segunda-feira, 9 de novembro de 2015

NUM DOS PAÍSES MAIS ENSOLARADOS DO MUNDO AINDA NÃO FORAM COLOCADAS PLACAS SOLARES FLUTUANTES NAS REPRESAS

Esta estrutura completará a energia das  hidrelétricas  evitando que recorram a termoelétricas (que são mais caras e poluentes): as placas solares flutuantes já deviam estar funcionando no Brasil e também nas usinas hidrelétricas do Rio Grande, na divisa entre São Paulo e Minas



Alana Gandra, da Agência Brasil, havia comentado em matéria há quase 8 meses que "está previsto para dentro de uns 120 dias, o Ministério de Minas e Energia dar início aos testes ao  projeto-piloto de geração de energia solar em reservatórios de hidrelétricas". Estamos aguardando o ministro Eduardo Braga anunciar como será desenvolvida a  política pública de financiamento para esses projetos de placas solares flutuantes na região Sudeste, em especial por aqui no Rio Grande, na divisa entre os estados de São Paulo e Minas Gerais, com dezenas de hidrelétricas. O financiamento estava previsto para o segundo semestre agora de 2015. O ministro de Minas e Energia é engenheiro elétrico e tem toda a informação sobre esta nova tecnologia que usa flutuadores com placas solares e já está sendo adotada na Europa e Estados Unidos. Na Europa não há grandes hidrelétricas como aqui no Brasil, estão fazendo isso em pequenos reservatórios de água para usos múltiplos. Em nosso país,
a ideia é testar a tecnologia nos grandes reservatórios. "Além do mais, para evitar apagões e poder completar a geração necessária de eletricidade para toda nação, esta alternativa de energia solar é muito mais econômica do que recorrer a termelétricas, sendo totalmente ecológica, podendo semear pontos de desenvolvimento sustentável aqui no interior brasileiro", comentou o editor do nosso blog de ecologia e de cidadania Folha Verde News, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, que há um ano havia feito reportagens com este conteúdo.


Placas Solares Flutuantes já foram desenvolvidas na Unicamp  




usina hidrelétrica
Já adotada na Europa e nos Estados Unidos esta tecnologia usará flutuadores com placas solares nas represas
 
O primeiro projeto de implantação de placas solares flutuantes parece que será na Usina Hidrelétrica de Balbina, no Amazonas. Técnicos do Governo consideram Balbina o reservatório mais favorável, porque tem grande área alagada com reduzida geração de energia. "Há uma ociosidade de subestação e de linhas de  transmissão com circuito duplo. Nós vamos fazer lá os primeiros 350 megawatts (MW) testados", disse Eduardo Braga na entrevista à Alana Gandra. O ministério das Minas e Energia estava então em conversação com a Eletronorte, subsidiária da Eletrobrás, que é proprietária da usina, tratando da questão da licença ambiental. A iniciativa requer também a constituição de uma sociedade de propósito específico com os detentores da tecnologia para dar início à implantação desta nova tecnologia. Pelo que se sabe no setor, o custo nos leilões de energia fotovoltaica tem ficado entre R$ 190 e R$ 210 o megawatt. A expectativa é que o custo da energia solar com os flutuadores fique um pouco mais alto, entre R$ 220 a R$250 o megawatt, em função do custo adicional dos flutuadores. De toda forma há uma vantagem adicional, é que a energia será captada dentro dos reservatórios das hidrelétricas, usando subestações e linhas que já existem para a transmissão. Segundo pesquisas já feitas, só nos reservatórios daqui da região Sudeste, o potencial de produção de energia solar atinge 15 mil MW, dentro das hidrelétricas. É mais que uma Usina de Itaipu para o Brasil, nosso país tem a necessidade e está preparado para este avanço sustentável. Basta saber como está o projeto-piloto e quando começará o tão sonhado início deste revolução na nossa economia e na nossa ecologia. Falta só começar o futuro.


O Brasil já domina esta tecnologia e tem mão de obra especializada para montar as Placas Solares Flutuantes


Fontes: Agência Brasil
             www.folhaverdenews.com

6 comentários:

  1. Para exemplificar que existem as condições objetivas para a implantação de Placas Solares Flutuantes, temos centenas de hidrelétricas no país com represas esperando este avanço, como por aqui no Rio Grande. E todo um setor que já trabalha com esta tecnologia, como por exemplo, a Neo Solar em São Paulo.

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  2. A Neo Solar implantou um sistema de energia solar, para uma empresa, na região de Ribeirão Preto, acreditamos que poderia executar este trabalho nas hidrelétricas por aqui no Rio Grande, na divisa entre o nordeste de São Paulo e o Sudoeste de Minas Gerais.

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  5. "Muito interessante esta matéria sobre placas solares, espero que este avanço seja realizado logo, antes que comecem os apagões e assim nosso país entre logo no futuro": o comentário é de Daniela Mendes, que cursou engenharia na UFSCAR, em São Carlos (SP).

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  6. "Em dezembro do ano passado, em maio deste ano, agora de novo surgem notícias sobre Energia Solar em Hidrelétricas. este avanço é muito necessário por aqui na região, podendo vir a ser um polo de tecnologia sustentável": o comentário é do engenheiro elétrico Agenor Oliveira, de Ribeirão Preto (SP), que nos enviou algumas fotos sobre esta forma de energia limpa.

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