segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

SITE BRASILEIRO AO INVÉS DE RETROSPECTIVA DO PASSADO PROJETA O QUE PODERÁ SER O NOSSO FUTURO



Envolverde alerta sobre problemas urbanos de 2106 que será um ano de eleição e de decisões: um universo mais de desespero do que de esperança?



Nas grandes e também já nas médias cidades o trânsito em transe trava a mobilidade urbana


"Ao contrário de fazer uma retrospectiva de 2015, o mais importante é lançar um olhar sobre os próximos 12 meses e ver como fazer de 2016 um ano realmente relevante para a nossa história. O ano começa carregando passivos ambientais, políticos e econômicos importantes, o que vai exigir muito trabalho, boa vontade e inovação para reverter o quadro de desalento que se espraia desde 2014 sobre a sociedade brasileira e boa parte do mundo", é o lead da matéria em Envolverde, site que destaca também no seu webespaço as perspectivas do jornalismo ambiental. Por ser importante. original e de muito valor este enfoque, nós aqui no nosso blog da ecologia e da cidadania queremos ampliar este debate e também trazer para as pequenas e médias cidades do nosso interior este enfoque de criação do futuro, que tem sido um dos temas preferenciais do Folha Verde News. Ele pode ser positivo, se estimular transformações na realidade de agora, cheia de problemas e de total desconfiança nas autoridades públicas e políticas. Aqui no blog da gente concordamos que o Brasil de 2016 deverá ser o ano para o grande debate de políticas públicas urbanas. Em outubro haverá eleições municipais e as cidades enfrentam dilemas importantes em saúde, educação, habitação, mobilidade e outros temas fundamentais para a cidadania e para a qualidade de vida de cerca de 75% da população do país, que vive nos 5.561 municípios do país, segundo dados recentes do IBGE.  O universo urbano brasileiro é formado por 31 cidades com mais de 500 mil habitantes e 196 com população entre 100 mil e 500 mil habitantes, como é o caso de Franca (SP) de onde estamos editado esta postagem hoje. E todas estas cidades concentram 153 milhões de pessoas. "O debate e a solução sustentável destes problemas que já viraram dramas é tão essencial quanto urgente, também do ponto de vista humanitário e até de condição humana de vida", comenta por aqui nosso editor, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha, que vem fazendo para o Folha Verde News e para o Flash de Ecologia um levantamento das dificuldades locais e regionais, do nordeste paulista, do sudoeste mineiro, desta macrorregião do interior do país que vai da Serra da Canastra e da nascente do São Francisco, através do Rio Grande, da rede de hidrelétricas, que abastecem todo o sudeste brasileiro, uma região ainda indefinida entre ser um polo de futuro para a Nação ou um núcleo de problemas tão grandes na economia, na ecologia e na vida da população que realmente estão precisando de um debate mais amplo e de soluções que sejam sustentáveis para gerar um desenvolvimento de verdade. Por exemplo, estavam previstas placas de Energia Solar sobre as represas das nossas hidrelétricas para setembro de 2015, indicada por cientistas para o Ministério do Meio Ambiente, no sentido de evitar o uso complementar de termelétricas no Brasil e assim ajudar a despoluição ambiental e atenuar o sufoco dos consumidores de energia elétrica, por aqui e em todo o país, necessitando urgente de uma nova estrutura energética, como a Solar, a Eólica, a Biomassa. Mas esta mudança, necessária para conter também o caos conforme a Conferência do Clima da ONU,  com certeza, infelizmente, não está programada ainda  para este ano de 2016. A questão energética é crucial para as nossa cidades hoje.


 
A questão humanitária e de condição humana de vida precisa ser um outro enfoque de mudanças

O lixo, o não saneamento básico e todas as formas de poluição...

