sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

ESPECIALISTAS DA ONU DECIDEM QUE JULIAN ASSANGE DEVE SER LIBERTADO E INDENIZADO

Segundo a agência France Press a prisão por 3,5 anos do líder do WikiLeaks foi arbitrária mas autoridades da Suécia, do Reino Unido e dos Estados Unidos podem não acatar esta decisão 


Nem a ONU consegue concretizar a libertação de Julian Assange

Julian Assange afirmou na sua conta no Twitter que "como eu levei a melhor na decisão da ONU, isso significa que três estados atuaram ilegalmente, espero a devolução imediata do meu passaporte, o fim de eventuais tentativas de me prender e a a retomada da minha liberdade de expressão"


Se os governos sueco, britânico e norteamericano não acatarem a decisão de especialistas da Organização das Nações Unidas, a situação de Julian Assange continuará difícil, se ele sair do "exílio" na Embaixada do Equador em Londres, poderá ser preso de novo, enviado para a Suécia e depois extraditado para os USA, onde corre até risco de vida. Fundador do WikiLeaks, refugiado na embaixada equatoriana na capital inglesa para evitar uma ordem de detenção europeia, foi "detido arbitrariamente" pela Suécia e pelo Reino Unido, afirmou com todas as letras e oficialmente um comitê da ONU, que pede que esses dois países o libertem e o indenizem. É certo porém que os governos britânico e sueco rejeitaram desde já esta decisão. "A situação também de Direito Internacional fica mais confusa ainda e o pior é que envolve uma ameaça à liberdade de informação, também na Internet, se um jornalista é desrespeitado, todos são", comenta o repórter e ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha, nos blogs Folha Verde News e Flash de Ecologia.

Privado de liberdade e em situação precária na embaixada onde está "exilado"...


...mesmo pós-decisão favorável da ONU o líder do WikiLeaks continua detido arbitrariamente
ONU se manifesta oficialmente a favor da liberdade de Julian Assange 
"Julian Assange foi detido arbitrariamente pela Suécia e pelo Reino Unido desde sua prisão em Londres em 7 de dezembro de 2010", afirmou o grupo de trabalho da ONU sobre a detenção arbitrária em um comunicado. Os cinco especialistas independentes convocam as "autoridades suecas e britânicas" a colocar fim a sua detenção e a respeitar seu direito de receber uma compensação.
Assange, um hacker positivo de computador que enfureceu os Estados Unidos ao publicar centenas de milhares de correspondências diplomáticas norte-americanas secretas, está abrigado na embaixada equatoriana desde junho de 2012 para evitar uma investigação de estupro armada contra ele na Suécia e que acabaria por levá-lo a uma extradição para os Estados Unidos.  "As diferentes formas de privação de liberdade às quais Assange se submeteu constituem uma forma de detenção arbitrária", explicou o sul-coreano Seong-Phil Hong, que dirige o painel."O grupo de trabalho estima que a detenção arbitrária de Assange deve cessar imediatamente". Os especialistas consideram que o fundador do WikiLeaks foi submetido a diferentes formas de privação de liberdade: "detenção inicial na prisão de Wandsworth em Londres" em regime de isolamento, "seguida de prisão domiciliar e depois confinamento na embaixada do Equador". Também criticam o modo de agir da procuradoria sueca, ao estimar que sua "falta de diligência" provocou "a longa privação de liberdade" de Assange.
Iso tudo porque o WikiLeaks vazou centenas de milhares de documentos secretos militares e diplomáticos que colocaram Washington em uma situação embaraçosa diante da opinião pública mundial, estarrecida com as informações obtidas por este jornalista independente. Mas, infelizmente,
a decisão do painel da ONU não é juridicamente vinculante. Em resposta, o governo britânico rejeitou ainda nesta sexta-feira a decisão do comitê legal da Organização das Nações Unidas. "Assange nunca esteve detido arbitrariamente pelo Reino Unido. De fato, está evitando voluntariamente uma detenção legal ao escolher permanecer na embaixada equatoriana", afirmou contrariando o bom senso e os fatos um porta-voz em um comunicado da Chancelaria Britânica. O caso ainda está insolúvel e agora, além do desrespeito à liberdade de expressão de Julian Assange, está sendo também desrespeitada a decisão da ONU.
 

