sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

AGÊNCIAS INTERNACIONAIS DE NOTÍCIAS REUTERS E AP QUESTIONAM EM TODO PLANETA A POLUIÇÃO DA BAIA DA GUANABARA


Dirigente da federação internacional de Iatismo demitido por questionar a poluição da Baia da Guanabara e sugerir que as provas de vela nos Jogos Olímpicos de 2016 sejam em Búzios



O problema crônico da poluição das águas no Rio de Janeiro é destaque de novo na mídia mundial



A demissão em Londres de Peter Sowrey, um reconhecido líder esportivo do Iatismo, que era o presidente da Federação Internacional de Vela, pegou muito mal para as autoridades que organizam os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, Pior ainda, prejudica ainda mais a imagem brasileira no exterior, mostrando o alcance dos problemas socioambientais crônicos da Baia da Guanabara, um dos cartões postais do Rio de Janeiro. As agências Reuters e Associated Press, jornais, rádios e TVs de toda Europa informam que  o esportista Sowrey havia sugerido que por causa da poluição as provas de Vela fossem transferidas para Búzios, "unindo a beleza do esporte com a da natureza neste local". Ainda na virada de 2015 para 2016 vários biólogos brasileiros haviam sido entrevistados e confirmaram que a poluição das águas podiam causar problemas de saúde para os atletas da próxima Olimpíada, da mesma forma que prejudicam a população carioca e fluminense. A organização dos Jogos Olímpicos e autoridades da Prefeitura e do Governo do Rio Janeiro haviam, por sua vez, garantido que 80% da poluição da Guanabara seria controlada ainda em tempo para as disputas já marcadas para o meio deste ano. Porém, agora recentemente, esta porcentagem de despoluição caiu para 60%, oficialmente, embora pesquisadores e técnicos ambientais não acreditem nesta previsão.



Ex-presidente da Isaf, o esportista Peter Sowrey foi demitido por falar a verdade


Prefeito carioca diz que poluição da Guanabara não é um problema olímpico...




A poluição da Guanabara, da Lagoa Rodrigo Freitas e outras águas é um anti cartão postal do Rio e do Brasil



Um contraste com o espírito olímpico, além do mais...



A poluição na Baía de Guanabara, um dos temas mais preocupantes entre atletas e correspondentes estrangeiros que desde já cobrem os Jogos de 2016, não ganhou nenhuma solução sustentável e sim somente mais uma frase de efeito duvidoso, que escandaliza esportistas, ecologistas e toda mídia: "Não é um problema olímpico" insistiu o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, garantindo que os atletas vão competir em raias que estão dentro dos padrões exigidos pelos organizadores do evento. Ele argumenta, para se isentar da sua responsabilidade sobre esta poluição, que "a Baía de Guanabara é um problema das cidades da região metropolitana do Rio, que lançam diariamente esgoto no local".
Imagens que rolam na Internet e em telejornais europeus mostram lixo, garrafas, sofás, carcaças de carros, de eletrodomésticos e sinais evidentes de poluição das águas e doenças causadas por este fato, água cada vez mais contaminadas
. Já o Governo estadual do Rio de Janeiro, responsável pelo projeto da despoluição, anunciou que não atingirá a meta de tratar 80 por cento do esgoto lançado na Baía: "Estima-se que no máximo 60 por cento poderá ser tratado até os Jogos, que ocorrem em agosto, sendo que o nosso estado passa por uma grave crise financeira e ainda não foram realizadas obras de saneamento das cidades que circundam a Baía e lançam o esgoto no local", desculpou-se Luiz Fernando Pezão. Na realidade, o Rio e o Brasil perderam uma grande oportunidade de resolver este gravíssimo problema ambiental, social e de saúde pública dentro dos investimentos para a Olimpíada de 2016.  Faltando cerca de 6 meses para o início dos Jogos Olímpicos e as competições na Baia de Guanabara, os olhos do mundo estarão cada vez mais ligados e atentos para a Cidade Maravilhosa e vão dar de cara com a poluição e a violência do Rio de Janeiro. “Todos estes problemas serão debatidos, debatidos e divulgados em todo o mundo", comentou em off Rodrigo Viga Gaier, ao fazer uma reportagem sobre este tema para a agência internacional de notícias Reuters. Confira aqui no blog na seção de comentários outras informações da Associated Press (AP) sobre estes fatos muito além do que lamentáveis.

 
Análises de biólogos e até eventos testes comprovaram o fato mais do que lamentável

A poluição das águas e a violência do Rio de Janeiro mais uma vez é destaque negativo no exterior


Fontes: br.reuters.com            
             www.folhaverdenews.com 


7 comentários:

  1. Os atletas que vão competir nos Jogos Olímpicos de 2016 terão que nadar e velejar em águas tão contaminadas por fezes humanas que se arriscarão a contrair alguma doença e não poder concluir as provas, de acordo com uma investigação de biólogos divulgadas pela Associated Press e reportadas também por sites como o G1 no Brasil.

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  2. Uma análise da qualidade da água encomendada pela AP encontrou níveis perigosamente altos de vírus e bactérias de esgoto humano em locais de competições olímpicas e paralímpicas. Esses resultados alarmaram especialistas internacionais e preocuparam os competidores que treinam no Rio, alguns dos quais já apresentaram febres, vômitos e diarreia, embora estas notícias sejam pouco divulgadas...

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  3. "A poluição extrema das águas é comum no Brasil, onde a maior parte dos esgotos não é tratada e uma grande quantidade de resíduos puros corre por valas abertas até riachos e rios que alimentam os locais das competições aquáticas dos Jogos Olímpicos", é o que diz uma das notícias da AP.

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  4. "Como consequência, os atletas olímpicos quase certamente entrarão em contato com vírus causadores de doenças, que, segundo alguns testes, estão presentes em níveis até 1,7 milhão de vezes acima do que seria considerado alarmante em praias no sul da Califórnia, Estados Unidos", foi o que avaliou Fred Willians, esportista ligado ao movimento ecológico, de Londres.

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  5. "Apesar de décadas de promessas oficiais de limpar a sujeira das águas, o fedor de esgoto ainda recebe os turistas que pousam no aeroporto internacional Antônio Carlos Jobim. Belas praias estão desertas, porque as ondas chegam à areia cheias de uma lama pútrida e, de tempos em tempos, a lagoa olímpica, Rodrigo de Freitas, fica repleta de peixes mortos em decomposição. O que se tem ali é basicamente esgoto puro”, disse John Griffith, biólogo marinho do instituto independente Southern California Coastal Water Research Project. Griffith examinou os protocolos, metodologia e resultados dos testes da AP. “É água dos banheiros, dos chuveiros e do que as pessoas jogam na pia, tudo misturado, que vai para a água das praias. Isso seria interditado imediatamente se fosse encontrado aqui”, disse ele, referindo-se aos Estados Unidos.

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  7. "Desculpe a baixaria, Padinha, mas desse jeito, os Jogos Olímpicos no Rio vão ser uma bosta": quem comenta é Maria Vaz Pereira Alves, professora de Matemática, que mora perto da Lagoa Rodrigo de Freitas no Rio de Janeiro (RJ).

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