terça-feira, 26 de janeiro de 2016

PAISES DA AMÉRICA LATINA DEBATERÃO ECONOMIA PORÉM NÃO ENFOCAM OS PROBLEMAS DA ECOLOGIA NO CONTINENTE



Problemas socioambientais da América Latina estão fora da pauta na Celac que começa nessa quarta-feira no Equador


22 Presidentes (inclusive do Brasil) e primeiros-ministros de toda a América Latina e Caribe já estão rumo a Quito, capital do Equador, para a quarta cúpula da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), Quito já confirmou a presença das 33 delegações dos países-membros da Celac  com os Presidentes e premiês: os temas oficiais serão a integração regional, o combate à pobreza e a redução das desigualdades na região, a partir de um avanço da economia nesta região do planeta. Porém, na atualidade, não se pode dissociar mais os problemas econômicos dos ecológicos sob pena de não se conseguir soluções estruturais e sustentáveis. Em toda a América latina a questão socioambiental, extremamente grave em todos estes países, não está em pauta e assim, a Celac, segundo especialistas, pode ser furada já a partir desta omissão. Em todos estes países, muitos cientistas e ecologistas, assim como a gente nos blogs Folha Verde News e Flash de Ecologia, damos este alerta, na expectativa de mudar a tempo e fundamentalmente o conteúdo dos debates.


Sem o debate dos problemas ambientais o debate da economia fica insustentável e só protocolar


A biodiversidade da América Latina é a mais abundante do mundo, abriga inúmeras espécies de plantas e animais, mas existe uma crise ambiental causada por diferentes fatores: industrialização, contaminação e uso inapropriado e excessivo de recursos naturais, desequilibrando os mais variados ecossistemas, algo que influi diretamente também no contexto dos problemas econômicos destes países. A seguir um Raio X desta questão. Uma grande quantidade de incêndios florestais ocorre pela criação de espaços para a agricultura e pecuária através da destruição da superfície florestal pelo desmatamento e queimadas. A ecologia da região está fortemente afetada por usos nocivos das áreas silvestres: caça, queima, dano de habitat, permitidos em sua maioria por autoridades ou donos de terras de maneira irresponsável, prejudicando as cadeias alimentares e por seguinte o ecossistema. Os excessos de práticas de pesca, construção, exploração de petróleo, entre outras, acarretam na extinção de mais de mil espécies ao ano.   falta de normas específicas referentes à contaminação do ar cujas fontes são a indústria em geral e veículo automotivos, além de ter sérias repercussões ambientais com a deterioração da camada de ozônio, está gerando graves problemas de saúde humana que são em nível continental e mundial. As águas residuais, tanto do setor agrícola como da indústria, contaminam os rios afetando a água potável, gerando enfermidades em humanos e a morte de organismos que habitam estes importantes espaços aquáticos. Práticas agrícolas não regulamentadas fazem com que haja a erosão do solo, afetando sua fertilidade e a qualidade da água. O impacto combinado destas crises locais, agravadas pelo aquecimento global, conduz a secas, inundações, ondas de calor, elevação da maré e derretimento de geleiras e placas de gelo, podendo levar os sistemas naturais e as sociedades que dependem deles a uma situação limite, em breve, uma situação que têm influência estrutural na vida econômica da América Latina, a solução sustentável passa por um novo modelo de desenvolvimento que equilibre ações econômicas e ecológicas. 

A economia verde ou o desenvolvimento sustentável é o tema mais urgente da atualidade


Fontes: BBC
              www.hannainst.com.br
              www.folhaverdenews.com 

9 comentários:

  1. Sem a inclusão dos temas socioambientais os debates sobre os problemas da América latina ficarão apenas protocolares e a Celac mais uma vez não levará a nada de mudanças na realidade dos países desta região do planeta, já sofrendo grande crise.

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  2. Você concorda com esta visão crítica? Tem alguma informação ou opinião sobre a Celac 2016 em Quito, no Equador, nesta semana? Entre aqui nesta seç~]ao de comentários e aguarde nossa edição.

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  3. Você também pode enviar a sua informação, mensagem ou opinião para a redação do nosso blog de ecologia e de cidadania navepada@netsite.com.br

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  5. "A América Latina é a mesma realidade ampliada do que se apresenta no Brasil e concordo com esta visão crítica dos problemas dos nossos países": o comentário é de Geraldo Torres, estudante de Economia na USP em São Paulo.

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  6. "De fato acho difícil que se chegue a uma posição comum sobre a crise política na Venezuela, por exemplo. E transformar essa numa organização mais econômica, como propõem alguns, não seria uma tarefa simples. Mas esse é um fórum em que se pode discutir as mais diversas questões relevantes para a região – e em alguns temas pode haver comunhão de interesses": quem comenta é Luis Fernando Ayerbe, especialista em América Latina da Unesp.

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  7. "A Colômbia por exemplo já pediu que integrantes da Celac, junto com a ONU, supervisionem o cessar-fogo do processo de paz com a guerrilha - o que interessa a toda região", exemplifica em matéria na BBC o subsecretário-geral do Itamaraty para a América do Sul, Paulo Estivallet: "A Celac não tem vocação para ter uma agenda que cubra todos os temas.Mas em muitos deles há grande coincidência, como na questão do desenvolvimento. E em como lidar com a desigualdade"

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  8. "E em parte em função dessas dificuldades citadas nesta materia aqui, ausência de temas ambientais, há algum tempo há quem defenda uma ampliação da pauta da Celac. No ano passado, a própria Dilma Rousseff propôs uma extensão das atribuições do grupo para incluir ações de comércio e integração econômica. Mas realmente, não há sinais de que a discussão será sustentável, ampliando o foco da economia até a situação da ecologia": o comentário é de José Patrocínio Mendes, de Belo Horizonte, ligado à UFMG, citando também dados da matéria da BBC.

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  9. "Achei legal que hoje quando a mídia começa a falar da Celac desde ontem este blog já informa que esta reunião cara e internacional poderá ser mais uma vez apenas protocolar, não resolvendo os problemas da América Latina": agradecemos a mensagem que nos envia José Álvaro Alves, de São José do Rio Preto (SP), empresário de açúcar e álcool.

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