...afetam mais as periferias de todas as cidades



 
No interior, em todo país, em todo planeta urgente a transformação sustentável



É um sufoco em variadas dimensões


Esse cenário coloca as problemáticas aglomerações urbanas do Brasil no centro das atenções das políticas de sustentabilidade. Cidades são as áreas mais afetadas pelas mudanças climáticas e, também, os maiores consumidores de energia, combustíveis e recursos naturais do planeta. Apenas como referência, um estudo internacional publicado na revista científica Nature alertou que o custo mundial das inundações nas cidades poderia aumentar para US$ 1 trilhão por ano até 2050, e os prejuízos poderiam se propagar por todos os cantos do planeta. Esse mesmo estudo aponta que quase 830 milhões de pessoas vivem em periferias urbanas com graves deficiências em infraestrutura e serviços. Isso torna as cidades as áreas mais vulneráveis a eventos climáticos extremos.  Um outro estudo, desta vez do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) aponta que as concentrações urbanas são responsáveis por até 80% das emissões mundiais de gases estufa e calcula-se que até 2050 devem abrigar 70% da população mundial, que também deve crescer dos atuais 7,4 bilhões de pessoas, para perto de 9 bilhões de seres humanos. Retomando o cenário brasileiro para 2016, as cidades devem estar no centro das atenções. Até 2014 as cidades sedes da Copa do Mundo receberam investimentos em infraestrutura e mobilidade urbana, no entanto muitas dessas obras ficaram pendentes, sem conclusão ou pior, tiveram seus recursos desviados em esquemas fraudulentos entre políticos e empreiteiros. Com a Conferência do Clima, em Paris, os principais governos do mundo se comprometeram a uma profunda transformação da economia em direção ao controle da temperatura planetária. Essa promessa terá de ser assumida principalmente pelos governos locais, as prefeituras, que são responsáveis pelo habitat humano, pela mobilidade das pessoas e das cargas, pela saúde e boa parte da educação. Este contexto nacional coloca as eleições municipais de 2016 entre as mais importantes já realizadas. Há um choque entre o passado e o futuro à vista. Como serão as cidades que irão atravessar o século 21 deve ser decidido neste ano, nestas eleições. Só que há uma questão ética e uma dificuldade de cidadania, a corrupção dos políticos e a desconfiança da população, que colocam até as eleições numa situação limite. Elas estão mais para o desespero do que para uma esperança de solução para os problemas e os impasses da atualidade.  E neste universo surge como agravante maior o crescimento da violência na realidade.


Dois destaques negativos da realidade os problemas de saúde e de violência


Fontes: www.envolverde.com.br
             www.folhaverdenews.com

6 comentários:

  1. No caso de Meio Ambiente, o site Envolverde situa no seu editorial que o jornalismo ambiental praticado pela sua equipe em 2106 "terá como desafio as necessidades de informações para que essa transição possa seguir em boa direção, dentro da normalidade democrática e com debates estruturados em torno dos temas mais relevantes do desenvolvimento humano".

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  2. A transformação dos processos econômicos em direção a uma economia de baixo carbono e de qualidade de vida para as pessoas vai precisar de muita informação, conhecimento e inovação, além da boa vontade da população e da ação das autoridades. As pessoas hoje têm como uma das principais necessidades o acesso a informações relevantes que ajudem a pavimentar o caminho para o futuro. Este é também objetivo de sites e de blogs socioambientais que destacamos sempre a oportunidade e a importância da informação livre de outros interesses e de lobbies que costumam limitar a expressão da realidade na grande mídia.

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  3. A liberdade e o alcance da informação é o grande trunfo que a gente tem na atualidade da nossa webmídia, embora o desafio diante de tantos problemas estruturais no Brasil (por aqui também) seja numa palavra monstro.

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  4. Logo mais mais informações nesta seção de comentários, entre aqui com a sua opinião ou mande sua mensagem para o e-mail da redação do nosso blog navepad@netsite.com.br e/ou ainda diretamente pro nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  5. "O que será de 2016? Sew a gente nem ao mesmo debater e projetar nosso futuro imediato, será pior ainda do que é hoje": a opinião é de Jerônimo Vaz Carvalho, de São Paulo (SP), que atua como vendedor e representante comercial no nordeste paulista de empresas de informática.

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  6. "Quando os problemas não são resolvidos, isso cria um alimento para aumentar a violência da realidade": quem comenta é Elenice Vieira, de Juiz de Fora (Minas), ela que faz Jornalismo na UFMG.

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