sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

MANGÁ, DESIGN E INTELIGÊNCIA ABRIRAM CAMINHO PARA JOVEM SUPERAR CRISE NO MERCADO DE TRABALHO



Diego Monteiro voltou  do Rio ao interior da Bahia para criar o seu futuro profissional



Ele começou entregando panfletos para uma escola de informática aos 14 anos e hoje é dono de uma rede de franquias de efeitos visuais que fatura mais de R$ 15 milhões por ano: essa história positiva se destaca nos sites do Sebrae e Terra, a gente resume esta aventura aqui no blog da cidadania e da ecologia como um estímulo à geração NemNem (jovens que nem estudam nem trabalham) ou desempregados que acham sua situação é o fim do mundo. Pode ser o começo. A aventura poderia até ser um quadrinhos de Mangá mas é a realidade que Diego Monteiro conseguiu criar: depois de muito sufoco, ele deu uma reviravolta em sua vida, há oito anos fundou a empresa Gracom no interior da Bahia e hoje vê este negócio criativo crescer e se espalhar pelas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, logo mais devendo invadir o Rio de Janeiro, que foi o começo de sua luta. Filho de um funcionário público e de uma dona de casa, Diego teve uma vida quase tranquila em Pernambuco até os 14 anos. Porém, a situação mudou radicalmente quando seus pais se separaram. "Começamos a passar muita dificuldade, a ponto de faltar dinheiro até prá comida. Minha mãe achou que eu teria melhores oportunidades com alguns parentes que viviam no Rio de Janeiro, e acabei me mudando. Mas, como eu não queria ser um peso, logo de cara comecei a procurar emprego e na verdade foi uma via crucis, um sofrimento que porém me estimulou a buscar uma nova saída".



Gracom cresce oferecendo cursos avançados na área de design a um preço mais acessível
A empresa de mangá e design de Diego Gracom tem um segredo: oferece curso avançado a um preço acessível


A maioria dos adolescentes viam o Mangá como diversão mas Diego...

...descobriu nas aventuras fantásticas estava uma nova realidade...

...ele encarou o Mangá como cultura e trabalho, criando uma empresa de design diferente



A falta de qualificação e de experiência não conseguiram fazer Diego Monteiro desistir: segue a aventura


Até então a única ocupação que Diego conseguira foi como entregador de panfletos na frente de uma escola de informática. Mesmo assim, ele rapidamente se destacou graças à dedicação. "A gente tinha uma meta diária de levar 10 pessoas para dentro da escola graças aos panfletos, e eu sempre buscava superá-la. No primeiro dia levei 15, no segundo 25, e logo fui chamado para desempenhar outras funções, como vendedor de cursos e pesquisador. Aí, eu já estava a meio caminho do meu projeto". 
Apesar do sucesso nesse trabalho, o jovem buscava um futuro mais seguro, e acabou passando em um concurso para seguir a carreira militar. Mas ali não se encontrou e a sua veia empreendedora logo voltaria a falar mais alto, ao decidir procurar a mesma escola de informátioca em que havia começado a trabalhar. Acabou se mudando para São Paulo com o objetivo de ajudar a estruturar uma filial na maior cidade da América do Sul. A sua aventura particular continuava com a emoção duma estória de quadrinhos. Na capital paulista, foi a um evento de Mangá, o que abriu seus olhos para o mercado de design. "A produção da área era enorme e as escolas, muito caras. Já os cursos de informática mais baratos, como aquele em que eu trabalhava, não forneciam um conteúdo qualificado para essa finalidade. Então vi ali uma brecha no mercado a ser explorada". Diego começou a juntar recursos para abrir a Gracom, uma escola que ofereceria cursos avançados de informática na área de design a um preço mais acessível. A falta de capital, no entanto, o levou a radicalizar e a optar por iniciar o negócio em Feira de Santana, no interior da Bahia. Nessa fase, maior dificuldade foi encontrar então professores qualificados que aceitassem se mudar para o lá. Para convencê-los, Diego teve de oferecer salários mais altos e falar na tranquilidade que era viver e trabalhar numa cidade do interior:
"Ali a concorrência seria menor e os custos bem mais baixos do que nos grandes centros. Para economizar ainda mais, passei a dividir um apartamento com minha namorada e cinco funcionários. Ficamos nessa situação meio que precária durante um ano, quando o negócio começou a dar lucro e conseguimos nosajeitar melhor, cada um no seu canto", conta Diego Moreira a sua feliz aventura.
O jovem empresário não se deslumbrou com o sucesso, continuou reinvestindo a maior parte dos lucros na própria Gracom, abrindo novas unidades e ampliando o leque de cursos, que vão desde a modelagem em 3D até design de games. O próximo passo será lançar um curso voltado para o desenvolvimento de aplicativos mobile. "Essa área de tecnologia é muito dinâmica. Não pode ficar parado, caso contrário você perde terreno", explica o jovem empresário que conseguiu driblar os desafios da crise na economia. Agora, a rede Gracom conta com 16 escolas, sendo seis próprias e dez franquias. Além disso, emprega diretamente 420 pessoas, conta com mais de 9,4 mil alunos e faturou R$ 15 milhões em 2014, a perspectiva é de avançar mais nesse final de 2015, mais ainda em 2016: "O que faz a gente crescer mesmo com a crise é aliar educação e tecnologia. Em momentos difíceis, as pessoas precisam inovar para crescer, e nós oferecemos ferramentas que fazem com que elas via a cultura evoluam.Essa tem sido a nossa diferença". Um caminho exemplar no Brasil de hoje.


