sábado, 27 de fevereiro de 2016

O PAÍS MAIS POLUIDOR DO MUNDO É O QUE HOJE MAIS INVESTE EM ENERGIAS LIMPAS

Em 10 anos a China aumentou as fontes de energia Eólica e Solar em mais de 25% e esta mudança radical de gestão precisa ser feita também pelo Brasil




Os chineses estão tentando mudar sua realidade não só com o futebol ou com gastos militares


 A BBC mundial fez uma reportagem sobre as quatro áreas de maior investimento atual na China, para concorrer direto com o rival Estados Unidos, os chineses têm maior orçamento em gastos militares e em tecnologia de exploração espacial, em energia verde e , surpreendendo a muitos, em futebol. No caso deste esporte, o Presidente do país e chefe do Partido Comunista, Xi Jinping, adora e prioriza o futebol para aumentar a qualidade de vida interna e obter externamente uma propaganda em massa para aumentar a penetração chinesa no planeta. A "estratégia de jogo" da China que mais interessa a nós do movimento ecológico é o seu programa de buscar uma nova estrutura energética que venha a ser menos poluente do que a atual e mais sustentável, para este país ter maiores chances de futuro e desenvolvimento ainda maior. Após mais de duas décadas de crescimento acelerado e com US$ 3,3 trilhões em reservas, os chineses têm dinheiro de sobra para investir no que quiser e quando resolvem investir, não costumam economizar, basta ver o exemplo das contratações milionárias que eles vêm fazendo no mercado do futebol business. Levaram jogadores de ponta do Brasil e da Europa e assim planejam uma Liga capaz de via TV invadir os outros países com jogos espetaculares que sirvam de vitrine para os produtos "made in China". No caso da exploração espacial, enquanto os States e quase todos os países diminuiram seus gastos neste setor, de maneira que espanta: a China surpreendeu o mundo ao anunciar um deslocamento de quase 10 mil pessoas na província de Guizhou, no sudoeste do país, para instalar o maior radiotelescópio do mundo. Desde 2003, quando levou o primeiro chinês astronauta ao espaço, os investimentos se multiplicam, o programa espacial deles continua sendo sustentado com muito sonho e muito Yuan, como disse à CNN o professor Louis Brennan, autor do livro O Negócio do Espaço, reconhecendo a força do dinheiro e do projeto da China em tecnologia e exploração sideral. Outra prioridade do governo de Xi Jinping, concorrendo direto com os USA, são os gastos militares. Para exemplificar, hoje este país asiático é o segundo com maior gasto militar do mundo, apenas atrás dos Estados Unidos. A maior parte do orçamento de defesa é investido para incrementar a força naval chinesa e desenvolver armas para manter os navios rivais – especialmente os americanos –  longe de sua costa e constantemente vigiados. O principal destaque que a gente dá aqui nos blogs do nosso movimento - o Folha Verde News e o Flash de Ecologia - é a intensidade do avanço das chamadas energias verdes na China de agora. Ao mesmo tempo em que o gigante asiático é reconhecido como principal poluidor do planeta e potência dependente demais dos combustíveis fósseis como petróleo e carvão, Pequim também gasta cada vez mais  bilhões de dólares em energia limpa e renovável. Isso é algo que deveria causar até uma mudança radical na estrutura energética do Brasil...

Os parques de energia Solar e Eólica aumentam mais na China do que na maioria dos países agora



A força do Yuan atualmente no mercado financeiro está sendo posta a serviço de nova realidade energética




Uma das prioridades da China hoje é investir nas energias Eólica e Solar



Esta imagem ícone da China atual poderá ser mudada até por volta de 2020
Ainda hoje uma potência dependente demais dos combustíveis fósseis como petróleo e carvão...
...está investindo com prioridade em energias limpas como a Eólica e a Solar


