domingo, 6 de dezembro de 2015

A NATUREZA E A POPULAÇÃO NÃO PODEM PAGAR O PATO PELO DESASTRE DA MINERAÇÃO EM MINAS E NO ESPÍRITO SANTO

1 mês pós-tragédia a conta pelo maior desastre socioambiental do Brasil está ficando cada vez mais alta: o maior desastre da história da ecologia em nosso país não pode ficar impune nem ser esquecido, a memória viva do que aconteceu faz parte da vida de todos nós hoje em dia

Na web rolam charges e críticas sobre a responsabilidade pela tragédia socioambiental



Por enquanto, a punição em dinheiro à mineradora passará dos 25 bilhões de reais, apenas para a recuperação do Rio Doce, a empresa está tendo que criar um fundo de 20 bi, conforme noticia hoje o site R7 em Belo Horizonte (MG), onde pessoas do povo ouvida na rua pelo ecologista Alberto Ruas, que faz um documentário sobre o tema, querem que a ecologia perdida a leste de Minas Gerais e a oeste do Espírito Santo, também no mar capixaba, seja recuperada e sejam resgatados os direitos da população em torno da vila Bento Rodrigues que desapareceu do mapa: "Nas minhas contas eu acho que houve mais de 30 mortos, estas vidas não podem ser jogadas fora e o desequilíbrio ambiental, que é também, social, econômico de toda esta região não pode ser perdido em vão", analisa Ruas. Outras pessoas entrevistadas por ele em seu vídeo temem que as punições acabem com o tempo sendo esquecidas ou até que sejam desviadas do seu destino: "Temo, sabe como é,  que haja desvios deste dinheirão", foi o depoimento de Marcus Pereira Santos, estudante de engenharia na UFMG em BH, que faz questão ainda de lembrar: "Há centenas de minas de ferro e de outros minérios tanto em Minas como no Pará, no Espírito Santo, no Piauí, parece que são umas 800 no país e todas sofrem a mesma falta de estrutura que tinha a Samarco em Mariana". Ele teme que a falta de investimentos em segurança e meio ambiente levem a outros desastres socioambientais.



Até hoje Bombeiros buscam desaparecidos em Mariana  e há os que contabilizam mais mortos que os dados oficiais

BHP Billiton, Samarco e Vale agora vão ter que pagar a conta pela neglicência com o meio ambiente e a vida dos mineiros


Ambientalistas continuam analisando o nível dos estragos gerados pelo rompimento da barragem da Samarco, controlada pela Vale e BHP Billiton, em Mariana, na região central de Minas Gerais e estas empresas começam a sentir agora, pela repercussão nacional e internacional do megadesastre, que terão que pagar a conta dos prejuízos humanos e socioambientais. Hoje, um mês após a tragédia os números oficiais indicam que o desastre  matou 13 pessoas e deixou outras 11 desaparecidas, as punições aplicadas à mineradora totalizam 23,2 bilhões, que equiavel quase a dez vezes o valor do lucro líquido da Samarco em 2014. E esta conta pode aumentar ainda mais. A maior cobrança, a mais alta é a do Governo Federal, uma ação civil pública pede R$ 20 bilhões da companhia somente para a recuperação do rio Doce. O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, explicou que o valor não é definitivo porque os danos causados ainda estão tendo desdobramentos. A Justiça de Minas  Gerais está cobrando mais 1 bilhão de reais.  O juiz Michel Curi e Silva exigiu que a quantia seja depositada em juízo para "garantir o reparo dos danos causados". O magistrado ainda está exigindo mais R$ 50 milhões, para cobrir as despesas emergenciais já feitas pelo estado mineiro. Há ainda pelo menos mais R$ 1 bilhão cobrado pelo Ministério Público de Minas Gerais, mas a Samarco depositou até agora cerca de R$ 500 milhões. A quantia faz parte de um acordo firmado para "garantir o início da recuperação das áreas afetadas". Os outros R$ 500 milhões devem ser depositados até o dia 27 de dezembro, sob risco de outras punições. A empresa teve ainda outros R$ 300 milhões bloqueados pela Justiça. Por todos estes valores. fontes do Ministério Público já trabalham com a possibilidade de falência da Samarco e estuda cobrar a indenização das duas controladoras da mineradora, Vale e BHP Billiton, na cobertura dos prejuízos. Apenas em multas aplicadas pelo rompimento da barragem, a mineradora deve R$ 250 milhões ao Ibama e R$ 112 milhões à Semad (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável). Nos últimos quatro anos, no entanto, a Samarco vem conseguindo sistematicamente se livrar de todas as cobranças de multas e penalidades. Sete autos de infração registrados pelo Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos a partir de 2011 totalizam R$ 162.198 em cobranças por descumprimento de leis ambientais nas cidades de Mariana, Abre Campo, Espera Feliz, Santo Antônio do Grama e Divino, todas no interior de Minas. Deste total, duas infrações (R$ 52.196,37) já tiveram prazo para recurso administrativo encerrado e hoje  aguardam pagamento, o que faz aumentar ainda mais a conta. As empresas em resumo e em notas oficiais até agora apenas informaram que ainda estão avaliando o rombo da tragédia. "É importante que estes megaempresários paguem o pato, para servir de exemplo positivo após estes fatos que são negativos ao extremo, também para a imagem do Brasil e para a qualidade de vida do povo afetado pelos efeitos do rompimento da barragem precária, o número ainda não foi levantado, mas pelo que fui informado e nas minhas contas as vítimas indiretas podem passar de 1 milhão de pessoas", foi o que por sua vez comentou por aqui o editor do nosso blog de ecologia e de cidadania, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha: "Não podemos deixar a natureza e o povo pagarem esta conta mais uma vez, fatos similares vivem acontecendo no Brasil". 



