segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

ELAS MOSTRAM A FORÇA DA MULHER DE HOJE INDO À LUTA E SE SACRIFICANDO PELA LIBERDADE DO SEU POVO

Mulheres guerrilheiras vão à luta armada contra terroristas do EI no Curdistão e criam uma revolução cultural no Oriente Médio


Mulheres Curdas se armam e enfrentam o EI entre a Síria e a Turquia, lutando lado a lado com os guerrilheiros do YPG  contra os radicais do Estado Islâmico, conseguem manter a cidade de Kobani independente, seguem lutando pela independência de outras cidades e o seu país, se sacrificam pela liberdade do Curdistão. Até agora nem a poderosa coalização formada por Estados Unidos, França, Inglaterra conseguiu derrotar os terroristas fundamentalistas do Estado Islâmico (EI) mas as mulheres curdas mostram que o desafio é grande mas pode ser vencido: as informações estão em um texto do antropólogo David Graeber que relata a resistência heróica destas guerrilheiras no site Evrensel pela liberdade cultural e religiosa,  em defesa de suas vidas, do povo Curdo e da liberdade do ser humano. 
Em meio à violência da atualidade, lá e em todo lugar do planeta, elas mostram que existe esperança.



 



As mulheres curdas usam as armas como o veículo de uma revolução pela liberdade e pela paz...
 
 
 Reconhecidos hoje como a maior ameaça da violência no Oriente Médio, o EI sofreu um inédito e inesperado revés, depois de triunfar em consecutivas batalhas contra forças do Ocidente, iraquianas e sírias. Depois de 134 dias de resistência, guerrilheiros do Curdistão liderados por um movimento de guerrilheiras curdas, integrantes das Unidades de Proteção do Povo (Yekîneyên Parastina Gel – YPG), surpreenderam o mundo, expulsando as tropas do EI da cidade de Kobani, em território curdo situado no norte da Síria, junto à fronteira com a Turquia. Trata-se da derrota mais importante imposta aos terroristas Jihadistas do EI na Síria desde sua aparição. Desde o inicio da ofensiva contra Kobani, em 16 de setembro de 2014, mais de 600 combatentes curdos e 1.000 terroristas do EI morreram. Não deixa de ser mais uma notícia fúnebre, triste, violenta, porém ela tem um conteúdo diferente da violência de todos os dias. A vitória do YPG  foi comemorada nas redes sociais após anúncio feito pelo porta-voz oficial Polat Can. Assim como o EI, os guerrilheiros e guerrilheiras curdos  se articulam através da rede mundial de computadores. A gente pode captar nas paginas do Facebook Kurdish Resistance & Liberation e Solidariedade à Resistência Popular Curda  fotos e vídeos dos últimos confrontos e a festa de comemoração após a vitória em Kobani. Nem o mais otimista analista político, nem a poderosa coalizão encabeçada pelos EUA para derrotar o EI, esperavam tamanha proeza. Como é possível que uma guerrilha formada por homens e mulheres, desamparados militarmente pela falta de um estado oficial, consiga derrotar a tropa mais sanguinária dos últimos tempos? David Graeber, professor de Antropologia (London School of Economics), passou 10 dias em Cizire – um dos acampamentos em Rojava, zona ocupada pelo curdos ao norte da Síria. Junto com ativistas e jovens universitários, ele teve a oportunidade de observar o avanço da democracia confederalista curda. O que motivou a ida de Graeber, foi uma pergunta feita há um mês em artigo  no “The Guardian”, durante a primeira semana dos ataques do EI a Kobani: por que é que o mundo estava ignorando os guerrilheiros e guerrilheiras curdos, a maior esperança de liberdade para a Síria? As guerrilheiras lutam com consciência política e cultural, explica Graeber, elas se inspiram lutando contra os temidos terroristas nas Mujeres Libres de Espanha que enfrentaram os soldados assassinos do ditador Francisco Franco há mais de 70 anos atrás.  De acordo ainda com David Graeber, a zona de Rojava é algo diferente do que se conhece hoje no planeta,  "ali hoje é fundamentalmente um anti-estado, anti-capitalista e radicalmente democrático". Uma experiência fora do comum e revolucionária na região que fica na boca do vulcão da violência atual: mas elas não são somente guerreiras mas mulheres revolucionárias que rejeitam qualquer tipo de ditadura que é o poder coercitivo da administração pública e política na maioria dos países, elas são aulas de civismo ou de cidadania e de feminismo para toda população. Lutam não só contra o EI e a violência destes radicais mas pela liberdade do seu povo. Apesar de usarem as armas e a linguagem violenta da guerra, as mulheres curdas têm um outro conteúdo maior em sua luta, as armas e a guerra são só o veiculo de suas ideias e do seu amor pela liberdade do Curdistão, como explicaram para o antropólogo Graeber. Nesta luta está em jogo a busca de um avanço para a condição humana de vida, das mulheres e dos homens do desconhecido (até hoje) Curdistão e até mesmo do ser humano, que precisa hoje criar o futuro da vida em todo lugar da Terra. (Antônio de Pádua Silva Padinha)


