segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

FALTA DE MELHOR ESTRUTURA NA VIDA CULTURAL E NA EDUCAÇÃO PREJUDICA A IMAGEM DO PAÍS E O AVANÇO BRASILEIRO


Por falta de apoio a pesquisadores as universidades do Brasil foram barradas no THE, ranking das melhores do mundo (Times Higher Education)



Estão no processo final do trabalho os pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) que vêm desenvolvendo há meses um protótipo de uma telha sustentável,  feita principalmente com fibras naturais comuns na região amazônica, como a malva e a juta,  além de uma argamassa que inclui areia, resíduos de cerâmica e pouco cimento.  Essa composição, segundo o subcoordenador da pesquisa, o doutor em engenharia João de Almeida Melo Filho, da Ufam (Universidade Federal da Amazônia). dá mais resistência ao material e pode melhorar a sensação térmica nas residências localizadas nas regiões mais quentes e atenuar a onda de calor a bem também do meio ambiente desequilibrado em quase todas as regiões brasileiras. O projeto recebeu o apoio da Fapeam, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas. A entidade concede R$ 50 mil, por meio do programa Sinapse da Inovação, para o desenvolvimento de tecnologias inovadoras. Nesta fundação, o número de variadas bolsas de estudo para pesquisa cresceu 24% em 2015 e poderá aumentar ainda mais em 2016 o apoio ou a subvenção econômica para desenvolver ideias de inovação tecnológica. 40 projetos atualmente estão em desenvolvimento. Boa notícia porém o apoio a pesquisadores na realidade brasileira ainda é exceção, é precário, tanto que as universidades do Brasil foram barradas no ranking mundial das 200 melhores do mundo. Em algumas classificações mais alternativas, a Fundação Getúlio Vargas, a USP, a Unicamp e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ainda se destacam. Está nesse caso o ranking feito pela International Harold Tribune, que é ligada ao New York Times. Mas, no ranking oficial e universalmente mais aceito em todo o planeta, o Brasil está fora da relação das 200 melhores universidades. O ranking mundial chamado de Times Higher Education (THE) tem como um dos critérios mais importantes para a eleição das melhores do ensino universitário, investimento em pesquisas, intercâmbio com os principais mestres internacionais, número de trabalhos publicados em revistas científicas de ponta no mundo. Assim, o Instituto de Tecnologia da Califórnia foi eleito a melhor universidade do mundo, segundo o World University Rankings 2015. Até o final de 2016 esta classificação deverá mudar muito pouco. Este Instituto de Tecnologia é seguido pela inglesa Universidade de Oxford e pela também americana Stanford. A Universidade de Cambridge, o MIT e a renomada Harvard aparecem em sequência nas 4ª, 5ª e 6ª posições, respectivamente. Em comparação ao ranking de 2014, a Harvard teve a queda mais expressiva entre as top 10. Ela estava na segunda posição e caiu quatro colocações em apenas um ano. Isso não serve de consolo aos brasileiros. No total. a mais recente edição do THE conta com
800 universidades em 70 países. 29 a mais em comparação aos anos anteriores. Foram incluídos países como Indonésia, Malásia, Gana, Qatar, Ucrânia..As universidades norte-americanas e inglesas ocupam as primeiras posições. Para chegar às 800 melhores instituições do mundo, o Times Higher Education leva em consideração o número de pesquisas de de grande valor publicadas em revistas e jornais científicos, maior investimento nos pesquisadores, assim como citações em outras pesquisas feitas em outros países, também a reputação de professores, nível educacional dos docentes e número de estudos pesquisados por eles, entre outros indicadores, como o uso da língua inglesa, o único critério mais questionável. Enfim, isso pega mal para a imagem brasileira no mundo e deveria provocar um mudança no país, com uma revalorização da educação em todos os níveis, mesmo porque sem este investimento no avanço cultural da população e das universidades também, o Brasil continuará em queda no contexto internacional da educação, educação que talvez seja hoje o fator número um para o desenvolvimento sustentável de uma Nação, equilibrando economia e ecologia.



A Fundação Getúlio Vargas é uma exceção no Brasil, mas em termos mundiais....

...assim como a própria USP precisa de um grande avanço estrutural

A Unicamp vem melhorando devagar a posição nos últimos rankings

A Unesp está carente de mais investimentos em pesquisa e tecnologia
  
Por aqui na região a Ufscar avançou mas não ainda o necessário


O Top 10 das universidades em todo o planeta

 1. California Institute of Technology
2. University of Oxford
3. Stanford University
4. University of Cambridge
5. Massachusetts Institute of Technology
6. Harvard University
7. Princeton University
8. Imperial College London
9. ETH Zürich – Swiss Federal Institute of Technology Zurich
10. University of Chicago


Fontes:  Reuters/BBC/G1
              www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. Logo mais, aqui nesta seção, comentários e outras informações mais sobre esta pauta de muita importância para um desenvolvimento de verdade do país.

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  4. "O Brasil que investe tanto em futebol caiu ultimamente no ranking da Fifa, com metade deste investimento, os pesquisadores das universidades brasileiras estariam no topo do ranking mundial": o comentário é de Rogério Abrahão, de São Paulo (SP),que trabalha com tradução para inglês.

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  5. "Má notícia, no mesmo dia da morte de David Bowie. Ele fazia show do horror. Já as universidades daqui do país são horrorosas sem show": o comentário é de José Prestes, de Campinas (SP), produtor cultural.

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  6. "Este ranking Times Higher Education (THE) é muito respeitado e assim por cima, pelo que vi, justo: as nossas universidades, com raras exceções, não têm educação e cultura de fato, dão um diploma e não criam uma geração de sábios": quem comenta é Maria Alice Pereira, de Salvador, onde chegou a cursar a Faculdade de Música na Universidade da Bahia. Atua com arte afro e alternativa.

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  7. "Gostaria de fazer meu TCC de Pedagogia sobre as universidades do nada, a cultura que falta e a educação que não tem": o comentário é de Alba Miranda, que pretende entrar em alguma universidade pública por não ter dinheiro para pagar mensalidades nas particulares, ela é de Uberaba (MG) e está em São Paulo.

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  8. "Vai ser muito difícil qualquer universidade brasileira entrar no Top 1o da THE, acho que é mais fácil David Bowie como Lázaro ressuscitar": quem comenta é Geraldo Souza, estudante de Engenharia na Unesp.

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