quarta-feira, 18 de novembro de 2015

SOBRADINHO (REPRESA NO SÃO FRANCISCO) SOFRE SECA MONSTRO E JÁ PODERIA E DEVERIA CONTAR COM PLACAS SOLARES

As fazendas solares não chegaram nem no São Francisco nem no Rio Grande por aqui na região, onde a seca passou mas o futuro da energia solar não chegou



Painéis solares flutuantes já poderiam estar completando a geração de eletricidade, além de evitar apagões, trazendo  energia limpa às hidrelétricas: em março este avanço foi anunciado para Sobradinho na Bahia e Balbina na Amazônia para meados de setembro e depois por aqui no Rio Grande nas represas entre São Paulo e  Minas Gerais que abastecem de eletricidade todo o Sudeste do país: já estamos em novembro e nem sinal de Energia Solar nas represas nem daqui nem de lá.




Placas solares flutuantes são um avanço tecnológico e garantia de mais energia elétrica

Hoje a represa de Sobradinho no São Francisco está com pouca água e precisa urgente das placas solares



Faz quase três anos que não chove na região do Vale do São Francisco, Nordeste do Brasil, a represa de Sobradinho, o maior reservatório da região, nunca teve tão pouca água e isso deve ainda deve durar mais pelo menos um mês. O paredão que mede o nível da água nunca esteve tão exposto. Hoje, Sobradinho tem menos de 3% do volume máximo. É tão pouca água que das seis turbinas da hidrelétrica, apenas duas estão funcionando.
"Chegaremos ao final de novembro, início de dezembro ao 0% do volume útil", afirma João Henrique Franklin, superintendente da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco. 0% do
volume significa a parada total da geração de energia elétrica em Sobradinho. A previsão é de dificuldades também na produção de frutas de outras agriculturas irrigadas. Há ameaça de racionamento de água: “Nós temos, aqui na captação, água pra mais 40 dias. A partir daí nós vamos ter racionamento ", alerta Luciano de Albuquerque, da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba. O Vale do São Francisco tem 100 mil hectares irrigados. Produz dois milhões de toneladas de frutas por ano e emprega cerca de 250 mil pessoas. Comunidades do entorno do lago agora já são abastecidas por caminhões-pipa. Esta seca poderá também gerar apagões de eletricidade em vasta região do Nordeste. E já deveria estar funcionando ali em Sobradinho e em outras hidrelétricas do país, como as do Rio Grande, bem na divisa dos estados de São Paulo e MInas Gerais, por exemplo, aqui em nossa região, onde também chegou a ser anunciado este avanço, a implantação de painéis solares flutuantes nas represas para aumentar a geração de eletricidade, evitar apagões e ainda por cima atualizar a tecnologia, introduzindo desta forma a energia solar, limpa e independente dos ciclos de seca, como a que agora abate Sobradinho, na Bahia. A implantação destas placas solares deveria começar justamente por Sobradinho e chegar a outras lagoas de hidrelétricas neste segundo semestre. Mas este avanço não chegou. As também chamadas fazendas solares, prometidas pelo Ministério de Minas e Energia ficaram como somente um projeto. Cálculos já feitos por técnicos deste ministério apontaram que o uso desses flutuadores solares sobre os reservatórios poderá acrescentar ao parque nacional de energia até 15 mil megawatts (MW) de potência, volume superior à capacidade máxima que será entregue pelas polêmicas hidrelétricas de Belo Monte e Jirau, em construção na Amazônia



No Brasil já há empresas e mão de obra especializadas para a implantação do avanço solar


O ministro Eduardo Braga chegou em março a anunciar que as primeiras fazendas solares seriam nas represas de Sobradinho (Bahia) e Balbina (Amazônia). Elas teriam parceria com empresas da França, da China, do Japão e da Alemanha, países onde já se usa bastante esta tecnologia. O mês de setembro estava agendado para inaugurar as primeiras placas solares flutuantes no São Francisco e por aqui no Rio Grande muitos já estavam comemorando este aumento energético, vital para o desenvolvimento, algo que será também um avanço tecnológico, introduzindo no Brasil o desenvolvimento sustentável. Mas até agora as fazendas solares não viraram realidade, ficaram no discurso, embora cientistas e empresas de nosso país já dominem a tecnologia para a implantação deste avanço, que virá a ser um marco de futuro. Porém, por aqui, já estamos no fim de novembro e de 2015, as placas de energia solar não chegaram ainda e nem o futuro.



Fontes: Reuters - G1 - Agência Brasil
              htpp://jornaldafranca.com.br
              www.folhaverdenews.com









7 comentários:

  1. NUM DOS PAÍSES MAIS ENSOLARADOS DO MUNDO AINDA NÃO FORAM COLOCADAS PLACAS SOLARES FLUTUANTES NAS REPRESAS: esta foi a segunda matéria sobre este tema, postada aqui no blog da gente dia 9 de novembro. Hoje, 10 dias depois, nova postagem, com mais dados e informações.

