segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

ESTA TRIBO DA AMAZÔNIA VIVE SEM NÚMEROS, SEM MATEMÁTICA E SEM O CONCEITO DE CONSUMO

O dia a dia do povo Pirahã é um mundo sem números e nada parecido com o Brasil atual 




A população Pirahã não chega hoje a 500 pessoas no vale do rio Maici


A BBC está destacando um povo da floresta, que vive quase isolado do Brasil da atualidade e da sociedade de consumo, entre o Amazonas e Roraima, a aldeia Pirahã é uma sociedade que nem tem palavras para designar números, o próprio conceito de números é inexistente. É uma outra cultura, fora da civilização atual, diferente, aos invés de 1, 2, 3 etc, estes indígenas apenas contam só muito, pouco, alguns. Eles também não são ligados em ter ou em competir para possuir algo a mais do que o outro. Assim vive o povo Pirahã, uma tribo seminômade que habita o vale do rio Maici, na fronteira entre os Estados do Amazonas e Rondônia, no norte do Brasil. A língua falada pela tribo, o idioma Pirahã não possui palavras que sejam usadas para contar. "Eles estão tão afastados da realidade atual industrializada e de consumo tanto quanto se pode imaginar”, disse Daniel Everett, pesquisador da Bentley University, em Massachusetts, Estados Unidos. Este cientista  morou com os Pirahã, quando atuava como como missionário na floresta e, depois, virou pesquisador no campo da linguística. Ele conta que foi durante o período de convivência com essa tribo que desenvolveu um interesse bem especial pela questão dos números (ou melhor, a ausência deles)  na cultura o no dia a dia desse povo.
Anteriormente, especialistas achavam que os Pirahãs tinham conceitos para pelo menos 1, 2 e muitos, algo que não é incomum em culturas nativas também na Amazônia. Mas à medida que Everett pôde investigar de forma mais sistemática, se deu conta de que esses indivíduos simplesmente não faziam contas, não usavam a Matemática: "Fiz testes objetivos e ficou claro que o povo Pirahã não tinha nenhum tipo de número” e sim, somente os conceitos de alguns, pouco e muito. Everett teve sua primeira suspeita ou um primeiro insigth quando observou a tribo repartindo o peixe. O pesquisador teve o cuidado de confirmar a sua hipótese, convidando o psicólogo cognitivo Ted Gibson para ir visitar e analisar a comunidade Pirahã, ele que trabalha no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, fez experimentos simples e básicos e confirmou a tese. Ao fim dos experimentos, Daniel Everett comentou que "na verdade se pode chegar muito longe sem usar os números numa sociedade tribal como a dos Pirahã". Este fato faz a diferença entre eles e a nossa atual sociedade de consumo, urbana e globalizada. "Por exemplo, na hora de dividir a caça, a pesca, a comida, eles simplesmente se sentam em volta do alimento. Lá tem a pessoa que corta o animal em pedaços e vai em círculo distribuindo cada pedaço até que terminem. É um tipo de divisão sem números e com um sentido de igualdade entre todos, compartilhando tudo o que existe ou que conseguem, sem tensão nem stress", narra o pesquisador Daniel Everett, que relata que esta tribo não tem nem mesmo a prática do escambo. Mas ele registra em seu estudo que encontrou pessoas do povo Pirahã que foram sequestrados, que foram sequestrados, ainda pequenos, por comerciantes que navegam pelos rios. Foram criados fora da tribo e agora trabalham em lojas, falam português fluente e fazem cálculos matemáticos. Ou seja, a conclusão é que então não tem nada a ver com a habilidade cognitiva ou maior ou menos inteligência, é simplesmente uma questão cultura. É um diferencial que pode ajudar o ser humano de hoje a enfocar de forma mais clara os conceitos matemáticos no dia a dia e também, vem a ser um comportamento que demonstra, pelo contraste, erros ou pelo menos, limites e equívocos da nossa atual sociedade de consumo, onde ter mais ou menos importa mais do que ser. Daniel Everett e Ted Gibson foram destaque contando a sua experiência com o povo Pirahã na floresta amazônica em Londres (Inglaterra) no programa de rádio Discovery, da BBC World Service. De repente em plena Europa a realidade de um povo tão primitivo, que sobrevive ainda hoje e vive de uma forma que é totalmente diferente, tão diferente que parece ser ficção ou uma utopia de alguns hippies alternativos ou esotéricos que buscam praticar o comunismo primitivo.

Um povo de pescadores, coletores, caçadores, quase nômades na floresta amazônica

Testes objetivos realizados por pesquisadores Daniel Everett e Ted Gibson....

...comprovaram o fato deste povo viver sem o conceito de números

Desenhos do dia a dia do povo Pirahã da floresta

A comida do Pirahã é comum para todos

No Brasil sobrevivem hoje 120 etnias de índios que falam 170 línguas diferentes e têm uma cultura nativa que nada tem a ver com a sociedade de consumo: mais dados sobre o povo Pirahã ou Pirarrãs aqui nos comentários, a seguir, confira


Fontes: BBC
             www.folhaverdenews.com

7 comentários:

  1. Os Pirarrãs (também chamados de Piraãs, Pirahãs ou Mura-Pirahãs) são um povo indígena brasileiro de caçadores-coletores, que se destacam de outras tribos pela diferença linguística e cultural. Hiaitsiihi é como eles mesmos chamam o seu grupo.

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  2. Pirahã ou Pirarrã significa um dos seres ibiisi ("corpos") que habitam uma das muitas camadas que compõem o cosmos. É o que explicam os especialistas que estudaram a sua cultura. Eles habitam um trecho das terras cortadas pelo Rio Marmelos e quase toda a extensão do Rio Maici, no município de Humaitá, estado brasileiro do Amazonas.

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  3. Os Pirahãs concebem o tempo como uma alternância entre duas estações bem marcadas, definidas pela quantidade de água que cada uma possui: piaiisi (época da seca) e piaisai (época da chuva).

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  4. Segundo a Funasa, em 2010, a população pirarrã era de aproximadamente 420 pessoas.

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  5. Apaitsiiso ("aquilo que sai da cabeça") é como os Pirahãs se referem à sua língua, o Pirarrã, classificada como pertencente à família Mura. Uma característica curiosa dessa tribo é o fato de seus membros não acreditarem em nada que eles não possam ver, sentir ou que não possa ser provado ou presenciado. Por esse motivo a tribo não acredita em espírito supremo ou divindade criadora, apenas em espíritos menores que às vezes tomam a forma de coisas no ambiente (devido a experiência pessoal de cada indivíduo na floresta), e que a Terra e o Céu sempre existiram, ninguém os criou. Não é fácil para nenhum missionário religioso...

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  6. Logo mais editaremos aqui mais comentários ou mensagens sobre o povo Pìrahã, entre aqui com a sua opinião ou envie um e-mail para a redação do nosso blog navepad@netsite.com.br e/ou direto para o nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  7. "Acho que os Pirahãs são mais felizes como vivem assim de forma comunitária e sem mitos, sem o consumismo, o egoismo e outros ismos da gente": a mensagem é de Helena Batista, do Rio de Janeiro (RJ) que pretende fazer um estudo das etnias e das línguas dos povos da floresta via alguma universidade pública.

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