segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

METEOROLOGISTAS ESTÃO PREOCUPADOS COM A POSSIBILIDADE DE TEMPORAIS NO NATAL E ANO NOVO



Climatempo e INPE informam sobre pancadas de chuva e até temporais ou
 tempestades neste final de 2015 que foi o ano mais chuvoso das últimas 3
 décadas em algumas regiões brasileiras, como por aqui no sudeste



2015 foi bastante chuvoso na primavera e o verão de 2016 terá mais tempestades e raios no sul e no sudestedo Brasil. A previsão é que nestas duas regiões, os temporais aumentem em 20%. É o que apontou pesquisameteorológica divulgada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a causa está sendo agora o fenômeno El Niño, aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico. Quando a temperatura dos oceanosfica maior, muita água evapora, as nuvens que se formam, se deslocam e provocam mais chuva nestas regiões.Por sua vez, o instituto Climatempo nos informa através da meteorologista Josélia Pegorim que todo o país termina a primavera sentindo mais é calor. No sul, a temperatura diminuiu no final da primavera e nesse último fim da semana de 2015 por causa do excesso de nuvens e da chuvarada. Uma frente fria avançou sobre o sul e passou neste domingo entre o litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro.  Mas será que o tempovai refrescar no sudeste até o Natal? Vai ter frente fria no Ano Novo? 

Periga haver temporais mas o bom é que pode não se repetirá a seca de 2014

As duas pesquisas levam em consideração os dados registrados na história da meteorologia no Brasil a partir 
de 1950. Neste ano o El Niño deve durar até o fim do verão de 2016 e ser o terceiro mais forte dos últimos 65
anos,somente menos intenso do que elefoi em 1983 e 1998. Agora, este fenômeno natural e oceânico tem sido
o responsável também por algumas tempestades intensas e concentradas somente no sul do país. Mas no caso 
de um maior fortalecimento  do El Niño, o que pode ocorrer agora, essas chuvas mais fortes sobem mais através 
do país e também  poderão atingir o sudeste e parte do centro-oeste, principalmente o Mato Grosso do Sul. A 
presença de fortes áreas de baixa pressão atmosférica sobre  o norte da Argentina e o Paraguai ali continua sendo
um motivo de preocupação para os últimos dias de 2015, pois funcionam como uma fábrica de temporais que vão mais especialmente para o sul do Brasil. Além disso, no fim do ano, há a
tendência de baixa pressão mais próximo do litoral entre Santa Catarina e São Paulo, o que é
também muito preocupante e poderá até vir a causar instabilidades muito intensas. 

"O El Niño de grande densidade é que modifica a circulaçãoda atmosfera como um todo. Isso muda o padrão de movimentação no ar e muda tambémo padrão de tempestades", comentou Osmar Pinto, coordenador do Grupo de Eletricidade Atmosférica  (Elat) do Inpe. 

As tempestades com raios já aumentaram na região sudeste. Nos últimos 3 meses foram registradas 480 mil descargas elétricas. Aumento de 54% em relação  a este mesmo período do 2014. "Mesmo com raios, trovões, relâmpagos ou 
 pancadas fortes e até temporais ou tempestades, o lado bom deste status do tempo neste final do ano no Brasil é que
tudo indica não se repetirá uma seca tão intensa com a de 2014 sofrida por aqui nas regiões do sudeste brasileiro, onde 
ela foi, numa palavra, nordestina", é o que comenta nosso editor de conteúdo, repórter e ecologista Antônio de Pádua 
Silva Padinha por aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News.  
 

Por aqui no sudeste a tendência são pancadas tipo chuvas de verão...

...mas elas podem se transformar em temporais e em inundações...

Da Bahia para cima a seca nordestina ainda predomina em muitos pontos:
 veja comentários



Fontes: Climatempo/INPE/G1/Terra
            www.folhaverdenews.com 

7 comentários:

  1. As dramáticas secas da região acontecem por duas razões principais. Primeiro, os ventos que refrescam o sertão não conseguem trazer a umidade que causa chuvas nas áreas vizinhas, seja o litoral do Nordeste, o Sudeste do país ou a região amazônica. Segundo, o semi-árido quase não tem lagos e rios volumosos, que poderiam induzir a formação de aguaceiros locais.

    ResponderExcluir
  2. Alguns estudiosos ainda relacionam os períodos de estiagem com a ocorrência do El Niño, o fenômeno de aquecimento das águas do oceano Pacífico que bagunça todo o clima global. Por aqui, a hipótese é que o efeito enfraqueceria a brisa do Atlântico Sul, fazendo com que ainda menos umidade chegasse ao sertão nordestino. "Mas não parece haver relação direta entre as duas coisas. Um levantamento feito entre 1849 e 1985 mostra que, para 29 anos de El Niño, só 12 foram associados com secas na região", diz o pesquisador de clima José Antonio Marengo, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), de Cachoeira Paulista (SP).

    ResponderExcluir
  3. O sertão nordestino realmente recebe pouca chuva, concentrada principalmente nos meses de abril e maio. O índice médio fica entre 500 e 800 milímetros por ano - só para comparar, uma cidade como Brasília (considerada seca) costuma ter 1 500 milímetros de chuva anualmente. As secas mais graves, que acontecem quando o índice médio cai pela metade, aparecem em registros históricos desde o século 16 e são comuns. Calcula-se que a cada 100 anos há entre 18 e 20 anos de falta de chuvas.

    ResponderExcluir
  4. Até agora, o século 20 foi um dos mais áridos, registrando nada menos que 27 anos de estiagem. A seca mais longa começou em 1979. Na "terra ardendo qual fogueira de São João", 50% do gado morreu por falta d’água, a desnutrição explodiu e milhares de pessoas morreram de sede e fome. O verde da plantação só começou a brotar novamente com o retorno das chuvas cinco anos depois, em 1983. Hoje em dia, o que se sente mais é a falta de gestão governamental para minorar a seca nordestina.

    ResponderExcluir
  5. Insira aqui nesta seção seu comentário ou nos envie a sua mensagem à redação do blog navepad@netsite.com.br ou então pro nosso editor padinhafranca@gmail.com

    ResponderExcluir
  6. "O tempo tem sido trágico no Brasil, basta a gente se informar sobre uma previsão simples para aparecerem problemas os mais variados conforme a região, o clima e o ambiente no Brasil precisam de uma gestão com a maior urgência": o comentário é de Adalberto Corrêa da Silva, de Guarujá (SP), que se dedica a promover viagens de turismo pelo Brasil.

    ResponderExcluir
  7. "Por aqui em São Paulo, na Vila Madalena, deu um temporal grande na segunda à noite, vários bairros da zona leste e sul ficaram sem energia elétrica, a gente espera que como há previsão dos meteorologistas haja algumas medidas dos governantes": o comentário é de Nair Bentes, que atua na área de confecções na capital paulista, ela que é de Campos (RJ).

    ResponderExcluir

Translation

translation