segunda-feira, 16 de novembro de 2015

NÃO EM MEU NOME E MUITO MENOS EM NOME DE DEUS: SIM PELA VIDA

Muçulmanos condenam atentados e alertam a todas as pessoas diante sobre toda essa violência: "Terrorismo não tem religião"

 

Em resumo a mensagem do nosso blog: Bonjour paix, bonjour à la vie




Muçulmanos de diversas partes do mundo usaram as redes sociais para condenar os ataques ocorridos em Paris na última sexta-feira (13), responsáveis pela morte de 129 pessoas e todo um clima de terror, respondido por operações militares e bombardeiros dos Estados Unidos e da França. Já nesta segunda-feira, este grupo pacífico de muçulmanos tenta acordar o mundo para estaa realidade: "O inimigo não são os árabes, não é o Islã nem Maomé, mas somente o EI", como comentou por aqui no blog da não violência e da cidadania Folha Verde News, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, ao editar esta informação a seguir, captada nos sites da BBC e Terra.





Jovens muçulmanas de Turim, na Itália, protestaram contra ataques em Paris
Jovens muçulmanas de Turim, na Itália, protestaram contra ataques em Paris
Foto: Getty / BBCBrasil.com

Em Turim, na Itália, jovens muçulmanas seguraram em protesto cartazes onde se lia a hashtag #NotInMyName (“Não em meu nome”).  Manifestações como essa ocorreram em vários outros países. Muçulmanos também estão usando hashtags como #TerrorismHasNoReligion ("Terrorismo não tem religião") e também #MuslimsAren'tTerrorists ("Muçulmanos não são terroristas"). A
comunidade muçulmana internacional também lançou mão da hashtag #ISISisnotIslam (“Estado Islâmico não é o Islã"), em referência ao grupo autoproclamado "Estado Islâmico" (EI), que assumiu os atentados. “O profeta Maomé nos ordenou a não fazer mal a ninguém e então veja, quem fizer o contrário não é muçulmano”, escreveu Joseph, um internauta do Egito no Twitter. Muitos também citaram trechos do Alcorão para condenar o atentado: “Quem mata um inocente é como se matasse toda a humanidade”, tuitou um outro usuário árabe, em Jerusalém. 

Não em meu nome

Após os ataques de Paris, foi retomado o uso da hashtag #NotInMyName, movimento que começou no Reino Unido em 2014 após decapitações de estrangeiros pelo EI. O marroquino Wafi Abdouss, que tem um canal no YouTube, publicou um vídeo que já foi visto mais de 100 mil vezes. Nele, diz: "O que ocorreu em Paris foram ações cometidas por criminosos, que não representam nem os muçulmanos nem os árabes. Os jihadistas e os fundamentalistas só representam eles mesmos".


JE T'AIME HUMAIN (MENSAGEM DO NOSSO BLOG DA NÃO VIOLÊNCIA)


Os refugiados, os imigrantes, eles são nossos irmãos: neste acontecimento agora, autoridades da França e dos Estados Unidos só pensam em revide, mas nós, população, precisamos alertar, o povo árabe é afetuoso, os muçulmanos são humanos, não os confunda, Paris e todo mundo, não confunda os seguidores de verdade de Maomé e do Islã com os loucos do EI, máquinas de fazer violência. Je t'aime, liberté, je t'aime, humain. Paz a todos, Paris é também aqui.Temos que combater o EI mas sem destruir o Oriente ou o ser humano...Não se trata somente de uma questão militar ou política, a arma mais eficiente é a luta cultural e o amor à vida.


Nosso editor do blog o ecologista Padinha faz esta campanha de alerta também no Facebook

ACORDA, SER HUMANO 
A violência está em todo lugar. Bonjour, Paris, bonjour, você. Paris é também aqui, ali no Rio Doce, em Minas, lá no Espírito Santos, em Franca, na França, no mundo. Bom dia, paz, bom dia, vida.
É fundamental não confundir Estado Islâmico (EI) com Islãmismo ou muculmanos e árabes em geral


RÉVEILLEZ, HUMAINS 
Réveillez, humains, la violence est partout. Bonjour Paris, bonjour à vous. Paris est ici aussi, au Rio Doce, à Minas, à l' Espírito Santo, ici à Franca, à France, au monde entier. Bonjour paix, bonjour à la vie.  (Texto Padinha, tradução: Maria Aparecida Silva Paula, para você que participa do nosso blog). 



Bonjour paix, bonjour à la vie


Fontes:  BBC/Terra
              www.folhaverdenews.com

6 comentários:

  1. Logo mais por aqui nesta seção mais informações, entre vc tb aqui com a sua mensagem e aguarde a edição de comentários, chegando aqui. Ou envie seu e-mail para nossa redação navepad@netsite.com.br e/ou ainda mande pro nosso editor padinhafranca@gmail.com

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  2. A equipe do nosso blog Folha verde news agradece à Maria Aparecida Silva Paula, professora de Francês, pianista, produtora cultural, a tradução do texto nesta postagem de hoje do nosso editor Padinha. Bonjor, Cidinha, paix.

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  3. "Os países e os homens precisam se libertar da violência e das bombas, para que venha a existir de fato a humanidade: sem paz não há ser humano": foi um dos comentários, que têm tudo a ver, feitos em um dos posts hoje no Facebook sobre esta matéria deste blog.

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  4. "A França e os Estados Unidos reponderam as bombas dos loucos do EI com bombardeios, mais bombas, mais ódio, de retaliação à retaliação poderemos chegar a uma guerra civil em Paris ou em Nova Iorque ou até a um conflito mundial, envolvendo preconceitos, orientais versus ocidentais, não é o caminho": o comentário é de Paula Almeida, de São Paulo (SP), que é brasileira mas curte a cultura árabe: "Este povo é maravilhoso, como o brasileiro, mas as autoridades dos países não têm a mesma grandeza".

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  5. "Usar o nome de Deus para matar é uma forma de demonizar a luta política e destruir o que resta de sentimentos humanitários": é a opinião de Lindolfo Braz, de Curitiba (Paraná), que diz ter assistido em Foz do Iguaçu uma palestra para deixar clara a diferença entre o Estado Islâmico (EI) e a cultura do Islã.

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  6. "Esse blog de ecologia deveria se abster dessa briga entre State e França com EI, isso é violência, continue na sua linha de editar notícias ecológicas que é muito mais legal": a mensagem é de Fabio Moraes, que diz que sua família é de origem Síria mas está adaptado ao Brasil, "um país onde pelo menos a liberdade existe".

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