terça-feira, 29 de dezembro de 2015

PRÊMIO JABUTI 2015 PREMIOU 27 CATEGORIAS DE LIVROS DE 2575 AUTORES QUE CONCORRERAM NESTE ANO


Marcelo Godoy venceu com o livro documentário sobre o terror no Doi-Codi, "A Casa da Vovó" e  Maria Valéria de Rezende é a autora do livro de ficção premiado neste ano "Quarenta Dias"




 
 

27 autores de diversas categorias foram premiados agora com o Jabuti 2015




 
 
Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou o Prêmio Jabuti 2015: Livro do Ano de Não-Ficção é "A Casa da Vovó"– uma biografia do Doi-Codi, de Marcelo Godoy (editora Alameda), "Quarenta Dias", romance de Maria Valéria Rezende (editora Objetiva) venceu na categoria Ficcão. Esta foi a 57ª edição deste consagrado prêmio e o jovem repórter Maury Santos, esteve ao vivo no Auditório Ibirapuera, para conferir o evento em nome do nosso blog Folha Verde News, ele que mora em São Paulo (SP) e se dedica a reportagens culturais como free lancer. Maury Santos nos informou que as novidades deste ano foram as categorias Adaptação, que reconhece o talento dos escritores que fazem esse trabalho e Infantil Digital. No caso, a CBL reconheceu as mudanças do mercado e registrou a crescente participação digital no mundo dos livros. Esta é a primeira incursão do Prêmio Jabuti no universo tecnológico: "Muitas outras virão”, disse Marisa Lajolo, curadora do prêmio, sobre a premiação dos próximos anos. Foram também entregues os prêmios aos autores vencedores em cada uma das 27 categorias – primeiro, segundo e terceiros lugares. A lista completa de ganhadores da 57ª edição do Prêmio Jabuti pode ser acessada no site oficial: http://premiojabuti.com.br/resultados-jabuti-2015/   O escritor Mauricio de Sousa recebeu uma homenagem especial, em razão da relevante contribuição ao prazer da leitura, na formação de milhares de crianças e jovens leitores, através de seus personagens de quadrinhos tão populares no Brasil. Outras novidades foram anunciadas por Luís Antonio Torelli, presidente da CBL, como o lançamento de um prêmio literário para estudantes de escolas públicas e um detalhe interessante, o mais importante reconhecimento literário do setor editorial brasileiro evidenciou jovens e desconhecidos talentos, que concorreram junto com autores consagrados e alguns conseguiram conquistrar prêmios. Outro destaque, as pequenas editoras, responsáveis pela publicação de muitas das obras que concorreram, fora premiadas ou finalistas do Prêmio Jabuti 2015.  Outro pormenor que chama a atenção foi a grande participação de autores de diversas regiões do país. Foram muitas as ações desenvolvidas este ano, que estimularam a leitura, aproximaram escritores e leitores e deram visibilidade às obras. Uma delas foi o Jabuti entre Autores e Leitores. O bate-papo de ganhadores de edições anteriores do prêmio com o público aconteceu em bibliotecas, livrarias e universidades e também em eventos culturais, como FLIP e Fórum das Letras de Ouro Preto. Esses eventos vão continuar em 2016. Os vencedores do Jabuti foram destacados nas feiras internacionais de livros, como Guadalajara e Frankfurt. O trabalho realizado pelo Brazilian Publishers, um projeto setorial de fomento às exportações do conteúdo editorial brasileiro – resultado da parceria entre a CBL e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Exportações e Investimentos) busca a visibilidade aos livros premiados ano a ano, ajudando a divulgar o conteúdo produzido por escritores brasileiros e a atual qualidade editorial no Brasil.Há que se reconhecer o problema da relativa falta de leitores em nosso país. Embora o Brasil tenha a 5ª maior população e o 7º mercado consumidor, a receita de sua indústria editorial chegou a representar recentemente apenas 2,12% do faturamento mundial do setor. Luís Antônio Torelli, que preside a Câmara Brasileira do Livro, comentou que "este percentual confirma matematicamente a pertinência dos esforços a serem feitos para ampliar o número de leitores no Brasil, este é um fator decisivo para o avanço em indicadores cruciais, como educação, saúde, segurança e distribuição de renda, a melhoria está ligada de maneira intrínseca ao acesso à informação e ao conhecimento". Aqui, nos Comentários, mais informações sobre este fato.
 