Fontes: www.r7.com.br
              www.folhaverdenews.com


9 comentários:

  1. Logo mais, por aqui mais informações nesta seção de comentários do nosso blog de ecologia e de cidadania sobre esta pauta, quem vai pagar a conta ou quem pagará o pato? Hoje faz um mês que aconteceu a maior tragédia socioambiental do Brasil e até agora...

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  2. Entra aqui e poste a sua mensagem ou então nos envie um e-mail para a redação do nosso blog navepad@netsite.com.br Há uma outra opção, você pode mandar a sua mensagem ou informação ou opinião direto para o editor de conteúdo do nosso blog padinhafranca@gmail.com

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  3. "Espero que tudo não fique por isso mesmo depois que outros fatos vão chamando a atenção das pessoas e ganhando mais espaço na mídia, não podemos perder a memória do que houve e esse megacrime não pode de forma alguma ficar impune": a opinião nos foi enviada por e-mail por José Maria Ribeiro Alves, formado recentemente em Direito na USP em São Paulo, ele que é de Divinópolis (MG).

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  4. "Infelizmente acho que nem o novo Código de Mineração vai exigir melhor estrutura em todas as 800 minas que funcionam precariamente não só em Minas Gerais, em todo o Brasil, é urgente aumentar os investimentos e os cuidados em meio ambiente": o comentário é de Maria Helena Morais, advogada, que exerce sua profissão na região de Curitiba, Paraná.

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  5. "Estou vendo no site da BBC agora que a mineradora Samarco, dona da barragem de restos de mineração que se rompeu há um mês em Minas Gerais, vai pagar um salário mínimo, mais 20% por dependente, para todos os pescadores e trabalhadores ribeirinhos que dependiam do rio Doce para sobreviver. Um Termo de Ajuste de Conduta foi assinado pela mineradora na sede do Ministério Público do Trabalho, em Belo Horizonte com este objetivo": Mário Fontes espera que a decisão do MP seja cumprida, resgantando os direitos dos mineiros que viviam e trabalhavam em Bento Rodrigues, como familiares dele.

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  6. Mario Fontes de BH nos envia também este outro comentário: "Até o momento, 11 mil pessoas foram identificadas para receber a renda mensal, que também inclui uma cesta básica. Entre eles está Benilde Madeira, que vivia da pesca no Rio Doce e passa hoje por grandes dificuldades".

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  7. "Uma melhor estrutura nas minas e um novo Código de Mineração são importantes demais agora, a punição dos responsáveis também serve de bom exemplo e sinaliza que precisamos exigir nova realidade mais segura pro ambiente e para as pessoas num negócio bilionário": o comentário é de Eudes Silva Ramos, de Belo Horizonte (MG), advogado tributarista.

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  8. Se estes salafrarios,capitalistas selvagens, roberto marinhos e gang, no mínimo tivessem ciência que existem na Natureza CASTORES, poderiam ter aprendido alguma coisa e não só o bem do próximo.

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  9. Uma correção: Por favor, quando me refi aos CASTORES, com os quais os crápulas poderiam ter aprendido alguma coisa E NÃO SÓ DELAPIDAR OS BENS DA HUMANIDADE.
    Obrigado

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