quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

UM BRASIL LATINO?... COPA LIBERTADORES SERÁ VEÍCULO PARA O PAÍS "CONQUISTAR" A AMÉRICA LATINA


Brasileiros não têm a mesma latinidade que existe em outros países vizinhos



A latinidade tem tudo a ver com a ecologia: curta o clip aqui  no blog da gente



"Não só em termos futebolísticos mesmo, mas também na economia, o Brasil através de alguns dos seus melhores times, pretende conquistar a Libertadores em 2016 e também ser conquistado pela cultura dos outros povos latinoamericanos", comenta por aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News o nosso editor, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha: "Na atualidade o futebol em todo lugar do mundo vem tendo menos conteúdo esportivo ou ecológico e mais como um veículo de negócios, o futebol business é uma realidade, agora, devido a uma série de  circunstâncias econômicas do momento, ele passa a ser também um fator político e cultural novo de aproximação entre todos os que habitam a América Latina e sofrem crises iguais ou semelhantes na economia, no meio ambiente, na vida". Este conteúdo extrafutebol é o destaque aqui do nosso blog hoje, mostrando também os dados de uma pesquisa feita pela USP e que é manchete na BBC.  Um levantamento inédito de opinião pública feito agora na Universidade de São Paulo confirmou o que a história e o senso comum já sugeriam: o brasileiro despreza a América Latina, mas ao mesmo tempo se vê como líder maior da região. Só que no momento, o Brasil precisa do mercado latinoamericano e a tendência, em função também desta necessidade ou interesse econômico, é esta situação mudar a partir de agora. O Brasil conquistará a América Latina e será conquistado por ela?...Esta questão só será resolvida ao longo dos próximos anos mas agora a Libertadores é o canal para a sua definição. De cara, uma realidade, os times brasileiros são considerados rivais a serem batidos, nosso país parece ser pouco latinoamericano também na opinião de outros povos da América Latina.



Mais do que sentido esportivo ou ecológico no maior torneio da bola na América do Sul


Pesquisa da USP mostra Brasil pouco Latino 


A brasilidade precisa se ampliar para um sentimento de latinidade nestes tempos de agora...



Apenas 4% dos brasileiros se definem como latino-americanos, ante uma média de 43% em outros seis países latinos (Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México e Peru).
E mais: quem mora no Brasil avalia que o país seria o melhor representante da América Latina no Conselho de Segurança da ONU, mas não quer livre trânsito de latinos por suas fronteiras nem priorizar a região na política externa. Os resultados estão na edição 2014/2015 do projeto The Americas and the World: Public Opinion and Foreign Policy (As Américas e o Mundo: Opinião Pública e Política Externa), coordenado pelo Centro de Investigação e Docência em Economia (Cide) do México, em colaboração com universidades da região. No Brasil, o responsável pela iniciativa é o Instituto de Relações Internacionais da USP (Universidade de São Paulo), que aplicou 1.881 questionários no país. Em uma das questões, os entrevistados deveriam apontar os gentílicos e expressões com os quais mais se identificavam. A principal resposta foi "brasileiro" (79%), seguida por "cidadão do mundo" (13%), "latino-americano" (4%) e "sul-americano" (1%). O Brasil foi o único entre os sete países da pesquisa em que o adjetivo pátrio ficou entre as três principais opções dos entrevistados. Argentinos, chilenos, colombianos, equatorianos e peruanos indicaram "latino-americano", "sul-americano" e "cidadão do mundo". E a segunda e terceira opção dos mexicanos depois de "latino-americano" foram, respectivamente, "cidadão do mundo" e "norte-americano". O estudo também fez a seguinte questão aos participantes: em qual região do mundo seu país deve prestar mais atenção?
Na mesma linha do item sobre identidade, o Brasil foi o único na pesquisa a não priorizar a América Latina. Na opinião dos entrevistados, o foco da política externa deve ser a África (24%), depois América Latina (16%), seguida de perto por Europa (13%) e América do Norte (9,5%).
Nos outros países a opção pela América Latina predominou, com percentuais de 57% (Argentina) a 30% (Chile e Peru). Estes números podem sofrer mudança agora na disputa do torneio continental de futebol, a 57ª Copa Libertadores da América? A pesquisa que você conferiu dá um sinal do desafio que será para o nosso país, através do esporte, mudar e se tornar um Brasil Latino.  A edição de número 57 da Libertadores, o torneio mais antigo do continente, realizado desde 1960, será disputada a partir de janeiro durante o primeiro semestre de 2016. Os clubes de 15 países estão agrupados em 8 chaves que foram definidas em sorteio dirigido pela Conmebol, confederação de futebol da América do Sul, que sempre tem equipes também da América do Norte e/ou Central que são convidadas para o torneio: devido a circunstâncias enfocadas hoje por aqui, a Libertadores não será somente um torneio ou só a guerra entre equipes rivais como tem sido sempre, mas agora também, uma oportunidade de mercado e até de mudança da realidade cultural e étnica do continente. Será que este resultado será alcançado? Ele é tão difícil de ser prédeterminado como indicar desde já qual será o time campeão da Copa Libertadores da América 2016.


