domingo, 15 de novembro de 2015

PESQUISA NACIONAL DE AMOSTRA DE DOMICÍLIOS DO IBGE MOSTRA O PROBLEMA AMBIENTAL BÁSICO NO BRASIL


Entre pontos destacados na pesquisa pelo IBGE um deles se refere à água, esgoto, saneamento básico que têm a ver diretamente com as questões de meio ambiente e estrutura na vida urbana 




O IBGE está divulgando agora a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2014 (Pnad), o principal levantamento demográfico que realiza a cada ano, oferecendo assim um raio xis sobre os mais variados setores da vida da população brasileira. A pesquisa anual apresentada agora abrange desde tendências na forma de os brasileiros declararem sua cor ou raça a índices de desigualdade de renda, disparidade regional de taxas de ensino e também, por exemplo, quantos brasileiros têm ou não saneamento, televisão ou Internet em casa. Para chegar aos números  e resultados da pesquisa feita ao longo de 2014 e revelada agora ao final de 2015, o instituto entrevistou mais de 362 mil pessoas em mais de 151 mil residências brasileiras, distribuídas por todos os estados brasileiros, de todas as regiões. Esta pesquisa nacional ganha destaque também em sites internacionais como o da BBC e aqui no blog da ecologia e da cidadania, por terem a ver diretamente com os conteúdos e os objetivos do nosso Folha Verde News, resumimos para você números e resultados ligados a meio ambiente. "Estes dados nos dimensionam o problema ambiental mais básico no país e servem como uma base para o entendimento e a ação que devemos ter para mudar a atual realidade brasileira", foi o que comentou aqui o nosso editor, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha. Confira a seguir os números resultantes da Pnad do IBGE que influem direto na questão socioambiental do Brasil.



A questão do saneamento básico é socioambiental e de estrutura no Brasil hoje

A periferia das cidades é onde este problema aumenta mais  
A poluição da Baia da Guanabara está na mídia por causa da Olimpíada de 2016 no Rio




Água e luz avançam mas estrutura do saneamento básico deixa a desejar nas cidades  do país





Do total de domicílios no país, 85,4% têm abastecimento de água e 99,7% iluminação elétrica, mas apenas 63,5% contam com rede coletora de esgoto, índice praticamente igual ao registrado ainda em  2013 (63,4%). Nesta pesquisa de agora, as piores médias estão no Norte (21,2%), no Nordeste (41,1%) e no Centro-Oeste (46,5%). De um ano para o outro, 1,2 milhão de casas passaram a contar com esgoto, mas esse número não acompanha o aumento geral do número de residências no país: de 2013 para 2014, o número de domicílios brasileiros aumentou em 1,9 milhão, passando a um total de 67 milhões, agora até 2016 quando deverá sair outro levantamento estes números aumentarão mais ainda, o que fará diminuir o índice de casas com serviço de esgoto, o que é uma falha estrutural na realidade brasileira mais básica na vida urbana atual, envolvendo também a saúde da população.



Fontes: IBGE
             BBC
             www.folhaverdenews.com

7 comentários:

  1. O Instituto Humanitas da Unisinos fez também um levantamento desta questão. Quando se trata de avaliar a evolução dos investimentos em saneamento básico no Brasil, é preciso considerar que as obras que demandam mais recursos financeiros foram “colocadas em segunda ordem de prioridade devido a diversos fatores, inclusive políticos, porque são obras que não atraem a atenção da população para fins de eleição”, pontua Rafael Volquid, em entrevista que concedeu à IHU On-Line.

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  2. As políticas de saneamento básico no país vem tendo como prioridade “garantir uma água saudável para a população”, e isso pode ser comprovado pelos “índices de abastecimento de água”, praticamente todas as zonas urbanas têm abastecimento de água com relativa segurança, informa o relatório do IHU.

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  3. "Os maiores déficits, contudo, são em relação ao tratamento de esgoto, à coleta de resíduos sólidos e à capacidade de drenagem da água acumulada em dias de chuvas intensas. “O investimento em esgoto custa mais que o investimento necessário para garantir a qualidade da água: é preciso uma tubulação especial, as estações de tratamento são mais complexas para poder tratar o esgoto atendendo aos padrões estabelecidos pela legislação, etc. Estamos falando de milhões ou até bilhões de reais para poder dobrar a capacidade de tratamento de esgoto no Rio Grande do Sul, exemplificando bem o que ocorre em todo o Brasil" diz o diretor técnico da Fepam. Segundo ele, no Rio Grande do Sul, os níveis de coleta e tratamento de esgoto “são da ordem de 15%. Ou seja, 15% da população tem seu esgoto coletado e encaminhado para alguma estação de tratamento de esgoto (Dados da pesquisa da Unisinos IHU).

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  4. "Se formos ver o quanto dos poluentes desses esgotos são removidos, esses números baixam de 15% para algo em torno de 5%”, detalha ainda o estudo da Unisinos no Rio Grande do Sul, números impressionantes.

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  5. "Com a instituição do Plano Nacional de Saneamento Básico, cidades de todo o país já deveriam ter elaborado seus planos de saneamento com o objetivo de universalizar o acesso, para a maior parte da população, a condições mínimas de saneamento básico. A expectativa em relação à condução dos planos, contudo, vai depender da capacidade de investimento de cada município e da gestão de cada cidade, a situação em meio à crise atual da economia está para dizer uma só palavra, um lixo": a opinião é do engenheiro sanitarista Carlos de Moura Abdalla, atuante na região de Pirassununga (SP).

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  7. "Estes problemas já deveriam estar resolvidos para que o país possa ter a base para um desenvolvimento sustentável, temos que levar este tema às ruas, nas manifestações de cidadania, para agilizar uma outra realidade mais saudável nas cidades da gente": o comentário é de Regina Célia, estudante de Biologia na Unesp de Assis (SP).

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