quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

ENTRE O SUFOCO DA ECONOMIA E A ESPERANÇA DA ECOLOGIA O QUE SERÁ 2016?


Apesar das chuvas de verão ainda há risco de seca ou desequilíbrio climático e socioambiental, não há gestão da ecologia e na economia, pelo que se constata agora na virada de 2015 para 2106, a realidade hoje é tão ingovernável quanto imprevisível no Brasil


A realidade parece ser imprevisível


Não havia nenhum futurologista de plantão em Brasília (DF) para fazer previsões aqui para este blog de ecologia e de cidadania sobre as perspectivas para os próximos meses no Brasil nos dois setores de maior importância no momento: na ecologia, onde prevalece o desgoverno socioambiental por falta de gestão  no setor de autoridades públicas nas cidades, estados e nação, bem como, há descontrole também na imprevisível economia brasileira, submissa a uma estrutura política que torna nosso país ingovernável. Mesmo assim, num esforço de reportagem, nossa equipe aqui do Folha Verde News, conseguiu garimpar algumas poucas informações que podem servir de base para que você mesmo faça as suas previsões sobre a realidade que nos espera em 2016 e nos próximos anos. Entre os três depoimentos dentro deste enfoque (o que será 2016) algumas charges para apimentar a sua reflexão sobre a nossa realidade, OK?






Por que o sonhado crescimento econômico não veio?


Ricardo Amorim, especialista em economia, um dos apresentadores do Manhattan Connection, da Globo News, respondeu a este questionamento de forma bem direta e clara. Confira. 

"É que o nosso modelo de desenvolvimento está esgotado e precisa ser mudado. Decepcionante. Nos últimos anos, o crescimento brasileiro baseou-se no crescimento da classe média e seu potencial de consumo. A expansão do consumo de massas em si é muito benéfica em termos econômicos e sociais. O problema é que ela não pode ser a única base de crescimento do país e tem sido. Se um país só estimula o consumo e não estimula a produção, acaba acontecendo um desequilíbrio entre forte crescimento da procura por produtos e serviços e um crescimento menor da oferta destes produtos e serviços. O resultado é menor desempenho econômico, pressão inflacionária e piora da balança comercial devido a forte aumento das importações. Foi exatamente o que aconteceu no Brasil nestes últimos meses". 






O megadesastre da mineração vai estimular um desenvolvimento sustentável?


Edson Watanabe é diretor do Instituto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da UFRJ (Coppe) e vai à luta com outros cientistas e ecologistas pela sustentabilidade. Confira também.

“É urgente que ações estratégicas sejam tomadas para que se possa aumentar a sustentabilidade também no caso da indústria da mineração”, ressaltou o professor Watanabe em carta enviada à ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Ele informa que "a Coppe criou um grupo de estudos interdisciplinar com o objetivo de estudar formas de aumentar a sustentabilidade da indústria mineral no Brasil e de mitigar os diversos tipos de impactos decorrentes de desastres como o ocorrido no dia 5 de novembro, em Mariana (MG). Na criação do grupo, nossos pesquisadores com boa vontade estão colocando a infraestrutura da instituição à disposição do Ministério do Meio Ambiente para um esforço conjunto, visando mitigar os impactos ambientais da tragédia que afetou a Bacia do Rio Doce e o litoral capixaba, servindo de alerta e, principalmente, como forma de aumentar a sustentabilidade futura do setor mineral no país, algo que precisa ser feito em todos os setores brasileiros". 






Há chance de desenvolvimento e de futuro sustentável no país?

"Conseguiremos superar os erros e limites estruturais do Brasil e tornar possível nos próximos anos a criação de um futuro sustentável, capaz de atualizar o sistema brasileiro, equilibrando economia com ecologia? O principal desafio, na minha opinião, é mudar a estrutura energética, implantando de vez este avanço em todas as regiões das energias limpas e renováveis, como Eólica, Solar, Biomassa, isso porque hoje prevalece em todo o ex-país da natureza o interesse das indústrias petrolíferas, a dano do equilíbrio ambiental. A maior esperança é que (diante de tantos problemas e até da ameaça do caos ecológico e por tabela, também o econômico) a população através das eleições possa motivar uma onda de mudanças radicais na política. E também que, através da relativa liberdade de expressão, em especial na midia web, aí sejam estimuladas mudanças também na forma de viver da gente, que nos levem a fazer valer os direitos de cidadania e a ter alguma chance de criar o futuro da nossa vida. Só um detalhe, se nós, a nossa atual geração, não criarmos o futuro, ele não existirá nem para o Brasil nem para a própria vida". (Antônio de Pádua Silva Padinha, repórter ambientalista, editor aqui do nosso blog e do Flash de Ecologia)
















Fontes: www.ricamconsultoria.com.br
             www.envolverde.com.br 
             www.folhaverdenews.com 


10 comentários:

  1. Dentro do atual universo econômico e ecológico que se apresenta no Brasil e na vida de agora, não há muito espaço para os direitos da cidadania e nem ao menos para os objetivos mais humanitários, que possam dar uma melhora na condição de vida de todos.

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  2. Logo mais, mais opiniões, reflexões e informações aqui nesta seção do nosso blog: aguarde nossa edição, uma nova atualização deste post por aqui. Mas desde já entre aqui com a sua mensagem, participe desta pauta, o que será 2016?

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  3. Você pode também se preferir enviar a sua mensagem para o e-mail da redação do nosso blog de ecologia e de cidadania navepad@netsite.com.br e/ou também diretamente para o editor de conteúdo deste webespaço padinhafranca@gmail.com

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  4. "Não sei o que será de 2016 nem quero pensar muito que vai me aborrecer muito, por água no chopp da festa, mas confesso que gostaria de muitas mudanças na economia e na ecologia também, embora veja que elas parecem ser improváveis": o comentário é de Joel Aparício Santos, estudante de Jornalismo na Unesp, ele que é de Vitória (ES) e nos manda material sobre problemas do interior paulista na região de Bauru (SP).

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  5. "Aproveitando o embalo, já que você postou aqui umas charges legais, creio que 2016 será uma piada": o comentário é de Eugênio Souza Gomes, de Santos (SP), que trabalha em assessoria de imprensa em empresas da Baixada Santista.

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  6. "Quantos impeachments acontecerão nos próximos meses? Haverá Constituinte ou só eleição municipal em 2016? São tantas dúvidas que eu prefiro não chutar desde já, a virada está imprevisível": quem comenta é José Mendonça, jornalista, que atua em Ribeirão Pires (SP), em uma rede de webradio da região.

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  7. "Curti o enfoque das previsões deste bolg e mais ainda as charges, tirando sarro da realidade": quem comenta é Antônio Paulo Pereira Matos, de São Paulo (SP), que atua em agência de publicidade (criação).

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  8. "Com tantas informações hoje disponíveis e toda a tecnologia a nosso alcance na atualidade, não é preciso ser profeta para prever 2016. Difícil é encontrar algum político que se dê a esse trabalho": o comentário é de Gabriela Moreira, de Campinas (SP), que assessora a comunicação da rede de hotéis Hilton.

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  9. "Realmente, a letra da canção do Chico, tantos anos depois ainda está valendo porque foi profética...É difícil fazer previsões porque já não há mais profetas nem poetas": quem comenta é Jurandyr Alves dos Santos, economista da FGV, que hoje vive "exilado" na praia em Itanhahém (SP).

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  10. "Depois de tantas tragédias em 2015, creio que pela lógica algumas coisas boas acontecerão em 2016": o comentário é de Evanir Marques, de Presidente prudente (SP), que atua com engenharia civil.

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