sábado, 12 de dezembro de 2015

ECOLOGISTAS E CIENTISTAS AINDA QUESTIONAM EFICÁCIA DO ACORDO FEITO ENTRE 195 PAÍSES NA CONFERÊNCIA DO CLIMA EM PARIS


ONU consegue acordo que estabelece recursos e medidas que buscam limitar aumento da temperatura da Terra e reduzir a poluição mas é urgente também nova estrutura de energia

 




O acordo contra as alterações climáticas que os 195 países estão aprovando hoje em Paris na Conferência do Clima da ONU lista várias medidas vinculativas, mas a longo prazo, para limitar o aumento da temperatura entre 1,5 a 2 graus Celsius até o fim do século para que os impactos do aquecimento não sejam catastróficos, segundo o texto divulgado pela Organização das Nações Unidas. A COP 21 que se encerra hoje na França é a 21ª conferência mundial em busca de um reequilíbrio do meio ambiente. Desta vez dará certo? Ao contrário do otimismo dos representantes dos Governos dos 195 países, cientistas e ecologistas questionam alguns pontos do acordo que estão "furados", como você poderá conferir aqui neste post do nosso blog Folha Verde News, informações obtidas junto às agências Lusa, Brasil, AFP,  EFE, sites Terra e do jornal gaúcho Zero Hora (clicrbs) que ainda neste sábado à tarde estava ao vivo lá na capital francesa colhendo dados.  
 


O Acordo de Paris poderá vir a ser histórico se realmente for executado pelos governantes....

...dos 195 países que foram liderados élo Ministro do Ambiente e Presidente da França e pelo secretário da ONU 

Brasil e China estão entre os países que precisam avançar mais em sustentabilidade 

Não faltou humor nos jornais franceses, ingleses, espanhóis e alemães sobre o evento



Alguns pontos do acordo e algumas controvérsias -  Em nível financeiro, o acordo prevê uma verba de 100 bilhões de dólares por ano para os países em desenvolvimento, mas isso, só a partir de 2020. Os países ricos aprovaram com restrições este investimento e ainda serão discutidos detalhes. O texto final  da COP21 reconhece a importância de financiamento da adaptação, um mecanismo de perdas e danos para as alterações climáticas e a ação climática antes de 2020, com base na sugestão do cientistas do IPCC e das necessidades de cada país. Será que os recursos e as medidas conseguirão a necessária redução de emissões de gases de efeito estufa, de modo a evitar fenômenos extremos como ondas de calor, seca, cheias, ou subida do nível do mar que poderá fazer desaparecer muitas cidades litorâneas em todas regiões do planeta?...No papel, parece que existe um consenso no Acordo de Paris, que tem 11 páginas e mais argumentos para uma decisão futura, com mais 20 páginas. O documento porém só deverá entrar em vigor em 2020, com as 186 contribuições nacionais contra as mudanças do clima já apresentadas, inclusive as propostas do Brasil. Houve várias manifestações, como as dos índios brasileiros, que queriam os direitos dos povos da floresta e da própria natureza  transformados em leis ou normas e não apenas em sugestões genéricas. Ecologistas percorreram neste sábado as ruas de Paris para mostrar um desacordo com as conclusões da cúpula do clima (COP21), que consideram insuficientes para combater o aquecimento climático e promover mnodificações de estrutura na realidade da Terra, algo por exemplo que se conseguirá com energias limpas, como a Eólica ou a Solar, despoluindo o planeta nessa atual civilização dominada pelo petróleo. "A mudança climática tem que ser liderada por cidadãos, não podemos confiar em nossos políticos porque estão fracassando há 23 anos", comentou o ativista do movimento Ecologistas em Ação, Samuel Martín Sosa. Segundo sua opinião, o acordo alcançado agora na França "não tem as bases de uma verdadeira transição energética". Stelle Letouzet, septuagenária que milita na entidade "Avós pelo Clima", garantiu que a geração atual "tem que defender o futuro de seus filhos, é urgente que os cidadãos vigiem o cumprimento dos compromissos da COP21 para eles sejam minimamente executados". 
"O que acabamos de conhecer é um acordo medíocre. Os países não conseguem entrar realmente em acordo sobre os objetivos de redução de emissões que necessitamos. Por isso estamos hoje aqui, para dizer que se eles não fizerem, nós, a sociedade civil, vamos conseguir", garantiu o peruano Antonio Zambrano, líder de ambientalistas da América do Sul, "temos que ir todos à luta". Junto ao Arco do Triunfo, os manifestantes com tulipas e rosas vermelhas levavam cartazes com lemas como "Justiça Climática" e "Estado de emergência no clima".  


Entidades civis pressionam governos dos países para tomarem mesmo medidas ambientais e climáticas


Fontes: Agências Lusa/Brasil/EFE/AFP
              www.terra.com.br
              www.zh.clicrbs.com.br
              www.folhaverdenews.com 


7 comentários:

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  3. "A ONU vem tentando há tempos, já tinha antes ocorrido outras 20 conferências mundiais com governantes sobre meio ambiente, esta é a 21ª e por isso se chama COP21, assim como as anterior, corre o risco de tudo ficar no papel": é o comentário de Francisco Almeida, engenheiro agrônomo que atua na região de Campinas (SP).

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  4. "A sociedade civil, cientistas, ambientalistas, temos mesmo que pressionar, as medidas só serão efetivas de verdade se houve da parte dos governos dos países a implantação de energias limpas e o fim do predomínio do petróleo no planeta": quem comentou foi a repórter de rádio, Marileine Batista, doi Rio de Janeiro, de emissora de FM de Niterói.

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  5. "Pode parecer radicalidade demais mas propor formas mais naturais e limpas de energia que não sejam poluentes como as geradas pelo petróleo é o mínimo para que se consiga reequilibrar o clima e o ambiente": comenta Tadeu Flávio de Souza, atua em Gestão Ambiental e é um líder ecologista no interior do Paraná, sendo de Curitiba.

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  6. "Vai ser difícil, o Acordo de Paris não tem força de lei, vai depender da boa vontade dos governantes, ou seja, vai vigorar o lobby das multinacionais do petróleo que dominam os países": a opinião é de Maria Ana Ferreira Souza, que se formou em Geografia pela Unesp e atua no mercado de turismo em Santos (SP).

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  7. "A proposta dos índios de baixar de 2 para 1,5 graus o limite do aumento da temperatura em tese venceu mas as decisões não têm força de lei como queriam os povos indígenas na Conferência da ONU em Paris": quem comenta é João Fernando, de Cuiabá (MT) que vai cursar História na Universidade Federal do Mato Grosso em 2016.

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