O pior do desemprego jovem é a a geração nem nem (nem estuda nem trabalha)


Fontes: Sebrae
             www.terra.com.br
             www.folhaverdenews.com 


6 comentários:

  1. "Realmente, a geração nem nem, nem estuda nem trabalha, é o pior nessa onda de crise na economia e desemprego dos jovens": o comentário é de Mario Sérgio Romero, que só conseguiu trabalho, recentemente, mesmo formado em Engenharia e já aos 32 anos, ele é de Ribeirão Preto (SP).

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  2. "O problema não é só no Brasil. A geração ‘nem-nem’ é um fenômeno global. Há cerca de 39 milhões de jovens adultos que não trabalham nem estudam em 33 países industrializados. No Brasil, 24% dos jovens entre 18 e 24 anos não trabalham nem estudam. Esta geração é uma das tendências socioeconômicas mais preocupantes da atualidade, e não somente no Brasil e acho que faz parte da estrutura da sociedade de consumo, vejo como uma forma de violência": a opinião é de Joaquim Mendes, doutorado na USP em Administração e que atua como consultor em agência de empregos em São Paulo (SP).

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  3. Logo mais, aqui, mais informações sobre esta pauta, no lado positivo e negativo da questão. Enquanto você aguarda a edição dos comentários, poste aqui a sua mensagem desde já ou a envie para a redação do nosso blog navepad@netsite.com.br Outra opção: envie um e-mail para nosso editor de conteúdo aqui no blog padinhafranca@gmail.com

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  4. Há cerca de 39 milhões de nem-nem em 33 países industrializados, segundo um novo relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo o relatório, a geração de jovens adultos, que nasceu depois de 1980, é vítima de políticas públicas indiferentes. Criados em tempos de economias turbulentas, eles tiveram dificuldade de conseguir emprego para os quais seriam qualificados. Muitos ainda vivem com seus pais, adiando o casamento, os filhos e a compra da casa própria. Muitos, inclusive, estão sobrecarregados com empréstimos estudantis. A geração dos nem-nem é um fenômeno em escala global. No Brasil, a faixa etária que mais concentra os chamados nem-nem é a de 18 anos a 24 anos, em que 24% da população não estava nas escolas nem no mercado de trabalho em 2013, segundo o IBGE.

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  5. "Adoro Mangá e por isso curti mais ainda a aventura real deste cara, Diego Monteiro, vou tentar seguir uma trilha por aí mas é difícil, há um Diego Monteiro para cada mil jovens": quem comenta é Rafael Souza Fernandes, de São Paulo (SP), que trabalho por enquanto como garçon num restaurante internacional, embora tenha formação de Informática e facilidade de desenhar, fazer arte.

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  6. "Tem o Diego Monteiro e mil como eu, no desemprego, apesar de investir em ene cursos, o exemplo é bom mas é uma exceção danada": comentário de Júlio Alves, de Pirassununga (SP), formado em Tecnologia de Informação, com curso avançado de Inglês e básico de Espanhol, mas desempregado há 1 ano.

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