O futebol business e outros interesses estão por trás do maior torneio esportivo da América Latina

 


Grupo 1
River Plate (ARG)
The Strongest (BOL)
Trujillanos (VEN)
Vencedor de Cessar Vallejo (PER) x São Paulo (BRA)
Grupo 2
Nacional (URU)
Palmeiras (BRA)
Rosario Central (ARG)
Vencedor de River Plate (ARG) x Universidad de Chile (CHI)
Grupo 3
Boca Juniors (ARG)
Bolívar (BOL)
Deportivo Cali (COL)
Vencedor de Puebla (MEX) x Racing (ARG)
Grupo 4
Peñarol (URU)
Atlético Nacional (COL)
Sporting Cristal (PER)
Vencedor de  Huracán (ARG) x Caracas (VEN)
Grupo 5
Atlético Mineiro (BRA)
Colo Colo (CHI)
Melgar (PER)
Vencedor de Independiente doel Vale (EQU) x Guaraní (PAR)
Grupo 6
San Lorenzo (ARG)
Grêmio (BRA)
Liga de Quito (EQU)
Toluca (MEX)
Grupo 7
Olimpia (PAR)
Emelec (EQU)
Deportivo Táchira (VEN)
Pumas Unam (MEX).
Grupo 8
Corinthians (BRA)
Cerro Porteño (PAR)
Cobresal (CHI)
Vencedor de Oriente Petrolero (BOL) x Independiente de Santa Fé (COL) 




Nos caldeirões da América do Sul muito mais do que só futebol em jogo



Fontes: BBC - Universidade de São Paulo - Terra - EFE
              www.folhaverdenews.com 

8 comentários:

  1. Logo mais, mais informações e debates sobre esta pauta aqui nesta seção de comentários em nosso blog, onde você já pode postar aqui a sua mensagem.

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  2. Outra opção é você mandar um e-mail para a redação do nosso blog navepad@netsite.com.br e/ou enviar a sua mensagem pro e-mail do nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  3. "Nunca o futebol foi só futebol e agora isso é real mais do que nunca": o comentário é de Geraldo Menezes que nos envia e-mail desde Curitiba (Paraná): ele analisa esta mesma situiação enfocada no blog na Libertadores na Copa SulAmericana, que Geraldo considera como 2ª divisão do futebol do continente: "Aí que o bicho pega mais", segundo a opinião dele.

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  4. "De toda forma tudo isso enfocado neste blog vai aumentar a emoção deste torneio de futebol que as TVs mostram para todo o mundo": quem comentá é Rafael de Salles, de Ribeirão Preto (SP), que atua na área de exportação.

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  5. "Curti bastante o enfoque deste blog sobre o torneio Libertadores, vejo que é mais do que um torneio, ainda mais agora quando o Brasil precisa realmente conquistar o mercado latinoamericano": Maya de Morais, médica fisiatra, de Campinas (SP).

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  6. "O Brasil precisa conquistar e também ser conquistado pelos povos da América Latina a bem da sobrevivência e expansão de todos estes países": o comentário é de Manoel Pereira Barros, de Niterói (RJ), graduado em economia e fazendo hoje uma pesquisa sobre futebol business a partir da história do Garrincha e do Botafogo do Rio.

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  7. "São todos contra o Brasil, na América do Sul, Central e do Norte, acho que nosso país, pode ser através do futebol, deveria tentar conquistar é o mercado da Unidade Europeia, ganharia mais": quem comenta é Isaías Ribeiro dos Santos, de São Paulo (SP), ele que é do interior (Taubaté) e devido a seu trabalho (agência de publicidade) atua há alguns anos na capital paulista.

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  8. "A latinidade tem tudo a ver com a ecologia, mas o futebol, nada a ver, não. De toda forma, valeu a pauta, Padinha": a mensagem é de Henrique Lafaiete, repórter de economia, freelancer, que frequentou a ECA da USP em São Paulo (SP).

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