sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

DELÍRIO DE KIM JONG-UN DA CORÉIA DO NORTE MOSTRA QUE SOBREVIVE A LOUCURA DA BOMBA H E DA DESTRUIÇÃO DA VIDA


Em 70 anos mais de 2 mil testes da Bomba H aconteceram apesar dos riscos à paz e à própria vida na Terra 



A loucura militarista da Bomba H permanece: USA e China não assinaram ainda tratado anti testes da ONU


A bomba de hidrogênio que a Coréia do Norte afirma ter testado eleva para 2.056 o número de testes nucleares realizados a nível mundial desde 1945. O primeiro ensaio nuclear foi realizado pelos Estados Unidos em 16 de julho de 1945, a Experiência Trinity, o teste ocorreu a 48 quilômetros de Socorro, próximo de Alamogordo, no Novo México. Após o êxito do teste, Washington lançou em agosto desse mesmo ano duas bombas atômicas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, provocando a morte de cerca de 200 mil pessoas até fins de 1945. As vítimas mortais relacionadas com esses dois bombardeios aumentariam em decorrência dos níveis de radioatividade e das doenças ou sequelas também ambientais que permanecem até hoje. Segundo a Organização do Tratado de Proibição Total de Ensaios Nucleares (CTBTO), o número de testes nucleares realizados nas últimas sete décadas era de 2.055, agora mais um nesta semana, reativando o debate sobre a loucura da destruição nuclear e a urgência da paz em meio à realidade e à cultura de violência da atualidade em todos os países praticamente. A Bomba H de Kim Jong-un foi só um delírio de grandeza ou uma arma psicológica ou estratégica da Coréia do Norte? Existe esta possíbilidade.  O anúncio de que este país detonou com êxito uma bomba de hidrogênio em miniatura deixou céticos muitos especialistas, que afirmam que a atividade sísmica registrada após a explosão indica que foi utilizado um artefato muito menos potente. Segundo Crispin Rovere, especializado em política nuclear e controle de armamentos baseado na Austrália, o terremoto de magnitude de 5,1 detectado nas instalações norte-coreanas de Punggye-ri é muito pequeno para uma bomba como a que Pyongyang anunciou. "Os dados sísmicos que recebemos indicam que a explosão está provavelmente abaixo do que se poderia esperar do teste de uma Bomba H", disse Rovere. "Se fosse uma bomba H de verdade, os níveis na escala Richter deveriam ter sido cem vezes mais potentes, chegando a sete ou mais", comentou Bruce Bennett, um outro especialista em defesa da Rand Corporation. O especialista adverte, no entanto, para o risco de que estas explosões cada vez mais potentes desencadeiem novos terremotos ou radiações, algo que preocupa muito também as regiões chinesas fronteiriças com as instalações norte-coreanas. A China pode retirar seu apoio à Coréia do Norte? Este pequeno país sonha mesmo atacar os Estados Unidos?
Kim Jong-un afirma (sem que tenha sido possível comprovar) que o seu exército dispõe de capacidade para atacar os Estados Unidos, algo que os especialistas acreditam ser improvável. No entanto, o Instituto de Segurança Internacional e Ciência de Washington vem advertindo que a Coreia do Norte está construindo novas instalações no complexo nuclear de Yongbyon. As imagens por satélite sugerem que seriam instalações para separar isótopos capazes de produzir trítio, um componente chave para fabricar bombas termonucleares, capazes também de disparar uma destruição em massa da Terra.



Pelo menos neste tipo de violência o Brasil está fora (pelo menos, por enquanto)


No ranking das potências nucleares, os Estados Unidos lideram com a realização de 1.032 testes nucleares, seguidos pela antiga União Soviética e Rússia, com 715. França (210), Reino Unido (45), China (45), Índia (3), Paquistão (2) e Coréia do Norte, com quatro testes, incluindo este último ensaio anunciado por Pyongyang, são os países que constam da lista. De acordo com os dados da CTBTO, os testes nucleares realizados entre 1945 e 1980 libertaram 510 megatoneladas de energia, equivalente a 34 mil bombas usadas em Hiroshima. Em 1996, quando foi iniciado o processo para o Tratado de Proibição Total de Ensaios Nucleares, as grandes potências estabeleceram moratórias unilaterais, que foram respeitadas até hoje. Só a Índia, Paquistão e a Coréia do Norte quebraram essa moratória. Estes
testes levaram à imposição de sanções internacionais contra o regime norte-coreano.  Na ONU, várias resoluções proíbem Pyongyang de realizar atividades nucleares ou ligadas à tecnologia de mísseis balísticos. O Tratado de Proibição Total de Ensaios Nucleares da ONU já foi assinado por 183 países, dos quais 162 ratificaram o documento. O tratado ainda aguarda pela aprovação de oito países detentores de tecnologia nuclear: China, Egito, Coréia do Norte, Índia, Irã, Israel, Paquistão e Estados Unidos. Sim, Estados Unidos (o pai da Bomba H) e a China, as duas maiores potências econômicas ainda não assumiram o compromisso de não realizar testes de explosões, testes de armas nucleares ou de qualquer outra explosão nuclear. Como explica a CTBTO, entidade que prepara e promove a aprovação do tratado, o protocolo proíbe explosões em toda a superfície do planeta, debaixo de água ou em zonas subterrâneas. Enfim, o perigo de uma destruição em massa do nosso planeta continua. E a urgência da ecologia e da paz é cada vez maior na Terra. 