Mais uma vez um escândalo ligado à liberdade de informação e de cidadania


Fontes: AFP/UOL/ONU
              www.revistaforum.com.br
              www.folhaverdenews.com 


9 comentários:

  1. Nós que nos últimos 5 anos estamos aqui no blog da ecologia, da cidadania e da não violência defendendo em variadas circunstâncias a liberdade de informação, consideramos que este é um momento histórico no jornalismo e triste no direito de cidadania.


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  2. Através destas fontes citadas em nossa postagem de hoje e do próprio Twitter de Julian Assange, estaremos buscando a notícia da decisão e da sequência dos acontecimentos. Aguarde e confira aqui.

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  3. Desde já coloque aqui nesta seção o seu comentário ou envie sua mensagem por e-mail para a redação do nosso blog navepad@netsite.com.br e/ou direto para o nosso editor padinhafranca@gmail.com

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  4. "Acho isso um absurdo, com tantos criminosos soltos por aí vão prender um jornalista nestas condições, mesmo que ele tenha tido outros problemas na Suécia, o que se destaca é a sua luta cultural": a opinião é de Luíza Helena Santos, estudante de Jornalismo na Unesp em Bauru (SP).

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  5. "Estou ligado nessa situação e acho também que ela é histórica e importante para a liberdade de expressão": o comentário é de Paulo Azevedo Monte, produtor cultural, de Santo André (SP), que nos enviou material do jornal Grande ABC sobre o fato.

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  6. "Seja qual for a decisão da ONU, das justiças britânica e sueca e até dos Estados Unidos, está evidente que este jornalista está sofrendo uma perseguição política, mesmo que tenha errado em alguns pontos, como no caso sexual na Suécia, que também pode ter sido uma armação contra ele": quem comenta é José Pereira Alves, do Rio de Janeiro (RJ), advogado que acompanha este caso há 5 anos, como nos diz no seu e-mail.

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  7. O grupo de trabalho sobre detenção arbitrária da ONU concluiu que a reclusão do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, na embaixada do Equador em Londres representa uma detenção ilegal, anunciou a Agência Lusa. As decisões do painel da ONU já influenciaram a libertação de personalidades como a birmanesa Aung San Suu Kyi e o jornalista do Washington Post Jason Rezaian. Porém, parece que desta vez os especialistas da Organização das Nações Unidas não serão ouvidos.

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  8. E atenção: Assange afirmou na sua conta no Twitter que, se a ONU tivesse anunciado nesta sexta-feira que ele perdeu o caso contra o Reino Unido, States e a Suécia, ele deixaria a Embaixada do Equador e aceitaria a detenção pela polícia britânica, "uma vez que isso me deixaria sem perspectiva significativa paera um futuro recurso". "Contudo, como eu levei a melhor é urgante que se conclua que os Estados atuaram ilegalmente, espero a devolução imediata do meu passaporte e o fim de eventuais tentativas de me prender".

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  9. A BBC e o G1 ainda informam que o jornalista australiano pode ser processado nos Estados Unidos pela publicação de 500 mil documentos secretos da Defesa norte-americana relativos ao Iraque e ao Afeganistão e 250 mil comunicações diplomáticas, segundo o G1. Assange está há mais de três anos refugiado na embaixada equatoriana em Londres, ao término de um processo legal no Reino Unido que decidiu por sua extradição à Suécia, onde é investigado por crimes sexuais. Tabloides sensacionalistas de Londres afirmam que estes crimes sexuais foram armados para justificar a perseguição a Julian Assange, do combativo WikiLeaks.

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