sábado, 19 de dezembro de 2015

INUNDAÇÕES, CAOS NA PRODUÇÃO AGRÍCOLA, DOENÇAS POR MOSQUITOS E ATÉ FALTA DE OXIGÊNIO PODEM SER CAUSADOS PELO AQUECIMENTO GLOBAL


A continuar como está hoje o aumento da temperatura será de 5 graus centígrados até 2100 e isso acabará com o oxigênio (e a vida) na atmosfera da Terra



Uma nova pesquisa feita agora por cientistas da Universidade de Leicester, na Inglaterra, mostra que um aumento de 6ºC na temperatura no planeta poderá ser uma catástrofe como nunca foi vista na Terra: hoje os cientistas já têm um consenso que se mantivermos os padrões atuais de emissão de gás carbônico, CO2, a temperatura aumentará até 5,4ºC até por volta de 2100, parece longe, mas daqui a cerca de 80 anos, ou seja, um problema que afetara nossas novas gerações que são bebês e crianças na atualidade. Há uma grande articulação global para reduzir drasticamente as emissões de gases de maneira a fazer com que o aumento de temperatura seja de no máximo entre 1,5 e 2ºC, como foi a conclusão da Conferência do Clima em Paris (COP21 da ONU sobre meio ambiente) mas esse é um cenário no qual muita gente já deixou de acreditar, afinal, depois de muitos acordos climáticos e alertas de cientistas ou de ecologistas, as emissões não param de subir. Os governos do mundo, que foram representados por 195 países reunidos na França, terão dificuldades para conseguir tornar esta meta do acordo global realidade, em especial, porque o planeta é dominado pela indústria petrolífera, altamente poluente. A implantação de energias limpas, como a Solar e a Eólica, uma necessidade que já é urgente, tem um processo muito lento demais. Mas diante do cenário atual da estrutura energética terrestre, caso não se modifique de forma radical o modo de vida de todos nós terráqueos, dentro de  um novo desenvolvimento sustentável, que venha a equilibrar os interesses econômicos com os ecológicos,  então, você pode esperar: o catálogo de catástrofes, neste caso de aumento incontrolável da temperatura e de destempero ambiental, o efeito será apocalíptico: invasão do mar sobre o litoral nas terras baixas, seca em alguns pontos do interior, caos da produção de alimentos, vários furacões, epidemias de doenças transmitidas por mosquitos e outras catástrofes que já têm sido ensaiadas desde agora em diferentes lugares e em todos os continentes. Este é o enfoque do novo estudo feito pelos pesquisadores da Universidade de Leicester, na Inglaterra, Yadigar Sekerci e Sergei Petrovski. E atenção que esta pesquisa agora acrescenta mais um item apavorante a este apocalipse: o fim do oxigênio. Segundo o modelo matemático que estes cientistas criaram, um aumento de até  6ºC na temperatura média global será suficiente para reduzir a zero a produção de oxigênio do fitoplâncton - seres microscópicos que fazem fotossíntese nos oceanos. O fitoplâncton fabrica mais de dois terços do oxigênio da atmosfera. A consequência neste caso será devastadora e obviamente poderá matar a maior parte dos seres vivos no planeta, inclusive a nossa espécie de vida por sufocamento, falta de ar, falta de oxigênio. Parece  tema de filme de terror mas é uma previsão científica da realidade, caso ela continue tal como é hoje nesse mundo dominado pela economia do petróleo e pela cultura da violência contra a natureza e a vida.



A destruição da vida por falta de oxigênio na atmosfera da Terra...

...já é uma possibilidade para as próximas décadas segundo os cientistas alertam



Fontes: www.planetasustentavel.abril.com.br
             www.folhaverdenews.com 

8 comentários:

  1. Este estudo que resumimos hoje em nosso blog, conduzido pelos matemáticos Yadigar Sekerci e Sergei Petrovski, é um modelo, feito em computador, das interações mais básicas dos ecossistemas marinhos de todos os oceanos do mundo - produção de oxigênio pelo fitoplâncton, consumo de oxigênio pelo zooplâncton, zooplâncton se alimentando de fitoplâncton. O objetivo dos cientistas é o de entender como essas atividades, que são fundamentais para toda a vida na Terra, seriam alteradas em caso de aumento da temperatura. O resultado foi assustador: ficou claro que, caso o aumento seja de 6ºC, o consumo de oxigênio pelo plâncton aumentaria tanto que a produção líquida do gás pelos oceanos do mundo caíria a zero. Consequentemente, não haveria o suficiente para nenhum animal de porte razoável respirar e sobreviver.

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  2. "Muito tem sido dito sobre o alagamento global que pode resultar do derretimento da Antártica", disse um dos pesquisadores, Sergei Petrovski, "no entanto, parece que este não é o maior perigo do aquecimento para a humanidade e ainda que a nova pesquisa que fizemos não se confirme, o aumento de 6ºC seria uma completa catástrofe de que nem podemos vislumbrar o alcance".

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  5. "Uma situação mais que estressante, aterrorizante, a grande mídia precisa divulgar melhor as pesquisas e os alertas de cientistas, elas funcionam como educação ambiental para a população e como advertência para as autoridades": é a mensagem que nos enviou por e-mail Maurício Mendes Ribeiro, de Uberlândia (MG), formado em Medicina de UFMG.

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  6. "É o que faltava, extinguir o oxigênio, a agua já está acabando, a vida vai no mesmo caminho, realmente, é urgente mudar a forma da gente viver"; é a mensagem de Rodolfo Silva, de Araraquara (SP), que estudou Engenharia na Unesp e sobrevive de manter plantação de limão em sítio desta região.

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  7. "Mais um alerta deste blog e o que mais curti foi o final da matéria, advertindo sobe o mundo hoje dominado pela economia do petróleo e pela cultura da violência contra a natureza e a vida. Aí, disse tudo": agradecemos o elogio e vamos juntos à luta, André Renato de Souza, de São José do Rio Preto (SP), ele relata ainda "os desequilíbrios que levaram a inundações nesta cidade".

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  8. "O astrônomo britânico, Lord Martin Rees e o astrônomo real para a Escócia, o professor John Brown fizeram uma advertência pública em declaração conjunta de que a nossa civilização humana só tem 50% de chance de sobreviver até 2100 sem sofrer uma catástrofe provocada por nós mesmos": é um e-mail que recebemos de Evair Morais, de São Paulo (SP) que diz ter colhido a informação na AFP.

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