A ONU e a Humanidade não querem repetir a megatragédia de Hiroshima e Nagazaki

Mas 2056 testes da bomba atômica mostram que a loucura sobrevive

Luta pela paz aumenta agora no aniversário de 70 anos das bombas no Japão

Velho pacifista, sobrevivente de Hiroshima, alerta para que China, Egito, Coréia do Norte, Índia, Irã, Israel, Paquistão e Estados Unidos também assinem como 183 países já fizeram o Tratado de Proibição Total de Ensaios Nucleares


Fontes: Agência Lusa
             www.ecodebate.com.br
             www.folhaverdenews.com

9 comentários:

  1. É essencial que China, Egito, Coréia do Norte, Índia, Irã, Israel, Paquistão e Estados Unidos também assinem, como 183 outros países já o fizeram (inclusive o Brasil)assinem na ONU o Tratado de Proibição Total de Ensaios Nucleares é fundamental para a paz e a própria vida na Terra.

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  2. Esta questão deveria ter sido proposta e debatida com ênfase na Conferência da ONU do clima e do ambiente que aconteceu na França em Paris, em dezembro.

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  3. Desde que J.R. Oppenheimer construiu em 1946 nos Estados Unidos, ao final da Segunda Guerra Mundial a bomba atômica, o pesadelo dos pacifistas hoje continua com os ecologistas e os cientistas, mesmo porque as autoridades governamentais dos países não mostram a mesma determinação.

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  4. Logo mais, mais informações, entre aqui nesta seção e deixe o seu comentário ou envie um e-mail para a redação do nosso blog navepad@netsite.com.br e/ou direto por nosso editor padinhafranca@gmail.com

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  5. "70 anos depois da loucura dos USA em Hiroshima e em Nagazaki no Japão continua no ar a ameaça de mais bombas H em vários conflitos em variadas regiões da Terra, algo que pode levar realmente a uma destruição em cadeia e em massa da vida na Terra": quem comenta é Pedro Alcântara, que se considera um pacifista e é formado em História na Unesp, hoje atuando em projetos editorais em São Paulo (SP)

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  6. "A loucura da Coréia do Norte é pouca diante dos testes de Bomba H que continuam fazendo os Estados Unidos e a China": o comentário é de Jonas Pereira Barros, do Rio de Janeiro (RJ) que fala ainda que "estes testes podem acabar levando a uma destruição em massa e em cadeia da vida no planeta".

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  7. "Por que a ONU não colocou esta questão do Tratado de Proibição de Testes da bomba nuclear, aproveitando a mobilização no fim de ano em Paris para a Conferência do Clima? Isso mostra que o problema é mais grave e profundo do que parece ou do que a mídia fala": quem comenta é Maria Lúcia Neves, de Santos (SP), que manda informações sobre J.R.Oppenheimer, o inventor da bomba atômica, "que usou para a destruição e a guerra os avanços da ciência, de Einstein e outros pesquisadores".

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  8. "Seja comércio legal ou clandestino de armamentos, seja testes assumidos ou não da Bomba H, o que tem prevalecido em alguns países mais do que em outros é a indústria da violência e da destruição da vida": a mensagem é de Beatriz Moreira, autora de uma série de poesias contra as guerras e pela paz, que nos enviou. Em breve as postaremos em matérias de nosso blog da não violência. Parabéns, Beatriz, ecologista de BH, Minas.

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  9. "Estes fatos espelham bem a atualidade de violência que o ser humano "promove" em quase todo o planeta, por aqui também, de outras formas, com outros tipos de bombas, mais sutis": o comentário é de Geraldo de Assis, de Campinas (SP), engenheiro civil formado pela Unesp.

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