quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

BRASIL ARMADO: NOSSO PAÍS É HOJE O PRINCIPAL EXPORTADOR DE ARMAS PARA OS ESTADOS UNIDOS

Enquanto Barack Obama pede desarmamento, Brasil eleva em 46% venda de armas aos Estados Unidos, um dos países líderes da cultura da violência que predomina hoje na vida


Um negócio que pode chegar a 1 bilhão de reais por ano com as vendas clandestinas de armas made in Brazil


Lágrimas de jacaré?
Entre legal e clandestina exportação brasileira de armas pros States cresceu entre 40 e 70% e tudo isso em apenas um ano...


Está repercutindo internacionalmente a reportagem de João Fellet da BBC em Washington (USA) enfocando que apesar de ser alvo de restrições ( recém-anunciadas pelo presidente Barack Obama) o comércio de armas de fogo nos Estados Unidos só aumenta e tem gerado receitas crescentes para empresas do Brasil. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, só entre janeiro e novembro de 2015, as exportações de armas e munições brasileiras para o mercado americano somaram US$ 134,8 milhões (R$ 543 milhões), uma alta de 45,8% em um ano. O volume de vendas é ainda maior, já que por absurdo que pareça, a legislação brasileira permite que grande parte das transações permaneça sob sigilo. Enfim, não se sabe ao certo qual é o volume de mercado da violência.Os Estados Unidos são o principal destino de exportações de armas leves brasileiras (principalmente pistolas e revólveres econômicos tanto para uso civil como militar). Especialistas que vêm estudando o comércio de armas dizem considerar improvável que as exportações nacionais sejam afetadas pelas novas restrições do Presidente Obama, que chegou a chorar durante anúncio de campanha por desarmamento. "Lágrimas de jacaré?", questiona por aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News o nosso editor, o repórter ambientalista Antônio de Pádua Silva Padinha, que é também ativista do movimento pela não violência: "A venda de armas faz parte de toda uma indústria de variadas formas de violência, ela passa pelo UFC e pela comunicação de massa". Ativistas cobram maior rigor em relação ao problema e  transparência no intercâmbio internacional de armas, também nos comércios locais, negros ou não...Especialistas apontam riscos de desvios e mau uso de armamentos destinados aos americanos. Já surge até uma campanha neste sentido "Armas nas mãos erradas", tentando conter o fluxo que alimenta crimes violentos de várias espécies e em vários países, não só nos States, também por aqui no Brasil, um dos maiores produtores mundiais de armas de guerra e também armamento leves e não letais. "Esta realidade só poderá mudar com nova legislação e com estímulos na realidade para a cultura da vida, da não violência e da paz, algo que é vital dentro de uma gestão pública de desenvolvimento sustentável", analisa o ecologista Padinha. E mais, segundo comentário que vem fazendo Daniel Mack, consultor independente que estuda violência armada atual aqui, em vários lugares do mundo e também nos Estados Unidos, o ATT estabelece uma conexão de responsabilidade entre o exportador e as  violações graves que venham a ser cometidas com as armas: "Ainda que os Estados Unidos não sejam o típico país com graves violações de direitos humanos, vale perguntar quantas das mais de 30 mil mortes anuais por armas de fogo, entre homicídios, suicídios e acidentes, naquele país ocorrem com armas brasileiras?". Essa é a questão que fica no ar, também por aqui no "Brasil Armado"



A produção e o mercado de armas brasileiras cresceu mais de 46% em um ano


Um dos problemas é que o Brasil permite a produção e o  mercado negro de armas   

As exportações brasileiras não são só pros States e sim seriam também para o Oriente, até o EI...


Há toda uma indústria nacional e mundial da violência


Estímulos à cultura da vida, da não violência e da paz também podem mudar esta realidade

Fontes:  BBC

              www.folhaverdenews.com 

9 comentários:

  1. Na terça-feira, Obama anunciou, em um discurso com direito a lágrimas, que o governo americano exigirá que vendedores de armas nos Estados Unidos chequem os antecedentes de cada cliente – mesmo em transações pela Internet ou feiras – e modernizará o sistema de checagem de dados de compradores.

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  2. As medidas anunciadas até com lágrimas por Obama têm caráter executivo (dispensam a chancela do Congresso) e buscam, segundo o Presidente, evitar que armas caiam nas mãos erradas, como as de criminosos e pessoas mentalmente instáveis. No curto prazo, porém, é possível até que as exportações de armas brasileiras para os Estados Unidos cresçam ainda mais. Contradição mas real.

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  3. Um levantamento do jornal The New York Times apontou que, após Obama defender um maior controle sobre o comércio de armas em novembro passado, as vendas de armamentos explodiram no mês seguinte, atingindo um dos maiores valores em duas décadas.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Dados da Taurus – maior empresa brasileira de armas leves – também apontam um bom momento nas transações com os Estados Unidos. Em relatório a acionistas, a companhia diz que suas vendas para o país nos nove primeiros meses de 2015 cresceram 75,4% em relação ao mesmo período de 2014, gerando R$ 356,5 milhões em receitas. O valor representa mais que o dobro das vendas da Taurus no Brasil e 63% de suas receitas totais no período. A empresa se isenta e atribui parte do crescimento também à desvalorização do real frente ao dólar.

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  6. "Mesmo com a desvalorização do real frente ao dólar é inegável o crescimento fora do comum do negócio de armas brasileiras nos Estados Unidos, esta é a realidade que muita vezes autoridades e a grande mídia omitem, enquanto pregam a paz e a não violência": o comentário é de Luiz Antônio Fernandes, ativista de ecologia, que trabalha com arte e cultura alternativa em São Paulo (SP).

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  7. "Não é só Obama mas principalmente a grande mídia e muitas autoridades políticos do lobby das armas, nos Estados Unidos, no Brasil, no planeta, choram lágrimas de jacaré, mas lucram demais com a indústria da violência": o comentário é de Jaime Naves, que é economista que passou pela FGV e diz ter virado ecologista diante da realidade que vê em São Paulo, onde mora, no Brasil e em outros países.

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  8. "Com a situação atual do dólar e mais os interesses do mercado americano, além do lobby do setor, a venda de armas aumenta e aumentará apesar da necessidade e até a compreensão de que é hora de conter a violência civil e militar": o comentário é de Borges Pereira, jornalista, que atua na região de Campos (RJ) em emissoras regionais de rádio e TV.

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  9. "Estou vendo aqui hoje no site Terra que o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, garantiu nesta quarta-feira em um fórum com cidadãos que é necessária uma reforma das leis de porte de armas, e assinalou que "em alguns lugares, comprar uma arma é mais barato que um livro": quem nos envia a informação é Maria de Lourdes Salles, de Campinas (SP)que informa ser advogada, formada pela Unesp.

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