastante danificada pela seca. O ano de 2015 é um ano de El Niño forte e as alterações no padrão de ventos e de pressão causadas por este fenômeno (aquecimento anormal das águas do oceano Pacífico Equatorial) já estão sendo sentidas no Brasil. O El Niño vai persistir por toda a primavera e durante o verão interferindo na forma como chuva cai e na quantidade de chuva sobre todo o Brasil.Isso já fora previsto e alertado pelos meteorologistas e outros cientistas que vêm pesquisando os problemas do clima e do ambiente no país. "E então agora cabe a pergunta: por que não foram implantadas medidas reparadoras da ecologia, atenuando o rigor do clima e os desequilíbrios ambientais?": é o que questiona por aqui no blog Folha Verde News o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, nosso editor de conteúdo, que tem postado várias matérias com pesquisas que adverte "sobre este drama nordestino da seca que se espalha por outras regiões brasileiras, a culpa não é com certeza somente do El Niño ou de São Pedro, em geral todos os rios do interior do Brasil estão secando, mais ou menos intensamente conforme o tempo ou a condição especial de cada região". Não é de agora que por exemplo  o meteorologista Alexandre Nascimento explicava como o El Niño influencia a chuva no Brasil neste ano e analisava especificamente a região da baixa do rio Doce, que precisa ser revitalizado, despoluído e renascer para suportar o rigor destes tempos, antes que aconteça um caos econômico e ecológico. 


Um tempo seco e amargo: cadê o Rio Doce?...



Fontes: Climatempo
             www.terra.com.br
             www.folhaverdenews.com 

8 comentários:

  1. A ação do El Niño e também de La Niña vai perdurar no Brasil durante a Primavera e no Verão inclusive, meteorologistas vem advertindo não é de hoje e que medidas emergenciais de alcance climático e ambiental têm sido tomadas nas várias regiões do país?...

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  2. O São Freancisco e o Rio Grande estavam secando antes, agora é o Rio Doce, em geral os rios brasileiros do interior precisam ser despoluidos e revitalizados para readquirirem uma normalidade hídrica capaz de enfrentar o rigor deste tempo.

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  4. "Creio mesmo que a culpa não é só do El Niño ou de São Pedro, há muito tempo estes problemas de agora vem sendo alertados por pesquisadores no Brasil"? a mensagem nos foi enviada por Mário Teixeira, de Santo André na Grande São Paulo: "Lá no Rio Doce, seco, aqui no Tietê, enchente".

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  5. "O jornal A Gazeta, de Linhares (Espírito Santo) fez matéria, mostrando antes e depois desta seca o Rio Doce, que agora em sua foz está tão seco que suas águas nem conseguem chegar ao mar": a informação é de Pedro Fontanelle que nos envia matérias sobre este assunto, ele que é de Vitória (ES).

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  6. "A seca que afeta o Norte do Espírito Santo fez uma parte do Rio Doce, maior do estado, já não alcança o mar. Há duas semanas, a foz do rio, em Regência, litoral de Linhares, secou. As informações são do jornal A Gazeta. O empresário Robson Barros da Rocha, 36 anos, também conhecido como Pontinha, fez o registro e publicou na própria página do Facebook, a Regência Surf, onde posta informações turísticas e sobre o meio ambiente. Foz é o local onde uma corrente deságua. Em Regência, esse deságue acontece no Oceano Atlântico. Pontinha, que vive em Regência há 13 anos, disse que a foz tinha cerca de um quilômetro de extensão. Para atravessar rumo a Povoação, vilarejo sete quilômetros ao norte, ele só conseguia com barco a motor. “Mas hoje atravessamos a pé. O que parecia que iria demorar muito já está acontecendo”, E somando o quadro à estiagem, moradores temem a falta de água". (Matéria do Gazeta, de Linhares (ES).

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  7. Wesley Ribeiro, do jornal A Gazeta, manda informação sobre a estiagem na região: "De acordo com Henrique Lobo, membro do Comitê da Bacia do Rio Doce, a foz secou porque o volume de água do rio está abaixo do pior volume registrado em período de seca, que foi de 330 metros cúbicos por segundo. “Em janeiro deste ano, período tradicionalmente chuvoso, entre Colatina e Linhares, registramos uma vazão de 156 metros cúbicos por segundo. Tão pouca água não consegue chegar ao mar. A redução se deve à ocupação desordenada do solo da bacia do Rio Doce, originalmente coberto por Mata Atlântica em 95%. Hoje, 80% da área é coberta por pastagem desordenada, com solo muito compactado, resultado de queimadas e desmatamento. E além disso, a distância entre superfície e lençóis freáticos, por causa dos muitos morros, dificulta a captação de água da chuva. São seis meses, em média, para a água conseguir alcançar os lençóis. E considerando também a estiagem e o uso indiscriminado da água, as perspectivas não são animadoras. Há o medo da falta de água em Regência, Na região há muita água subterrânea, já que se trata de uma região de planície, mas o Rio Doce está secando nestes dias".

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  8. "Além da ação dos fenômenos El Niño e La Niña, há falta de gestão governamental que explica a seca. E mais ela se deve à ocupação desordenada do solo na bacia do Rio Doce, Antes ele era coberto por Mata Atlântica em 95%, ,hoje 80% da região é coberta por pastagem desordenada": um dos comentários ao post sobre este assunto no Facebook, a partir da matéria deste nosso blog.

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