domingo, 8 de novembro de 2015

DANOS AMBIENTAIS DA LAMA DA MINERAÇÃO DE FERRO EM MARIANA DEVERÃO AFETAR TODA A MACRORREGIÃO DE MINAS AO ESPÍRITO SANTO


A lama da mina de ferro rompida afetará a saúde da população? Ela agride todo o ecossistema: a tragédia de Mariana já estava anunciada segundo o MAB (movimento dos atingidos por barragens) que destaca que o número de mortos pode chegar a 25 mas as vítimas do acidente serão milhares de pessoas por causa dos danos ecológicos aos rios, nascentes e  à agricultura regional ao longo da região do Rio Doce no interior de Minas Gerais e do Espírito Santo



outro risco é o de que muitas nascentes foram soterradas. Esse impacto nos recursos hídricos também afeta sua fauna, especialmente peixes e microrganismos que compõem a cadeia alimentar por ali nas águas regionais afetadas. "Mudança no perfil do solo, impacto nos recursos hídricos, na fauna. Quanto tempo a natureza vai demorar para assimilar tudo isso?", questiona o geólogo da UEL, Cleuber Moraes Brito. Apesar de ainda ser cedo demais para uma avaliação completa, segundo os técnicos e os ambientalistas vai ser possível fazer um programa para resgatar a área degradada em Mariana, mas esta recuperação da ecologia deverá durar cerca de 5 a 10 anos. Isso, se for feito este investimento ambiental. Para os especialistas que já se manifestaram, será preciso um maior  levantamento do impacto, sendo que uma das primeiras medidas reais deveria ser a de retirar a lama o quanto antes, especialmente por meio de escavação. Com a palavra, as autoridades governamentais e em especial as duas empresas Semarco e Vale, responsáveis pela mineração de ferro em Bento Rodrigues na região de Mariana em Minas Gerais, foco de um dos maiores acidentes do planeta em barragens. Com a palavra ou com a ação e gestão, segundo reivindica o MAB, movimento de atingidos em acidentes de barragens.






A legenda para todas estas imagens é uma só: agora pelo menos serão tomadas providências a bem da recuperação ambiental e da  segurança ou da saúde da população na região de Mariana e da Bacia do Rio Doce?...


Fontes:  BBC
              Reuters - AFP
              www.brasildefato.com.br
              www.folhaverdenews.com 

9 comentários:

  1. Será que não há mesmo nada tóxico nos 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro liberados durante o acidente na mina da Semarco e da Vale em Bento Rodrigues, na região de Marina?...

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  2. Os danos socioambientais já são confirmados, mas há ainda a possibilidade de sequelas na saúde de toda a população não só de Marina porém de toda a Bacia do Rio Doce.

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  3. Outra questão que antevemos aqui é sobre qual o rigor que o Ministério Público e as autoridades políticas de Minas, do Espírito Santo, do país, terão em relação às empresas mineradoras, responsáveis pelo acidente, em especial à Vale, com muito poderio econômico no Brasil.

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  4. Você pode postar aqui o seu comentário ou enviar um e-mail à redação do nosso blog de ecologia e de cidadania navepad@netsite.com.br e/ou uma outra opção pro envio de sua msm é o e-mail do nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  5. "Do jeito como as coisas são no Brasil isso vai levar vários anos para ser resolvido, a dano mais uma vez da população e da natureza": a mensagem é de Antônio Martins Alves, de Belo Horizonte (MG) que diz ter parentes na região afetada pelo acidente.

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  6. "A empresa proprietária da mina, a Samarco, é uma é uma joint venture da maior mineradora do mundo, a BHP Billiton, em parceria com a maior produtora de minério de ferro, a brasileira Vale. A limpeza e os reparos devido ao incidente poderão custar às empresas uma fortuna": é o comentário de Agenor Alves, de BH (Minas Gerais), advogado, que diz ter encontrado "muitas informações no site da Reuters, coisas que as autoridades não falam".

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  7. Entre as informações via Reuters que o advogado Agenor Alves de BH nos enviou, destacamos esta a seguir: "Um promotor público estadual, baseado em Mariana, afirmou neste sábado que vai buscar 500 mil reais em danos pessoais para cada uma das cerca de 200 famílias mais afetadas pelo desastre. Isso, se o desastre não vier a ter um alcance ainda maior".

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  8. "Enquanto ainda não está claro o que causou o colapso das barragens, as informações em Mariana (MG) sãoique os trabalhadores estavam fazendo trabalhos programados normais em uma das barragens para aumentar o seu tamanho quando ela se rompeu": é a notícia que Maria Eugênia do Carmo, de São Paulo (SP), captou em noticiário da Rádio Itatiaia de Minas Gerais.

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  9. "Impressiona a força da Vale e dos americanos que estão por trás da Semarco, querendo manipular e teleguiar a imprensa neste desastre, em que estas megaempresas são cúmplices e responsáveis": é a mensagem que nos enviou Pedro Ary, que tua em emissora de rádio FM em Mariana (MG): "A mídia não pode se calar em casos assim".

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