terça-feira, 22 de dezembro de 2015

ESPÍRITO DE PORCO VERSUS ESPÍRITO DE NATAL NA REALIDADE BRASILEIRA DE VIOLÊNCIA E DE POLUIÇÃO

Índices de  violência e de poluição aumentam e contradizem o clima de Natal


"Unesco, Época Online e Agência Brasil estão informando aumentos nos índices que tornam a realidade brasileira do momento um desafio muito grande para qualquer um conseguir equilíbrio e paz", comenta por aqui no Folha Verde News o nosso editor, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha, que pesquisou dados e números mais recentes sobre este problema que abala também a situação socioambiental e a própria qualidade de vida da gente, em especial das crianças e hoje, até mesmo nas pequenas e médias cidades do interior. Veja dados aqui na seção de comentários.







A maioria das vítimas de violência no Brasil são jovens, negros e pobres


A maior parte das vítimas de violência hoje, no Brasil, é formada de jovens, negros, de baixa renda, entre 15 e 24 anos. É o que mostra o livro "Mapa da Violência IV: Os Jovens do Brasil. Juventude, Violência e Cidadania", lançado pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), em parceria com a Secretaria Especial de Direitos Humanos e o Instituto Ayrton Senna. Os dados revelam crescimento anual de 5,5% na ocorrência de crimes como homicídios, além de acidentes de transporte. A taxa de homicídios aumentou para 54,5% em 2002, contra 30% em 1980. As maiores taxas de homicídios no ano de 2002 foram registradas no Rio de Janeiro, Pernambuco e Espírito Santo. O relatório mostra que a maior parte dos acusados de homicídio é formada de jovens de 20 anos, sendo o maior índice registrado entre os homens, principalmente negros. Já os acidentes de trânsito são responsáveis por 15,6% das mortes de jovens, sendo a maior incidência entre brancos. Nos fins de semana, o número de mortes cresce, tanto por homicídios, como por acidentes de trânsito. O Brasil está em quinto lugar em número de jovens mortos por violência, em 67 países pesquisados. O representante da Unesco, Jorge Werthein, disse que o livro mostra algumas sugestões de políticas públicas a serem adotadas. Ele acredita que "um programa como o primeiro emprego pode dar um retorno imediato mas há também necessidades de medidas de segurança e culturais". No caso, estímulos à cultura da não violência e da vida podem ser um antídoto eficiente.  





Brasil é atualmente o 2º país no ranking da poluição na América Latina
 


Apenas no Estado de São Paulo há mais de 4 mil áreas mapeadas pela Cetesb como contaminadas, em suspeita de contaminação ou em processo de descontaminação. No mapa negro da poluição, a  grande maioria dessas áreas são postos de gasolina, mas há também atividades agrícolas envolvendo agrotóxicos e setores industriais e de resíduos, o lixo que abunda em todas as cidades. Algumas dessas áreas podem ser recuperadas, mas em outras, simplesmente não há tecnologia o suficiente para reparar o dano ou mais do que a falta de tecnologia há carência de recursos, despoluir sai muito, muito mais caro do que sistemas ambientais de prevenção. Houve recentemente um aumento das multas a empresas ou pessoas responsáveis por crimes de poluição, mas já se provou aqui e em países do chamado 1º Mundo que não basta só a repressão ou multas e sim é urgente e fundamental um processo contínuo de educação ambiental e incentivos do amor à vida, algo que há anos alertam ecologistas, cientistas, pesquisadores dos problemas tanto da  violência como da poluição, eles que por exemplo contradizem agora o tão sonhado espírito de Natal. Infelizmente, prevalece o espírito de porco.







Fontes: Unesco/Revista Época/Agência Brasil
              www.folhaverdenews.com 


8 comentários:

  1. Aumento da violência no interior é uma realidade que está clara nos dados mais recentes. Os dados da pesquisa 2015 mostram, ainda, o crescimento desse tipo de violência no interior, saindo das grandes cidades e regiões metropolitanas. No período entre 1999 e 2002, os índices de violência subiram 1,6% nas capitais, 2,4% nas regiões metropolitanas e 8% no interior.

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  2. O sociólogo Jacobo Waiselfisz, coordenador do escritório da Unesco em Pernambuco, aponta como causa do crescimento da violência no interior a migração da economia para essas regiões, após a criação de pólos industriais e também o fato de as políticas de segurança se concentrarem nas grandes cidades.

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  5. "O aumento em 8%, quase quatro vezes mais no interior do que nas metrópoles é algo que realmente assusta não só os especialistas mas toda a população diante dos números do mapa da violência": o comentário é de Agenor Pereira Alves, advogado de Belo Horizonte (MG).

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  6. "Em São Paulo morreram 99.084 entre os anos de 2006-2011, conforme pesquisa do Instituto de Sustentabilidade e Saúde, dirigido pelo pesquisador da USP, Paulo Saldiva. Desde o ano passado o ar contaminado e o poluente material particulado passaram a ser consideradas causas ambientais de mortes por câncer – de pulmão, na sua maioria", cita Mauro Moreira Santos, para citar casos fatais devido à poluição, "ue no ano todo, também agora nas Festas, avilta a vida das pessoas".

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  7. Ainda sobre mortes por poluição Mauro Moreira Santos, de Divinópolis (MG) nos enviou mais este levantamento; "No Rio de Janeiro ocorreram 36.194 mortes no mesmo período. Somadas as duas frotas de veículos das maiores capitais brasileiras – SP e RJ – o total ultrapassa 10 milhões de veículos. A poluição causa doenças no sistema cardiovascular e pulmonar, e embora o Brasil tenha um programa de monitoramento do ar há 25 anos, apenas 1,7% dos municípios mantém estações de monitoramento. Em São Paulo existem 86, no Rio de Janeiro 80 e no Rio Grande do Sul 20, são os estados mais avançados nesta questão. No outros, não há nenhum sistema de controle ou de prevenção".

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  8. "Fosse eu criança e pediria a Papai Noel uma outra realidade em nosso país. Já que ele não existe, então, só nos resta ir à luta e criar esta realidade sem violência, sem poluição, com paz": o comentário é de Adriana Campos, de São Paulo (SP), do movimento da Não Violência, vegetariana e pesquisadora da USP.

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