quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

UM MILHÃO E MEIO DE BRASILEIROS E BRASILEIRAS ASSINARAM PROJETO PELO DESMATAMENTO DO GREENPACE

Projeto de lei do Desmatamento Zero está no Congresso Nacional  mas só com pressão dos ecologistas e das lideranças de cidadania será votado no ano legislativo começando agora pós-carnaval: é uma chance do Brasil mudar


 



Apesar do silêncio da grande mídia, foi um evento fora do comum, outubro, em Brasília, a entrega de quase 1 milhão e meio de assinaturas colhidas em todo o Brasil por ativistas do Greenpeace, passados quase 4 meses o projeto de lei não entrou ainda em pauta no Congresso Nacional, preocupado com outras coisas ou outros interesses, com certeza, mas cabe uma pressão popular nesse sentido, fazendo valer este esforço da sociedade civil brasileira, buscando concretizar uma proposta de lei pelo fim do desmatamento nas florestas do país. O projeto conta com o apoio de entidades ambientalistas, civis,  religiosas, artistas, produtores culturais e mais de 1 milhão de jovens que assinaram o documento do Greenpeace. Este movimento precisa ser respeitado pelos políticos do Brasil, as manifestações de jovens por causas sociais, humanitárias e de cidadania precisam também incluir em sua pauta esta luta. Especialistas já definiram e este tema já foi postado também aqui em nosso blog, para aumentar a produção de alimentos, a agricultura e a pecuária, não é necessário desmatar mais nada, já há terras suficientes para este crescimento agropecuário, sem acabar com mais florestas, sem derrubar nem menos mais uma árvore nativa. Mas então por que continua "avançando" o desmatamento no país? Lado a lado com o Desmatamento Zero, é urgente um Plantio Monstro de espécies nativas, frutíferas, em áreas impropriamente desmatadas no meio rural e em torno das mais de 5mil cidades brasileiras, as últimas reservas no espaço urbano, de vegetação, de nascentes de água, para ampliar o equilíbrio socioambiental em todas as regiões, evitar as secas e aumentar a saúde do ambiente e também da população, afetada neste momento por ameaça de epidemia causada pelo mosquito Aedes aegypti, que tem com uma das causas o desequilíbrio ecológico. Desmatamento Zero e Plantio Monstro são o caminho para se recuperar a ecologia perdida do Brasil, que vem se transformando apesar da luta de muitos cientistas e ecologistas, no país da desnatureza. É uma luta histórica e fundamental que tem chance de avançar neste ano legislativo de 2016 começando agora, pós-carnaval. O movimento para se recuperar o equilíbrio brasileiro da ecologia conta com apoio de entidades de ambientalistas, como o próprio Greenpeace liderando, associações religiosas, fundações, movimentos sociais, populares e hoje em dia até também de atores e atrizes, como Caio Blat, Jorge Pontual, Paulo Vilhena, Maria Paula, a pintora e cantora Luísa Matsushida (Lovefoxxx) e até mesmo da funkeira Valesca Popozuda.  "Creio que verdadeiramente podemos criar um futuro melhor para nossos filhos e para as gerações futuras protegendo os maiores bens do planeta Terra e do nosso país. Se cada um fizer a sua parte, vamos criar esse futuro juntos", defende Letícia Spiller, atriz e embaixadora da ONG Greenpeace pelo Desmatamento Zero. Recentemente, algumas das maiores ONGs verdes do Brasil publicaram um manifesto conjunto a favor do projeto de lei pelo Desmatamento Zero, considerado  pelos cientistas da natureza como necessário e factível. A destruição das florestas, somada às mudanças climáticas globais em curso, pode provocar secas prolongadas em diferentes regiões do Brasil e reduzir a produção agrícola brasileira, gerando também um grande impacto econômico e social. Já em 2020 a produção agrícola poderá sofrer um prejuízo anual na ordem de R$ 7,4 bilhões, como consequência da redução de chuvas em diferentes regiões. A escassez afeta também a geração de energia hidrelétrica, logo comprometerá o abastecimento de água e a qualidade de vida para milhões de pessoas que vivem nas grandes e médias cidades. Em suma, muitos no Brasil, e especialmente autoridades políticas mal informadas ou ligadas a outros lobbies, precisam parar de enxergar as florestas como um empecilho ao avanço econômico e sim mudar o enfoque: paralisar o desmate e aumentar o plantio são fatores essenciais para que a Nação possa alcançar um desenvolvimento sustentável, sem o que não terá chance nenhuma de solução de muitos dos problemas brasileiros. É urgente mudar o rumo, até para que exista uma mínima esperança de futuro no país e na na nossa vida. (Antônio de Pádua Silva Padinha) 








Quase 1,5 milhão de assinaturas pelo Desmatamento Zero foram entregues pelo Greenpeace ao Congresso


Fontes: www.desmatamentozero.org.br
             www.folhaverdenews.com

8 comentários:

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  4. "Creio que os jovens que fazem manifestações por Tarifa Zero deveriam fazer também pelo Desmatamento Zero, sem o que o Brasil não tem futuro": quem comenta é Alda Barcellos, do Rio de Janeiro (RJ) que se diz "simpatizante do Greenpeace e inimiga dos políticos brasileiros".

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  5. "Eu também acredito que além do Desmatamento Zero tem a mesma urgência um plantio em massa de espécies nativas, para recuperarmos a ecologia do país": o comentário é de Alice Baptista, formada em Biologia e que montou mudário de plantas e árvores em São José dos Campos (SP).

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  6. "Só se o Brasil mudar de rumo": é o comentário de José Miguel, jornalista em São Paulo (SP), que nos enviou material de informação sobre as espécies nativas mais urgentes para o reequilíbrio ecológico atualmente.

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  7. "O movimento é ótimo mas o Congresso é péssimo e aí, muito difícil": o comentário é de Carlos Alberto Pereira, de Ribeirão Preto (SP) mas que frequenta a Unesp de Bauru.

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  8. "Tarifa Zero, Desmatamento Zero...Tedm tudo a ver os jovens da cidadania se manifestarem também pela causa ambiental, mas infelizmente em nosso país isso é mais difícil": o comentário é de Geraldo Luiz, de Guaratinguetá, engenheiro elétrico, que culpa também a mídia, "não noticiam como deveriam os temas ecológicos, hoje tão fundamentais".

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