"As pessoas acham que a China continua sendo como era nas décadas passadas. Mas agora eles são o maior produtor de energia eólica no mundo. O país aumentou cerca de 25% sua produção de energias renováveis em 10 anos, começando praticamente do nada. São sinais muito importantes de que os chineses estão caminhando na direção correta, para criar o futuro". Essa declaração de Maria van der Hoeven, titular da Agência Internacional de Energia, foi feita ainda em 2015, em referência ao pouco crédito que até então se dava à aposta do gigante asiático por mudar sua matriz energética. Hoje o mundo inteiro começa a enxergar os esforços chineses para controlar a poluição e mudar a sua matriz energética.  Ainda assim, a fama da China como país poluidor continua grande: o país segue sendo o principal emissor de gases do efeito estufa mas, pelo menos, planeja reduzir essas emissões até o ano de 2030. Segundo a ONG The Climate Group, em 2020, a China ainda será responsável por 32% das emissões globais desses gases, produzindo 70% mais dióxido de carbono do que os Estados Unidos. Mas sua sede insaciável por petróleo importado e os altos índices de poluição do ar  que abala as suas principais cidades, causada, entre outras razões, pelas minas de carvão que ainda funcionam no país, obrigaram a China a refazer sua estratégia alguns anos atrás. Segundo os mais recentes dados da agência Bloomberg, este país poluidor se tornou o maior mercado de energia renovável do mundo. Em um ano, as energias renováveis geravam ao país 433 gigawatts, mais que o dobro dos 182 gigawatts alcançados pelos EUA no mesmo período. Ainda que mais de 60% do sistema de geração de energia da China dependa do carvão, o combustível fóssil que mais polui o ar, outras fontes de energia começam a surgir com força. As usinas hidrelétricas geram 21% da energia do país, seguidas pelas Eólicas, 20%. Quase uma em cada três turbinas eólicas do mundo se encontra na China, assim como 17% da produção de Energia Solar. Os chineses também têm apostado, com menor intensidade porém, em energia nuclear. Já é garantido que em 2017 entrará em vigência o mercado nacional de emissões de carbono, obrigando as empresas chinesas que excederem os limites de emissões fixados pelo governo a pagarem multas, por outro lado,  permitindo que as empresas que gerarem abaixo do limite, vendam cotas de emissão. Enfim, a China está colocando a economia para trabalhar a favor da ecologia. Enquanto isso, o Brasil, o país mais ensolarado do mundo, com mais ventos e mais recursos naturais continua fazendo um caminho inverso ao do desenvolvimento sustentável. 



Fontes: BBC
             www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. Desde 2010 esta contradição vem crescendo, o país mais poluidor é o que mais investe em energias limpas. Entre aqui nesta seção e deixe o seu comentário ou a sua opinião.

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  2. Outra alternativa: envie a sua mensagem para o e-mail da redação do nosso blog de ecologia e de cidadania: navepad@netsite.com.br

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  3. Você tem ainda uma 3ª opção, enviar a sua mensagem pro e-mail do nosso editor de conteúdo aqui no blog padinhafranca@gmail.com

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  4. "Desde 2013,a China investe em tecnologias mais avançadas de energia para enfrentar a poluição. Mas suas iniciativas vão além da preocupação ambiental e podem projetar o país como nova potência econômica, ecológica e política a um só tempo, alterando o equilíbrio mundial de forças": o comentário é do exportador e importador Manuel Alves, de São Paulo (SP), explicando ainda que "os chineses calculam qual será o retorno de cada Yuan que investem, não se trata só de amor pela natureza".

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  5. "O gabinete chinês quer fazer da eficiência energética um novo pilar da economia, planejava isso até 2015. Não foi possível, já estamos em 2016. Mas no novo plano, o setor de proteção ambiental irá crescer a uma média de 15% ao ano, chegando a uma produção de mais de U$ 700 bilhões": a informação é também do empresário de São Paulo Manuel Alves, comentando o post de hoje do blog da gente.

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  6. "As indústrias de energia recebem fundos do governo, em um esforço de estímulo à inovação tecnológica. Os investimentos envolvem várias tecnologias para o combate à poluição do ar, água e solo, incluindo a economia de produtos, seu descarte, veículos elétricos e monitoração da poluição. Tudo com que sonham os ecologistas, por razões econômicas e de estratégia política, os chineses estão realizando": quem comenta é Flávio Mendes, biólogo formado pela Unesp e que atua na região de São José dos Campos (SP).

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  7. "A China precisou de sofrer o momento mais crítico da crise ambiental para começar a elaborar suas políticas verdes. Ele veio em um dia de janeiro de 2013, quando uma neblina fétida desceu sobre Beijing. A concentração de partículas com 2.5 microns ou menos (particularmente perigosas para a saúde) chegou a 900 partes por milhão – ou 40 vezes o considerado seguro pela Organização Mundial de Saúde. De lá para cá, as manifestações populares se avolumaram e a questão da poluição escalou ao topo da agenda política e econômica do país": a informação é do repórter Daniel Brasil, que produz noticiário para agências internacionais de notícias em Brasília (DF).

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  8. "Realmente, o Brasil precisa acordar para os seus recursos naturais, incluindo o sol e os ventos, como condição sine qua non para existir futuro em nossa Nação": o comentário é de Pedro Campos Moura, de Recife, Pernambuco, que se formou em Agronomia na USP em SP e atua hoje em sua região.

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