quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

BRASIL VISTO PELA EUROPA: IMPEACHMENT, CASAMENTOS GAYS E ATÉ SE DISCUTE A PROPOSTA BRASILEIRA PARA CONFERÊNCIA DO CLIMA


Proposta do Brasil para a Conferência do Clima da ONU não ganha muito destaque na mídia tradicional mas bomba na web com mais liberdade de informação



Outros problemas do Brasil repercutem mais na Europa do que proposta brasileira para o COP21

Babel ecológica: ambientalistas de vários países põem na rua em Paris críticas à Conferência do Clima



Na França, em Paris, e nos principais veículos de comunicação de toda Europa, aparecem algumas notícias brasileiras, sobre futebol e corrupção (como não poderia deixar de ser) e, em especial, tabloides franceses e ingleses falam de casos de casamentos gays em nosso país, ganhando maior destaque no noticiário geral do que a informação sobre o pedido de impeachment da Presidente Dilma Rousseff: houve comentários à posição do respeitado professor de Direito em São Paulo, Dalmo de Abreu Dallari, que defendeu que não há fundamento jurídico para o Congresso Nacional decretar o impedimento ou o afastamento da Presidente. Apenas em pequenas notas e em sites de assuntos socioambientais se discute a proposta do Brasil para conter o aumento do Efeito Estufa e controlar as mudanças do clima para a Conferência da ONU que segue por mais alguns dias, com 195 governos buscando um consenso nas medidas. Claro que está em pauta países ricos exigindo investimentos na recuperação ecológica dos países pobres, comentários sobre a dificuldade de se implantar uma economia verde na atual estrutura que se estabeleceu no planeta, que precisa mudar, para sobreviver. Por sua vez, Luíza Bandeira, da BBC, chega a levantar os pontos mais polêmicos da proposta brasileira levada a este evento mundial em Paris, bem como, reações que ela está causando em ambientalistas. De cara, esta matéria analisa que sob o impacto de duas péssimas notícias na área ambiental brasileira, desastre da lama de mineração em Mariana (MG) e o aumento nos índices de desmatamento, a avaliação de especialistas é em geral de que a contribuição de nosso país ao COP21 é enfocada com dois adjetivos: proposta muito tímida e genérica demais. Adriana Ramos, do ISA (Instituto Socioambiental) aparece na reportagem falando que a postura brasileira na Conferência do Clima é "acanhada". Porém, alguns ambientalistas, sejam brasileiros ou de outras nacionalidades, apontam alguns acertos na posição do Brasil. Entre eles, o pedido para que o acordo global do clima, a ser firmado no evento, tenha força de lei, quer dizer, que seja de cumprimento obrigatório, com revisão a cada cinco anos. Isso, para tudo não ficar no papel e se esvaziar com o tempo, como aconteceu com o Protocolo de Kyoto.


Brasil e China, assim também como a Índia, têm algumas posições comuns no COP21

Presidente Dilma anotou algumas críticas de ambientalistas feitas em Paris  

Ecologistas discordam as metas de desmatamento propostas pelo Brasil agora na ONU


Brasil promete destinar 45% da matriz energética a energias limpas...

...mas na prática 70% da energia no país nos próximos 10 anos é do tipo mais poluente


 
Mas a previsão para os próximos 15 anos, que é o período de que trata a proposta brasileira, "não traz nada de bom para a área florestal, a lei é fraca, permitirá muito desmatamento", afirmou Marcio Astrini, do Greenpeace, lutando por Desmatamento Zero. Paulo Barreto, do Imazon, na questão de Energia chega a ser mais crítico ainda: no papel, nosso país projeta que em 2030 45% da nossa matriz energética será de fontes limpas e renováveis, como as energias Eólica e Solar, mas na prática "70% dos investimentos em energia previstos para os próximos dez anos no Brasil são voltados para combustíveis fósseis, petróleo, CO2 etc". Alguns ecologistas do norte da Europa elogiaram a postura brasileira sugerindo que os países de todo mundo tenham metas absolutas, não vinculadas ao crescimento de PIB ou outros fatores econômicos, priorizando a ecologia. Mas temem que isso fique somente no discurso da maioria das autoridades. Foi citado também como enfoque brasileiro para limitar o aumento da temperatura, o aquecimento global até no máximo a 2°C, por Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima, que ainda argumentou sobre o o valor do Redd+, mecanismo que permite a remuneração daqueles que combatem o desmatamento. Contudo, ecologistas franceses mais radicais citaram que se todo mundo fizer um esforço proporcional ao do Brasil, o aquecimento global ainda ficará acima de 2ºC. Em resumo, se critica também na Europa que a posição do Brasil tende a se juntar a países como China e Índia para cobrarem dos mais desenvolvidos colocar mais dinheiro na recuperação da ecologia perdida no planeta. Não basta só o dinheiro do 1º Mundo, é preciso que o Brasil e outras nações com mais recursos da natureza mudem a sua estrutura também para começar um novo tempo em que seja possível um Desenvolvimento Sustentável, rimando a partir de então economia com ecologia. (comentário do repórter e ecologista  Antônio de Pádua Silva Padinha)




Fontes: BBC
             www.folhaverdenews.com 

8 comentários:

  1. Brasil é visto como um país com muitos recursos na natureza mas que carece de investimentos econômicos para conseguir um avanço na sua recuperação da ecologia e no seu avanço ao desenvolvimento sustentável.

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  2. Logo mais estaremos postando aqui nesta seção de comentários mais informações sobre o COP21 e as propostas brasileiras, bem como, as de outros países que possam nos interessar para um avanço estrutural brasileiro.

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  3. Enquanto você aguarda nossa próxima edição, pode desde já postar aqui nesta seção a sua mensagem ou se preferir e precisar, enviá-la para o e-mail da redação deste blog navepad@netsite.com.br

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  4. Outra opção é vcê mandar o seu e-mail dentro desta pauta de hoje direto pro nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  5. "Bom que a proposta brasileira pro COP21 sugere que o acordo global do clima, a ser firmado no evento pelos países, tenha força de lei, quer dizer, que seja de cumprimento obrigatório, Senão, fica só no papel": quem comenta é José João Ramos, engenheiro agrônomo pela USP, de São Paulo (SP).

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  6. "O combate ao aquecimento global no limite de até 2 graus mais quente nos próximos anos dentro do conceito do Redd+, é um mecanismo que permite a remuneração dos países que combatem o desmatamento: nem assim nosso país assumiu o Desmatamento Zero, algo que seria exemplar e que não prejudicaria agronegócio nenhum por aqui, onde já há terras suficientes e de sobre para a agricultura e a pecuária": a mensagem é de Luíza Alves Pereira, do Rio de Janeiro (RJ), que faz mestrado em Biodiversidade na UFRJ.

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  7. Estamos recebendo direto aqui neste blog Folha verde news e no Flash da Ecologia no site JornaldaFranca informações e fotos vindas de Paris na França e enviadas por ambientalistas que estão ao vivo na Confer~encia do Clima da ONU. Em outras edições, postaremos mais detalhes do evento.

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  8. "Acho ducaramba o movimento dos ecologistas e dos cientistas, vejo também como muito bom um blog como este que abre espaço para a informação mais independente": o comentário é de Jackson Martins, de Campinas (SP), ligado à área de informática da Unicamp a quem agradecemos o elogio de nosso trabalho cultural.

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