quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

O VALOR DA EDUCAÇÃO E DOS PROFESSORES BRASILEIROS SE MANIFESTA COM MÁRCIO ANDRADE BATISTA

Este professor brasileiro da Universidade Federal do Mato Grosso ganha muito destaque agora como um dos finalistas  do Global Teacher Prize que equivale a um Prêmio Nobel da Educação

 

A Agência Brasil e sites nacionais como Terra e internacionais como BBC estão destacando o trabalho do pesquisador e professor Marcio de Andrade Batista que é o único brasileiro entre os 50 finalistas do Global Teacher Prize, uma premiação que tem praticamente o prestígio de um Nobel da Educação: Batista foi escolhido entre milhares de candidatos de 148 países, destes, 29 nações estão representadas entre os finalistas. O vencedor será anunciado em março do ano que vem, em Dubai e receberá 1 milhão de dólares. Vencendo, será visto em todo o planeta como o melhor educador do mundo em 2016. "A grande mídia e a população brasileira precisam descobrir tanto este educador como o valor da educação", comentou por aqui no blog Folha Verde News, o nosso editor, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha. 



Aqui, a foto do professor Batista da UFMT que nos chegou graças ao site Eco Desenvolvimento


Engenheiro químico e professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Batista recebeu a indicação pelo trabalho que faz em escolas do ensino médio público. O segredo? Ele orienta projetos sugeridos pelos próprios estudantes. A ideia é que os alunos desenvolvam interesse pela ciência desde o ensino básico. "Sempre tive como meta mostrar que ser cientista é tão legal quanto ser jogador de futebol ou outra profissão que os alunos admiram. Queria inserir a ciência dentro do rol de interesses dos alunos", argumentou professor Batista.  Com as orientações dele tem nascido projetos como a utilização da casca da castanha de baru, típica do Cerrado da região, para fazer pisos ou a utilização de resíduo de soro de queijo para enriquecer pães e dar mais qualidade à alimentação. Uma das suas  alunas, Bianca Valeguzki de Oliveira recebeu o prêmio Jovem Cientista em Brasília recentemente.
A intenção do Global Teacher Prize é mostrar o importante papel que os professores desempenham, reconhecendo um educador excepcional, que tenha feito um excelente trabalho em sua região. Agora finalista desta premiação de alcance mundial, com humildade o professor Batista conta que "Quando me mudei para cá no Mato Grosso em 2010, vi que a universidade estava muito distante do ensino médio. Moramos em uma região pouco favorecida no sentido de acesso a materiais, laboratório, recursos para pesquisa. Desde o começo minha intenção foi trabalhar com alguns alunos para replicar conhecimentos práticos para problemas reais deles, interligando educação e cultura com a realidade dos jovens daqui do interior do país". Uma outra diretriz do pesquisador r professor Márcio Andrade Batista é a de priorizar pessoas do sexo feminino na sua equipe: "Se dermos apoio a esses meninos, eles vão longe. Mais ainda, as meninas. Vivemos em um país, digamos, machista. Às vezes uma mulher e um homem exercem a mesma função, mas a mulher ganha menos. Essas meninas daqui têm que romper a barreira do machismo, por estarem longe dos grandes centros urbanos e das tendências mais atualizadas de comportamento".  Por sua vez, o Global Teacher Prize está no segundo ano e é oferecido pela Fundação Varkey, fundada por Sunny Varkey, reconhecido internacionalmente pelo trabalho social e cultural feito na educação: "A intenção é mostrar o importante papel que atualmente  os professores desempenham, reconhecendo um educador excepcional, que tenha feito um excelente trabalho em sua região, em sua comunidade", explicou nota da assessoria de imprensa da fundação.
A professora Nancie Atwell, dos Estados Unidos, foi a ganhadora do prêmio em 2015. Professora de inglês, ela deixava que os alunos escolhessem os livros que leriam e os assuntos sobre os quais escreveriam nas aulas. Com a metodologia, cada aluno conseguiu ler em média 40 livros de 14 gêneros literários, além de escrever cerca de 21 artigos de 13 gêneros. Devido ao encorajamento e apoio, muitos dos seus alunos se tornaram redatores, escritores, autores.Agora, um dos focos está sobre o trabalho de um pesquisador que valoriza a juventude do Mato Grosso, o professor e pesquisador Márcio Andrade Batista, um dos favoritos a ganhar o Global Teacher Prize em 2016. Ele já era bastante respeitado na sua região por ter desenvolvido uma bateria solar para Smartphones.


Aqui o Professor Batista com um de suas alunas pesquisadoras Bianca Oliveira


Fontes: Eco Desenvolvimento/Terra/Agência Brasil/BBC
              www.folhaverdenews.com

7 comentários:


  1. O que você faria com US$ 1 milhão? Marcio Andrade Batista sonha com uma viagem. Mas não para alguns dos destinos mais procurados por brasileiros, como Orlando e Nova York. O professor paulista que atua no Mato Grosso quer ir para o Acre - mais especificamente para regiões do estado amazônico que possam se beneficiar de seu projeto de iniciação científica para crianças usando conhecimentos práticos de atividades rurais típicas. Isso mostra o grau de cidadania deste educador exemplar.

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  2. Antes, porém, Batista sonha fazer história no concurso Global Teacher Prize e conseguir se tornar o primeiro brasileiro a conquistar o chamado "Nobel da Educação", valorizando esta profissão cultural no Brasil, perdendo prestígio na sociedade de consumo e na estrutura atual do vida.

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  3. Ele é o único brasileiro na lista de 50 finalistas divulgada nesta semana pela ONG Varkey Foundation - trata-se da primeira vez em três anos de concurso que um representante do Brasil é selecionado, informa o site internacional BBC. O nome do vencedor será anunciado em março, durante um evento em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

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  6. "Esta situação vivenciada agora pelo professor Batista é um contraste com o pouco valor dado à educação, à pesquisa e aos professores e professoras no Mato Grosso, em São Paulo, em todo o país": quem comenta é a professora de Informática, Mariana Becker, de São Paulo (SP).

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  7. "Importante este pessoal do EcoDesenvolvimento divulgar esta conquista, ainda que parcial, do professor paulista Márcio no Mato Grosso, na federal e junto a estudantes do 2º grau, mostrando assim o valor da educação, desprestigiada em São Paulo, no Brasil, em todos os países que não estão avançados": o comentário é de Fabio Fernandes, economista, ligado à Fundação Getúlio Vargas, de São Paulo (SP).

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