 
Em meio à violência da guerra elas explicam que estão lutando pela paz no Oriente Médio


Fontes: Evrensel
              www.anovademocracia.com.br
              www.pragmatismopolítico.com.br
              www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. O que nos parece mais importante para nós aqui do blog da ecologia e da cidadania é que as mulheres curdas vão às armas mas também buscam fazer ao mesmo tempo uma revolução cultural, fazem guerra em busca da paz...

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  2. Coloque aqui nesta seção a sua opinião ou mande a sua mensagem para a redação do blog navepad@netsite.com.br e/ou envie um e-mail dreito pro nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  3. Desde o inicio da ofensiva contra Kobani, em 16 de setembro de 2014, mais de 600 combatentes curdos e 1.000 jihadistas morreram. A vitória em Kobanifoi comemorada nas redes sociais após anúncio feito pelo porta-voz oficial do YPG, Polat Can, via Twitter. Assim como o EI, os combatentes curdos articulam-se na rede mundial de computadores. Nas paginas do Facebook Kurdish Resistance & Liberation e Solidariedade à Resistência Popular Curda pode-se acompanhar as fotos e vídeos dos últimos confrontos e receber as mensagens das Guerrilheiras Curdas que se preocupam com o lado cultural e a cidadania da sua gente, além de irem à luta pela liberdade do Curdistão.

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  4. O antropólogo inglês David Graeber deu a sua opinião sobre estas guerrilheiras e o alcance da luta delas: "Bem, se alguém tinha dúvidas se isto era uma verdadeira revolução, ou só alguma “sombra”, diria que esta visita tira todas as dúvidas. Ainda existem pessoas a dizer: “Isto é só uma frente do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão), na verdade são só uma organização autoritária stalinista, que apenas finge ter adotado uma democracia radical”. Não. Isto é mesmo sério. É uma revolução genuína. Mas de certa maneira, é exatamente esse o problema. Os grandes poderes têm-se entregado a uma ideologia que diz que as verdadeiras revoluções já não podem acontecer. Entretanto, muita da esquerda, mesmo a radical, parece taticamente ter adotado a política que assume o mesmo, apesar de parecerem superficialmente revolucionários. Com um tipo de “anti-imperialismo” puritano que assume que os únicos jogadores importantes são os governos e capitalistas, e que esse é o único jogo que vale a pena discutir. O jogo onde se batalha, se criam vilões míticos, se agarra petróleo e outros recursos, montam-se redes de patrocínios; é o único jogo da cidade. O povo de Rojava diz: “Nós não queremos jogar esse jogo. Queremos criar um novo jogo”. Muita gente acha isto confuso e perturbador, então escolhem acreditar que não está acontecendo nada, ou que essas pessoas estão iludidas, são desonestas ou ingênuas. Mas na realidade, estão fazendo uma verdadeira revolução".

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  5. "A vitória destas mulheres e do próprio YPG em Kobani dimensionam que estamos diante de uma realidade muito diferente, original, apesar de ser uma luta armada, ela se difere demais da crueldade do EI e tem como objetivo a liberdade, bem como, mudar a vida no Curdistão. Creio que vou influir em mudanças em todo o mundo": o comentário é de Pedro Paulo Ramos, de Niterói (RJ), economista, que vira antes uma notícia no site Pragmatismo Político.

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  6. "Elas usam armas mas também a Internet, fazem guerra, mas também procuram a paz, ou seja, estas mulheres curdas estão entre os acontecimentos mais importantes da atualidade, pelo que vejo": Maria Izabel Bentes, de São Paulo (SP), empresária formada em Sociologia.

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  7. "Eu também acho que fazer luta armada para defender a liberdade e a vida é válido": a opinião é de Mário Alberto Santos, produtor cultural de Curitiba, Paraná.

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  8. "Oi, Padinha, não digo pegar em armas, mas a mulher brasileira está também indo à luta e muito bem em nosso país, em vários setores": é parte do comentário de Mariana Ribeiro, de Franca (SP), que relata os avanços femininos no Brasil.

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