quarta-feira, 11 de novembro de 2015

MEIA PALAVRA BASTA (AS IMAGENS DO DESASTRE SOCIOAMBIENTAL EM MINAS E NO ESPÍRITO SANTO FALAM POR SI MESMAS)

Mineradora bilionária com estrutura precária no Brasil suspende as suas atividades até janeiro em Minas Gerais e no Espírito Santo (Ubu): em 50 dias seus diretores vão pensar no que fazer e talvez repensem a sua estratégia empresarial,  investindo ao menos na segurança e vida dos seus funcionários, da população e do precário equilíbrio ecológico do país, sem o que não há chance para nenhuma economia, nem a ferro e aço



RESPONSÁVEIS?  - Os presidentes da BHP Billiton Andrew Mackenzie, da Samarco, Ricardo Viscovi e da Vale, Murilo  Ferreira, assumem a responsabilidade em entrevista coletiva em Mariana


A Samarco joint venture da maior mineradora do mundo (BHP Billiton) com a maior produtora de aço a partir do minério de ferro (Vale) está suspendendo suas atividades até janeiro, pensando no que fará pós-apocalípse: uma vergonha um empreendimento bilionário ter tão pouca estrutura e tão pouco respeito pelas leis, pela população e pela última ecologia do Brasil. Pressionada pela mídia nacional e internacional (as notícias enviadas por exemplo pela agência Reuters escandalizam o planeta todo e aqui dentro do país o Ministério Público exige medidas reparadoras, um novo processo de licença ambiental e novas normas de funcionamento. 600 desabrigados e vítimas fatais que podem chegar a 30 pessoas, poluição por lama (que não é somente barro...) dos resíduos do rompimento das barragens de Fundão e Santarém, em Bento Rodrigues, a 35km de Mariana, a 124km de Belo Horizonte, uma das cidades de maior importância do Brasil. Há uma terceira barragem (Germano) ameaçada de repetir o mesmo problema. Além das vítimas humanas, quebra de atividade da agricultura entre o leste de Minas Gerais e o Espírito Santo, sufoco e poluição de nascentes, córregos, rios em toda a bacia do Rio Doce, que agora está amargando esta realidade tsumani no Brasil.

Um gosto de ferro -  Diretores da megaempresa afirmaram que em 2014 investiram 46 milhões nas suas minas de ferro. Nesse ano o que se sabe o lucro da Samarco/BHP Billiton/Vale chegou a quase 3 bilhões de dólares aqui, 13 bilhões em todo planeta,como gigante de commodities. Ela tem minério de ferro em estoque somente até o dia 14 de novembro, sábado agora. E está proibida de funcionar por embargo de autoridades ambientais e do Ministério Público de Minas Gerais e do Espírito Santo. Apesar da blindagem feita por parte da mídia e dos lobbies, a Samarco and Co. está encerrando ainda que temporariamente as suas atividades até janeiro de 2016. Esperamos que volte com outra estrutura e uma filosofia empresarial para, ao invés do caos, ajudar também a Nação a se desenvolver de forma sustentável, equilibrando os interesses econômicos com os ecológicos.  Só assim que valerá a pena voltar. De volta ao futuro. (Antônio de Pádua Padinha)



O Rio Doce mais ou menos limpo (ainda) antes da chegada da lama

  
O Rio Doce agora na divisa entre Minas Gerais e Espírito Santo

Pescador tenta salvar peixes do Rio Doce poluído pela lama da mineração  

Além das duas barragens que romperam ainda existe esta (Germano) em Mariana, também precária





Neste caos socioambiental da Samarco/BHP Billiton/Vale os Bombeiros deram exemplo de cidadania + 1 vez 



Fontes: www.otempo.com.br
              Reuters
              www.g1.globo.com
              www.folhaverdenews.com

9 comentários:

  1. Logo mais, mais informações sobre as consequências na economia, na vida dos funcionários, no processo a que a megaempresa está entrando pelo megacrime socioambiental.

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  2. Entre aqui nesta seção com o seu comentário me/ou envie o seu e-mail para a redação do nosso blog de ecologia e de cidadania navepad@netsite.com.br

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  3. Outra opção é enviar seu e-mail direto pro editor de conteúdo do nosso blog padinhafranca@gmail.com

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  4. "Além da cidadania dos Bombeiros e da solidariedade do povo às vítimas e desabrigados, outro rescaldo positivo desta tragédia, é que ela poderá reacender quem sabe, apesar dos lobbies lá existentes, o debate no Congresso Nacional do Código da Mineração": é o comentário de Flávio Souza, ambientalista de Brasília (DF) que no dia a dia atua como técnico de Informática.

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  5. O promotor público Carlos Eduardo Ferreira Pinto acusa as empresas de negligência, pela situação precária ou falta de gestão que gerou o rompimento das barragens: não foi acidente, segundo avalia esta autoridade do MP de Minas Gerais, teria que haver uma estrutura maior de segurança, levando em conta a magnitude do empreendimento da Samarco, BHP e Vale.


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  6. "Estes fatos nos remetem ao debate sobre o Código de Mineração, que está há anos parado ou suspenso no Congresso Nacional e que precisa definir melhor a estrutura desta atividade no Brasil. O desastre ambiental talvez tenha como positivo reacender o debate deste Código, essencial para o ambiente e a população" (comentário extraído de entrevistado pela agência de notícias Reuters).


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  7. "A Samarco foi fundada em 1977 e produz desde então bolas ou pelotas de minério de ferro que são vendidas para a produção de aço: o que se pergunta é como era o licenciamento ambiental dessa atividade": trecho de um texto que nos envia desde Ouro Preto (MG) Pedro Fontana, que informa sobre chácaras e sítios destruídos na região de Mariana.


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  8. "Um bom resumo de tudo o que aconteceu está aqui neste blog, que tem razão no seu questionamento, grande parte da mídia costuma blindar as grandes empresas e empreendimentos poderosos, a falta de informação pode causar problemas como houve agora": o comentário é de Moacir Pereira Barros, de São Paulo (SP), especializado em mercado de computadores.

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  9. Em entrevista coletiva, nesta 5ª feiras em Mariana (MG), os presidentes da BHP Billiton Andrew Mackenzie, da Samarco, Ricardo Viscovi e da Vale, Murilo Ferreira, assumiram a responsabilidade pelo megacidente: a gigante mundial BHP detém 50% e a Vale outros 50% da mineradora, parceria que rende bilhões de dólares desde 1984 e agora gerou este megaprejuizo socioambiental em Minas e no Espírito Santos, dezenas de mortos, 600 desabrigados, um processo monstro no MP e a paralisação temporária de captação de minério de ferro.

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