 
Maria Valéria Rezende prêmio por Ficção, Marcelo Godoy por uma biografia dos tempos de terror no Brasil

Jabuti premiou poesia de Alex Guarnieri, aqui ao lado do diretor da editora  
Novos talentos são lançados pelo Jabuti, como Carol Rodrigues, 1º lugar em livro de contos


Um documentário sobre um dos centros de repressão na Ditadura (1964/1986)


 Fontes:  http://premiojabuti.com.br
              www.viveiros.com.br
              www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. E A GENTE REPETE AQUI A INFORMAÇÃO CONTUNDENTE: Embora o Brasil tenha a quinta maior população e o sétimo mercado consumidor, a receita de sua indústria editorial em 2014 representou apenas 2,12% do faturamento mundial do setor. O percentual confirma matematicamente a pertinência dos esforços a serem feitos para ampliar o número de leitores no país, fator decisivo para o avanço em indicadores cruciais, como educação, saúde, segurança e distribuição de renda, a melhoria está ligada de maneira intrínseca ao acesso à informação e ao conhecimento.

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  2. No ano passado, foi de 59,3 bilhões de euros o faturamento das 56 maiores editoras de livros do mundo. O número significou avanço de 11% em relação a 2013. O Ranking Global de Editoras é elaborado desde 2007 pela revista francesa Livres Hebdo, em parceria com sites especializados dos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, China e o PublishNews do Brasil, dentre outros. Já a última pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, realizada pela FIPE/USP para a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), mostra que a receita do setor em 2014 foi de 5,4 bilhões de reais, ou 1,26 bilhão de euros (ao câmbio de 7 de outubro de 2015). O valor é equivalente só a 2,12% do resultado mundial.

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  3. Verificaram-se avanços nos últimos tempos no sentido de se ampliar o número de leitores em nosso país, de 1,2 livro/ano, conforme revela a última edição da pesquisa Retratos da Leitura. Esse índice, contudo, ainda está muito aquém do potencial do mercado brasileiro e explica o porquê de nossa participação ainda modesta no faturamento mundial.

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  4. Por isso, aumenta a necessidade de se ampliarem os canais de disseminação do livro, como feiras e festivais, encontros com escritores, leitura nos parques e bibliotecas volantes, dentre outras iniciativas. Esses projetos devem envolver as iniciativas pública e privada, incluindo as escolas, professores e famílias, todos envolvidos na causa do avanço cultural através dos livros.

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  5. É preciso lembrar que o advento da Internet, das redes sociais e demais mídias eletrônicas, em paralelo a todos os benefícios que acarreta à comunicação e ao próprio acesso à leitura, exige que a sociedade tenha mais cultura de base e formação adequada. Afinal, a Web é um território a ser conquistado pela luta cult.

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  6. No mundo de mudanças, problemas ambientais e de violência, a cultura é a melhor alternativa das pessoas e da sociedade para enfrentar os problemas e melhorar o mundo. Dentro deste enfoque, a leitura para todos, portanto, é decisiva e premente um avanço dos livros na realidade.

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  7. Poste aqui nesta seção a sua opinião sobre esta pauta de hoje ou envie sua mensagem para a redação do nosso blog navepad@netsite.com.br e/ou outra opção é vc mandar seu e-mail diretamente pro nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  8. "Importante demais a luta cultural, também os livros,para sermos capazes de mudar e de avançar o mundo": a mensagem é de Izabel Moreira, do Rio de Janeiro (RJ), que faz Psicologia na UFRJ.

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