terça-feira, 17 de novembro de 2015

MIDIA NÃO MOSTRA DIREITO TODOS OS EFEITOS DO EL NIÑO QUE SERÃO INTENSOS OU MAIS AINDA NESTE ANO COMO EM 82 E 97

Sem terrorismo climático cientistas alertam sobre força do fenômeno agora também no Brasil


Agora o fenômeno oceânico e climático pode  repetir ocorrências extremas de 1982 e 1997, quando afetou não somente as características climáticas de várias regiões do planeta e também do nosso país mas também a economia, como destacou o site da revista Deustsche Welle, mostrando inclusive umas imagens feitas pela Nasa, relacionando o El Niño com desastres naturais como por exemplo tufões em alguns lugares da Terra, informaram também pesquisas do Serviço Meteorológico da Alemanha (DWD). A grande mídia no Brasil não tem se aprofundado nesta pauta mas a revista Carta Capital chegou a fazer uma reportagem especial sobre o alcance do fenômeno planetário também por aqui em algumas regiões brasileiras. Na realidade, são dois fenômenos simultâneos e paralelos que ocorrem no clima, o El Niño é o contrário de La Niña e vice-versa:eles são na prática são como duas partes do mesmo ciclo Oscilação Sul. A cada ano, acontece um ou outro. Em termos gerais, o El Niño é mais caracterizado pelas temperaturas quentes na superfície dos mares no Pacífico tropical, ao passo que La Niña tem como característica o frio. Hoje estamos com uma pauta dupla, enquanto por aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News estamos enfocando o El Niño, ao mesmo tempo e imitando a simultaneidade dos fenômenos na natureza, no Flash de Ecologia dentro do site Jornal da Franca a gente está analisando algumas consequências do efeito contrário, La Niña, sobre o clima do planeta, do continente da América do Sul e sobre o Brasil.
 
No Brasil podem aumentar secas e queimadas até mesmo na Amazônia

Tufão
Imagens da Nasa ajudam a detectar e prevenir aproximação de desastres naturais


Nas últimas três décadas, aumentou o número de pessoas que consultam dados e temem os efeitos do El Niño, aumentando  também as pesquisas sobre ele em especial após os eventos de 1997-1998. O fenômeno ocorre entre a costa oeste da América Latina e o Sudeste Asiático, mas seus efeitos podem ser sentidos em qualquer lugar do mundo, várias vezes, levando a desastres naturais. "Ele continua sendo uma anomalia na região equatorial, mas uma anomalia de larga escala que abrange uma parte ampla da circunferência do globo. Eventos que começam no oceano e se conectam à atmosfera são transmitidos por longas distâncias por padrões de ondas e anomalias", explica a pesquisadora Lydia Gates, do DWD. A grosso modo, trata-se de um ciclo anual que, em alguns anos, é menos sentido. A mudança da temperatura na superfície do mar interage com a atmosfera sobre o Oceano Pacífico e em uma temporada extrema verifica-se o que os cientistas chamam de evento, o foco é próximo à costa do Peru mas as consequências climáticas aumentam de intensidade perto do final de dezembro. Aliás, o nome de El Niño, devido a esse detalhe, tem a ver com uma referência ao Natal do Menino Jesus. A denominada fase madura deste fenômenos está prevista para dezembro de 2015, janeiro e fevereiro de 2016, mexendo não só com a temperatura. Alguns pesquisadores alertam que os eventos da próxima estação deverão ser o mais fortes desde 1997 e que sua ação vai durar até abril de 2016. Lydia Gates detalhou que atualmente, existe muito calor acumulado no oceano, mas ela é cautelosa sobre o que isso causará: "Nós só podemos realmente confiar nas amostras de julho, que nós observamos na temperatura da superfície do mar, felizmente até neste momento numa intensidade um pouco menor do que em 1997", diz a cientista, que se especializou em detectar o fenômeno que agora entre o final deste ano e o começo do outro poderá ter sintomas intensos, como os dos picos de 1982 e 1997. É em resumo uma combinação de fatores oceânicos e atmosféricos. A água quente da superfície do oceano Pacífico pode demorar para se acumular,mas acabam por gerar ocorrências, que podem desequilibrar também ecossistemas. Pesquisadores exlicam que a Corrente de Humbodt é fria. Em um ano normal, empurra água gelada das profundezas do Oceano Pacífico para a superfície, dando origem a todo um processo chamado de afloramento. O afloramento esfria a temperatura na superfície. Este fenômeno é responsável por levar nutrientes para mais perto da superfície, permitindo que o plâncton cresça e faça as águas da costa do Peru e outros países sul-americanos como o Brasil também a ficarem férteis para atividade pesqueira. Em um ano de El Niño intenso, ventos alísios mais fracos causam uma queda termoclimática, quando uma camada fina de água fria se forma nas profundezas. E esta redução de temperatura reduz a efetividade do afloramento e o esfriamento da superfície do mar, o que resulta que os bancos de pesca no leste do Pacífico venham a ser menos abundantes e também os invernos possam ser mais chuvosos na Califórnia, já em regiões brasileiras há a ameaça de secas e de  incêndios florestais. As anomalias causadas pelo El Niño no clima, na ecologia, na economia e na chance de fenômenos naturais na Europa são menores do que por aqui nos Trópicos, onde ele hoje já afeta e pode afetar mais ainda nos próximos 3 meses os mercados globais, a produção de alimentos, o clima e a gestão de desastres naturais. Enfim, o El Niño 2015/2016 tem um efeito global que deverá ser mais intenso por aqui na América do Sul. 


