segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

JÁ COMEÇOU A TER REFUGIADOS DO MEIO AMBIENTE POR AQUI NA AMÉRICA DO SUL

Chuva deixa mais de 170 mil desabrigados na América do Sul: é pouco diante dos quase 3 milhões de refugiados de guerras na Europa mas é sinal de um novo estilo de êxodo



O êxodo de nordestinos no Brasil por causa da seca já não tem o mesmo fluxo, embora a crise hídrica e crônica não tenha sido resolvida ainda, porém, o que vem aumentando ultimamente são os desabrigados devido a desastres socioambientais (como foi o de Mariana em Minas) ou agora os desequilíbrios do clima, nesta virada de ano e chegada do verão. E este novo fenômeno social e climático não é só em nosso país, também nos Estados Unidos e no Reino Unido, mas nestes dias de final de 2015 e começo de 2016, enfocamos aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News a América do Sul. Tinha ocorrido o rompimento da barragem em Mariana (MG) que desestabilizou a população e a natureza de Minas e do Espírito Santos, o Rio Doce e o litoral capixaba, desabrigando muita gente numa macrorregião de 2 milhões de pessoas. Agora, a forte chuva que atinge quatro países sulamericanos provocou enchentes em diversas localidades e regiões, deixando mais de 170 mil pessoas desabrigadas na computação feira até esta segunda-feira.  A maior parte das vítimas está no Paraguai, onde cerca de 130 mil pessoas até agora tiveram que ser alojadas em abrigos improvisados pelas autoridades locais. O Rio Paraguai, um dos maiores da América do Sul, subiu 7,7 metros, atingindo o nível mais alto dos últimos 20 anos. Quatro pessoas morreram. Depois de decretar estado de emergência, o presidente Horácio Cartez anunciou que US$ 3,5 milhões serão destinados para auxiliar os desabrigados. Na Argentina e no Uruguai, 20 mil pessoas tiveram suas casas destruídas, sendo 15 mil somente em cinco províncias do noroeste argentino, como Entre Rios, Corrientes e Chaco. Duas pessoas morreram na região e as vítimas podem aumentar até a virada do ano. No Ururugai quase 7 mil pessoas tiveram que abandonar suas casas nesta semana. A chuva também assolou o estado do Rio Grande do Sul. De acordo com a Defesa Civil gaúcha, chega a 40 o número de municípios atingidos pelas tempestades. O número de famílias que tiveram que deixar suas casas passou para 2.204, o que levou  a Presidente Dilma Rousseff sobrevoar a região que faz fronteira com a Argentina e o Uruguai, anunciando então a liberação de R$ 6,6 milhões para recuperar estradas e estruturas, socorrer vítimas, uma ação a curto prazo. "É fundamental uma gestão socioambiental e climática do nosso país e dos países do nosso continente porque esta tendência poderá fazer aumentar este problema nos próximos anos na América do Sul", comentou aqui no blog o repórter e ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha ao editar estas informações, que ele considera como um sinal de alerta. Hoje a situação do sul do país está menos desequilibrada, com chuvas menos intensas, mas há ainda cidades debaixo d'água, como Uruguaiana e Guaraí, no Rio Grande do Sul; cerca de 40 cidades sofreram mais com enchentes e milhares de pessoas estão desabrigadas, ainda não foi informado pelas autoridades um número de vítimas. A enchente é a quinta e a pior deste ano na região. A cheia do Rio Quaraí já atingiu o recorde de 15,28 metros. A situação se agravou com a elevação do nível do Rio Uruguai. A forte chuva provocou a interrupção da colheita de arroz em Quaraí, sinalizando que haverá também a seguir dificuldades econômicas nesta situação. As chuvas intensas demais levaram à interdição, por 22 horas, da Ponte Internacional da Concórdia, entre o Brasil e o Uruguai, por Quaraí e Artigas. Mais um sinal do tempo...

Mais de 170 mil desabrigados na América do Sul  podem se tornar refugiados do clima

Além do socorro imediato das vítimas urgente uma gestão estrutural e preventiva das autoridades   

Nada que se compare (ainda) à massa de refugiados na Europa que chega a 3 milhões de pessoas


Fontes: www.terra.com.br
             www.folhaverdenews.com 

8 comentários:

  1. "Oi, aqui no Vale do Itajaí, que nos anos 70 e 80 sofreu muitas enchentes, a situação está grave demais, nunca esteve tão grave assim":é a mensagem por e-mail que recebemos aqui no blog e que nos foi enviada de Santa Catarina pelo arquiteto e ecologista Vitor Biancchi.

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  2. Logo mais por aqui mais informações sobre esta pauta de hoje, desde já participe com a sua opinião ou a sua mensagem, entre aqui na seção de comentários.

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  3. Outra opção é você enviar um e-mail, como fez Vitor Biancchi, de Itajaí, para a redação do nosso blog de ecologia e de cidadania navepad@netsite.com.br

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  4. Há ainda outra alternativa, enviar a sua mensagem direto pro e-mail do nosso editor de conteúdo para agilizar o processo padinhafranca@gmail.com

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  5. "Aqui na cidade de São Paulo, que é tida como a mais rica do país e da América do Sul, em alguns bairros e várzeas a situação é de guerra do clima mesmo": a informação é de Luís Antônio Marques, de São Paulo (SP), que se locomove de moto por várias regiões da capital para fazer entregas e diz que em muitos lugares não há condição de trafegar: "Isso deve causar problemas na economia também".

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  6. "Os milhares de atingidos além das vítimas fatais no rompimento da barragem de mineração de ferro em Minas foi algo muito trágico, mas da mesma forma e embora de menor impacto, os desabrigados pelo excesso de chuvas nos preocupam, nos preocupam tanto a seca que continua no Nordeste, as enchentes no Sul, todos os desequilíbrios": quem comenta é Mário Alberto Araújo, empresário de turismo, que atua em Belo Horizonte (MG).

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  7. "Tanto as secas, como as enchentes, tanto o excesso de chuvas como as chuvas escassas, tudo isso está alertando as autoridades sobre a urgência de uma gestão em meio ambiente e clima no Brasil, antes que seja tarde demais": o comentário é de Rosa Maria Tavares, de Pirassununga (SP), vendedora em agência de carros da Fiat.

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  8. "Estudar a influência do El Niño nos próximos anos no continente, por exemplo nas áreas afetadas por enchentes e também nas que sofrem secas, é o 1º passo mas é necessário um planejamento estratégico para as autoridades governamentais atenuarem os impactos no ambiente e na população": quem comenta é Mariana Borges Pereira, de Santo André (SP), que se diz chocada com a inação das autoridades em todos os setores e também na prevenção no setor da defesa civil. Ela é médica na saúde pública local.

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