segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

JORNALISTA LANÇA LIVRO E DOCUMENTÁRIO SOBRE A CENSURA LUTANDO PELA LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Estranhos na Noite é o documentário de José Maria Marynk autor de livro e roteiro sobre esta questão, filme dirigido por Camilo Tavares e o jornal Estadão dá um apoio a esta produção

Vanessa Gonçalves, do site portalimprensa, entrevistou José Maria Marynk sobre este trabalho importante para a liberdade de informação e que vamos divulgar aqui no nosso blog de ecologia e de cidadania: eu convivi com José Maria na redação do Jornal da Tarde (JT do Estadão) por alguns meses nos anos 70, onde, começando minha trajetória de repórter, fui trabalhar, após ter sido preso no DOPS dentro do movimento dos jovens contra a Ditadura. A resistência dentro da empresa  O Estado de São Paulo à censura imposta pela ditadura militar após o Ato Institucional nº 5 (AI-5) é tema de livros e pesquisas. Porém, somente agora, quase 50 anos depois, essa história chega à tela dos cinemas por meio do documentário “Estranhos na Noite - Mordaça no Estadão em Tempos de Censura”, com roteiro do jornalista José Maria Marynk, direção do cineasta Camilo Tavares e produção do próprio Estadão.

Os jornais Estadão, JT e Rádio Eldorado tiveram a coragem histórica de enfrentar a Censura na Ditadura Militar

José Maria Marynk é testemunha de uma época difícil e de uma luta de cidadania
Logo criada agora para o filme e o livro de José Maria e Camilo Tavares


O atual movimento de cidadania cumprimentou também esta iniciativa


Jornal conta própria história no combate à censura
- "Escrevi um livro chamado Mordaça no Estadão, que foi publicado em dezembro de 2008, quando completaram-se os 40 anos do AI-5. A obra falava da censura ao jornal entre 1968 até 1974. Em meados de 2014, conversando sobre isso com o Ricardo Gadour e o Camilo Tavares, eles tiveram a ideia de fazer um documentário. Entrei como roteirista por causa do meu livro, pois o roteiro foi mais ou menos o próprio livro. Fiz a lista de entrevistas com jornalistas e no filme acrescentei relatos das atrizes Eva Wilma e Irene Ravache, que comentam a censura que também havia em toda a vida cultural naquela época, em que o Estadão, o JT e a Rádio Eldorado foram as fronteiras da liberdade de expressão". (José Maria Mayrink)


Esta capa do JT mostrou que a edição sobre o AI5 fora censurada

O JT foi um dos mais criativos e combativos jornais da imprensa brasileira...

As suas capas e matérias pertencem à história da cidadania paulista e brasileira



O Memorial da Resistência, da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, realizou neste fim de semana o primeiro “Sábado Resistente”´do ano, programa realizado em parceria com o Núcleo de Preservação da Memória Política que tem como objetivo debater a censura no país. Na data, será exibido em pré-estreia o documentário Estranhos na Noite, Mordaça no Estadão em Tempos de Censura, dirigido por Camilo Tavares, com roteiro do jornalista José Maria Mayrink. Após o filme, ambos participaram de debate com o público. O documentário relata a resistência do jornal à censura durante a Ditadura Militar, através de depoimentos dos jornalistas e de outros profissionais que trabalhavam na redação naquela época. Para contar os bastidores dessa história única na imprensa brasileira e mundial, José Maria Mayrink, autor do livro Mordaça no Estadão, e Camilo Tavares, diretor do filme premiado O dia que durou 21 anos, entrevistaram Ricardo Kotscho, Miguel Jorge, Carlos Chagas, Oliveiros Ferreira, Fernando Mitre, Flavio Tavares, Sérgio Mota Melo e outros dos vários jornalistas que participaram desse importante capítulo da história brasileira. O filme também traz depoimentos das atrizes Eva Wilma e Irene Ravache. Estranhos na Noite conta ainda como é que nasceu a estratégia de denunciar a censura aos leitores publicando versos de Camões e/ou receitas culinárias no lugar das notícias proibidas. Aí, onde entravam estes textos, todos sabiam que estavam no lugar de informações censuradas. E como, mesmo depois do fim da censura, o regime militar perseguiu jornalistas do Estadão com prisões, torturas e ameaças de morte. Mais detalhes neste blog na seção de comentários, confira.

Fontes: www.portalimprensa.com.br
              www.folhaverdenews.com

7 comentários:

  1. O nosso editor Padinha relata: "Apenas começando a trabalhar como repórter, ao lado do amigo Randáu de Azevedo Marques, que havíamos há pouco saído de uma das prisões políticas que então sofremos na Ditadura, por participar do movimento dos jovens pela liberdade e democracia do país, a gente no JT vivenciou de perto e de dentro esta história de cidadania".


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  2. Logo mais por aqui nesta seção de comentários mais informações sobre o livro, sobre o filme e sobre esta época, aguarde nossa edição nesta segunda-feira debatendo censura e liberdade de3 informação.

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  3. Um outro jornalista do JT do Estadão, Alberto Beuttenmuller, havia integrado antes a redação do Jornal do Brasil, que organizava festivais de filmes dentro do movimento do Cinema Novo. Ele foi e é testemunha da censura e perseguição que o nosso editor Antônio de Pádua Padinha foi vitima, mesmo tendo sido premiado com Menção do Júri num daqueles festivais, com o curtametragem "Vida Negra Vida", filme que foi censurado e apreendido e até desapareceu das prateleiras do JB...

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  4. Entre aqui e deixe a sua mensagem e/ou mande um e-mail para a redação do nosso blog de ecologia e de cidadania: navepad@netsite.com.br

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  5. Você pode também mandar um e-mail com a sua mensagem ou com alguma sugestão de pauta para o nosso editor do blog padinhafranca@gmail.com

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  6. "Fui leitor do JT e admirava demais este jornal que quando recentemente foi extinto deixou uma lacuna na vida cultural e política do país": a mensagem é de Mário Ravelli, de São Paulo (SP), empresário na área de exportação: "Guardei alguns exemplares encadernados que mostro para meus filhos e netos hoje".

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  7. "Importantes o livro e o filme, bem como o debate sobre como foi a censura e aluta pela liberdade de expressão nos tempos ditatoriais, que sempre podem de repente voltar, temos que ficar alertas": quem comenta é Luíza Mendes, de Campos (RJ), que faz Comunicação na UFRJ.

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