Fontes: DW
             www.cartacapital.com.br
             www.folhaverdenews.com


6 comentários:

  1. Logo em seguida estaremos atualizando informações aqui nesta seção de comentários, mas desde já, enquanto aguarda, você pode entrar aqui e deixar a sua mensagem sobre esta pauta de hoje.

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  2. Você tem mais duas opções para participar desta postagem, pode mandar um e-mail para a redação do nosso blog navepad@netsite.com.br e/ou enviar sua mensagem direto pro nosso editor padinhafranca@gmail.com

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  3. "Além da poluição do mar, dos rios, da sobrepesca e de outros problemas já se sente no mundo pesqueiro uma consequência negativa do El Niño neste ano": esta informação nos foi passada por José Araújo, que vive no litoral do Maranhão e nos resumiu algumas notícias captadas em rádios daquela região. Agradecemos ao Araújo, estas noticias nos inspiraram a fazer esta matéria.

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  4. "Oi, conferi as duas postagens sobre El Niño aqui e sobre La Niña no Flash de Ecologia indicado aqui no Folha Verde, curti também esta denominação de masculino e feminino para estes eventos cósmicos": a mensagem é de Alaor Mendes Siqueira, de Florianópolis (SC) que atua como Fisioterapeuta e é ativista ambiental.

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  5. Marilda Santos Silva, executiva, Uberaba (MG) nos enviou um material sobre El Niño, resumido a seguir: "El Niño é um fenômeno atmosférico e oceânico caracterizado por um aquecimento anormal das águas superficiais no oceano Pacífico Tropical, e que pode afetar o clima regional e global, mudando os padrões de vento a nível mundial, e afetando assim, os regimes de chuva em regiões tropicais e de latitudes médias, podendo influenciar alguns setores da economia e até provocar eventos anormais como ciclones e tufões". .

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  6. A mesma executiva uberabense Marilda Silva nos mandou informações e fotos também sobre La Niña: "Este fenômeno oceânico e atmosférico tem características opostas ao EL Niño, sendo caracterizado por um esfriamento anormal nas águas superficiais do Pacífico Tropical. Alguns dos impactos de La Niña tendem a ser também opostos aos de El Niño, mas nem sempre uma região afetada pelo El Niño apresenta impactos significativos no tempo e clima devido à La Niña".

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