domingo, 27 de dezembro de 2015

A ELETRICIDADE NO BRASIL MAIS CARA POR FALTA POR AQUI DAS ENERGIAS LIMPAS COMO A EÓLICA E A SOLAR

Consumidores brasileiros pagaram 6 bilhões de reais pela energia elétrica no ano de 2015: para suprir a escassez de água, usinas termelétricas são acionadas e tornam conta de luz mais cara

 

Larissa Rodrigues, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace, nos informa que além de tornar a conta de luz que pagamos mais cara, a estrutura energética brasileira, que usa a eletricidade que é produzida por hidrelétricas e reforça o sistema, já deficiente, com as termelétricas, causou nos últimos 3 anos uma aumento de 25% nas emissões de gases de efeito estufa (CO2), ou seja, por falta de uma alternativa ecológica na geração de eletricidade, quem paga o pato e as contas altas são os consumidores brasileiros (também a indústria e o comércio), prejudicando a economia do país, agravando a sua crise, e além disso, poluindo cada vez mais nossa atmosfera, a dano da saúde do ambiente e da população. As usinas termelétricas, movidas a óleo combustível e diesel são as mais caras do sistema elétrico nacional, se todas fossem desligadas (e o Brasil usasse as eólicas e solares para complementar o sistema elétrico), isso economizaria R$ 1,4 bilhão por mês. Mas as termelétricas e mais as térmicas a gás, a biomassa, a carvão e as usinas nucleares continuam ligadas embora sejam todas ambientalmente prejudiciais: o sistema de geração de eletricidade do Brasil pode ser chamado de hidrotérmico, ou seja, a geração por meio de hidrelétricas sendo que as térmicas movidas a gás natural, óleo diesel, carvão ou biomassa servem para complementar a demanda de energia. Quando o nível dos reservatórios das hidrelétricas está muito baixo, o Governo aciona mais termelétricas para garantir que não falte eletricidade no país. E essa energia é mais cara e mais poluente. Mais de 60 milhões de residências brasileiras estão incluídas nesse sistema. Há também comércios, indústrias e outros consumidores que fazem parte desta estrutura energética. Por isso, o valor destinado à conta  tarifária ultrapassa os R$ 6 bilhões que saem das nossas casas, ou melhor, de nossos bolsos. Além de tornar nossa conta de luz mais cara, o acionamento das termelétricas, causou nos últimos três anos um aumento de 25% nas emissões de gases de efeito estufa (CO2), o que só aumenta o desequilibra o meio ambiente, podendo nos próximos anos causar um caos socioambiental maior ainda no Brasil. E Tudo isso é o resultado de um modelo baseado na geração de eletricidade por hidrelétricas e usinas termelétricas movidas a combustíveis fósseis. Hoje, quando falta água e as hidrelétricas falham em entregar energia, pagamos a conta mais alta e as emissões de CO2 aumentam. É mais do que urgente que o Brasil tenha uma matriz energética diversificada, contando com a energia do sol e dos ventos, uma tecnologia hoje totalmente desenvolvida, energias limpas e competitivas que avançarão também em qualidade (sem apagões) o mercado de eletricidade no país. carecendo ainda de mais incentivos do Governo para assim mais rapidamente o país driblar a crise econômica atual e criar o nosso futuro sustentável, harmonizando ecologia com economia, a bem de todos e de tudo por aqui.

 

Ao invés de energias limpas o Brasil opta pelas termelétricas mais caras e mais poluentes

Termelétrica Luis Carlos Prestes, em Três Lagoas (MS). Para suprir a falta de água, essas usinas são acionadas e tornam a conta de luz mais cara. Foto: ©Carol Quintanilha/Greenpeace
Termelétrica de Três Lagoas no Mato Grosso do Sul integra o sistema hidrotérmico do país

Cada consumidor brasileiro pagou 7,33 reais a mais por mês na sua conta de luz  (veja nos comentários)


Fontes: Greenpeace Brasil/ #Envolverde
              www.folhaverdenews.com 

8 comentários:

  1. Há algum tempo, a cada conta de luz que chega em nossas casas, vemos seu valor subir sem parar. Até tentamos apagar uma luz aqui, desligar um aparelho ali, mas a conta teima em ficar mais cara. Quase R$ 6 bilhões foram desembolsados pelas residências brasileiras durante 2015 só para pagar a bandeira tarifária – que desde que começou a valer, em janeiro, nunca saiu do vermelho.

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  2. Pelas cores verde, amarelo e vermelho, a bandeira tarifária indica a cada mês a situação da geração de eletricidade no país. Quando muitas usinas térmicas, movidas a combustíveis poluentes, como o diesel e o óleo combustível, são acionadas, o custo para gerar eletricidade é mais alto. A bandeira, então, fica vermelha e esse custo é repassado aos consumidores. Mais de 60 milhões de residências estão incluídas nesse sistema. Há também empresas do comércio,indústrias e outros consumidores que fazem parte das bandeiras. Por isso, o valor destinado à conta das bandeiras tarifárias ultrapassa os R$ 6 bilhões. O valor da bandeira vermelha mudou ao longo do ano e atualmente custa R$ 0,045 por cada kWh consumidos. Parece pouco, mas significa que cada residência pagou em média R$ 7,33 a mais por mês na sua conta de luz.

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  3. Além do mais, a tarifa de energia, que também aumentou, e os impostos incluídos na conta, tudo isso encarece. Ao longo de 2015, a tarifa residencial de energia no Brasil subiu em média 30%. Se voltarmos a maio de 2013, quando a conta começou a subir, veremos um aumento de 63%.

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  6. "Importantíssima esta Campanha de Clima e Energia do Greenpeace bem como a luta que o movimento científico e ecológico vem levando, para implantar no sistema elétrico nacional as energias Eólica e Solar": esta é a mensagem de Joaquim Mendes Ribeiro, recentemente formado em Engenharia pela Unesp e que está em Brasília fazendo contatos em busca de emprego na área de energias limpas.

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  7. "Esta matéria mostra uma situação bem clara da relação hoje entre a economia e a ecologia, só as autoridades que parecem não ver ou se fingem de cegas por outros interesses ou por conta dos lobbies": é o comentário de Araci Corrêa, de Santos (SP), que viaja pelo interior do país no trabalho de representante de empresa de produtos rurais.

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  8. "Quem paga o pato é a natureza e quem paga a conta é o consumidor": a mensagem é de Fabiano Mendes Silva, que estuda na USP de Ribeirão Preto (SP).

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