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  2. A Neo Solar implantou um sistema de energia solar, para uma empresa privada na região de Ribeirão Preto, acreditamos que poderia executar sem dificuldades este trabalho nas hidrelétricas por aqui no Rio Grande, na divisa entre o nordeste de São Paulo e o Sudoeste de Minas Gerais.

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  3. Logo mais postaremos aqui nesta seção mais informações, entre aqui com o seu comentário. Outra opção é você mandar a sua mensagem pra o e-mail da redação do nosso blog navepad@netsite.com.br e/ou direto pro nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  4. "Muito interessante esta matéria sobre placas solares, espero que este avanço seja realizado logo, antes que comecem os apagões e assim nosso país entre logo no futuro": o comentário é de Daniela Mendes, que cursou engenharia na UFSCAR, em São Carlos (SP).

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  5. Em dezembro do ano passado, em maio deste ano, agora de novo surgem notícias sobre Energia Solar em Hidrelétricas. este avanço é muito necessário por aqui na região, podendo vir a ser um polo de tecnologia sustentável": o comentário é do engenheiro elétrico Agenor Oliveira, de Ribeirão Preto (SP), que nos enviou algumas fotos sobre esta forma de energia limpa. Esta estrutura completará a energia das hidrelétricas evitando que recorram a termoelétricas (que são mais caras e poluentes): as placas solares flutuantes já deviam estar funcionando no Brasil e também nas usinas hidrelétricas do Rio Grande, na divisa entre São Paulo e Minas



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  6. Alana Gandra, da Agência Brasil, havia comentado em matéria há quase 8 meses que "está previsto para dentro de uns 120 dias, o Ministério de Minas e Energia dar início aos testes ao projeto piloto de geração de energia solar em reservatórios de hidrelétricas". Estamos aguardando o ministro Eduardo Braga anunciar como será desenvolvida a política pública de financiamento para esses projetos de placas solares flutuantes na região Sudeste, em especial por aqui no Rio Grande, na divisa entre os estados de São Paulo e Minas Gerais, com dezenas de hidrelétricas. O financiamento estava previsto para o segundo semestre agora de 2015. O ministro de Minas e Energia é engenheiro elétrico e tem toda a informação sobre esta nova tecnologia que usa flutuadores com placas solares e já está sendo adotada na Europa e Estados Unidos. Na Europa não há grandes hidrelétricas como aqui no Brasil, estão fazendo isso em pequenos reservatórios de água para usos múltiplos. Em nosso país, a ideia é testar a tecnologia nos grandes reservatórios. "Além do mais, para evitar apagões e poder completar a geração necessária de eletricidade para toda nação, esta alternativa de energia solar é muito mais econômica do que recorrer a termelétricas, sendo totalmente ecológica, podendo semear pontos de desenvolvimento sustentável aqui no interior brasileiro", comentou o editor do nosso blog de ecologia e de cidadania Folha Verde News, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, que há um ano havia feito reportagem com este conteúdo.


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  7. Placas Solares Flutuantes já foram desenvolvidas na Unicamp. Já adotada na Europa e nos Estados Unidos esta tecnologia usará flutuadores com placas solares nas represas. O primeiro projeto de implantação de placas solares flutuantes parece que será na Usina Hidrelétrica de Balbina, no Amazonas. Técnicos do Governo consideram Balbina o reservatório mais favorável, porque tem grande área alagada com reduzida geração de energia. "Há uma ociosidade de subestação e de linhas de transmissão com circuito duplo. Nós vamos fazer lá os primeiros 350 megawatts (MW) testados", disse Eduardo Braga na entrevista à Alana Gandra. O ministério das Minas e Energia estava então em conversação com a Eletronorte, subsidiária da Eletrobrás, que é proprietária da usina, tratando da questão da licença ambiental. A iniciativa requer também a constituição de uma sociedade de propósito específico com os detentores da tecnologia para dar início à implantação desta nova tecnologia. Pelo que se sabe no setor, o custo nos leilões de energia fotovoltaica tem ficado entre R$ 190 e R$ 210 o megawatt. A expectativa é que o custo da energia solar com os flutuadores fique um pouco mais alto, entre R$ 220 a R$250 o megawatt, em função do custo adicional dos flutuadores. De toda forma há uma vantagem adicional, é que a energia será captada dentro dos reservatórios das hidrelétricas, usando subestações e linhas que já existem para a transmissão. Segundo pesquisas já feitas, só nos reservatórios daqui da região Sudeste, o potencial de produção de energia solar atinge 15 mil MW, dentro das hidrelétricas. É mais que uma Usina de Itaipu para o Brasil, nosso país tem a necessidade e está preparado para este avanço sustentável. Basta saber como está o projeto-piloto e quando começará o tão sonhado início deste revolução na nossa economia e na nossa ecologia. Falta só começar o futuro.


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