segunda-feira, 21 de março de 2016

A REDUÇÃO DE CHUVAS A PARTIR DE AGORA SINALIZA QUE PODERÃO VOLTAR NO INTERIOR DO BRASIL OS PROBLEMAS DA SECA?

A chegada do outono aquece este tema enquanto o tempo começa a esfriar

A questão socioambiental precisa voltar às manchetes enquanto é tempo...


A gente aqui dos blogs Folha Verde News e Flash de Ecologia fez uma pesquisa sobre esta preocupação do momento por aqui no interior do Brasil, seja no Sudeste ou no Sul, no Centroeste ou no Nordeste e Norte do país, descontadas as diferenças do clima de cada região: conseguimos algumas informações nesta pauta em sites internacionais, como da BBC e nacionais, especialmente os voltados para a produção agrícola, como do Canal Rural e da revista Globo Rural. De uma forma geral, tanto na vida no campo como nos centros urbanos brasileiros, por enquanto a informação é que “Em geral de acordo com medições feitas nos últimos anos, esse já foi o El Niño mais forte registrado, este fator influi no que está acontecendo ou no que pode vir a acontecer em 2016” resumiu o cientista Nick Klingaman, da Universidade de Reading, na Inglaterra. Em vários países tropicais conforme especialistas vem observando, deve haver reduções de entre 20 e 30% nas chuvas. Houve seca severa na Indonésia. Na Índia, as monções (chuvas) foram 15% abaixo do normal e as previsões para o Brasil e Austrália são de redução nas chuvas, o que preocupa, também sob o ponto de vista de produção de alimentos. As secas ou também as inundações e o impacto potencial que representam, preocupam também as agências de ajuda humanitária. Cerca de 31 milhões de pessoas estão sob risco de escassez de alimentos na África,  um aumento significativo em relação a anos anteriores. Cerca de um terço dessas pessoas vive na Etiópia, país em que 10,2 milhões de pessoas deverão demandar assistência em 2016, segundo as previsões. Há ainda um outro enfoque de meteorologistas, a reversão climática devido à troca do fenômeno El Niño pela ação a partir de agora do La Niña, um tema ainda sendo analisado dentro das previsões para o tempo no segundo semestre de 2016. O El Niño, que começou no início deste ano, foi classificado entre os três mais fortes das últimas três décadas. O fato trouxe impactos diretos nas condições do clima do Brasil e do mundo. O fenômeno já foi divulgado pela mídia como Super El Niño e atingiu o seu ápice entre os meses de outubro e dezembro passados. A partir de agora, a tendência é de enfraquecimento do El Niño, mas até a atmosfera responder a este resfriamento do oceano Pacífico equatorial, “muitas águas vão rolar”. Para 2016, o clima sinaliza muitas variações. Cada estação do ano terá a influência de um fenômeno diferente, cujas consequências serão completamente diferentes do que os produtores vivenciaram neste ano. Vamos ter de tudo, tanto por influência do El Niño quanto indicativos do La Niña a partir do segundo semestre. O produtor rural deve ficar atento, pois as condições de desenvolvimento das lavouras devem ser diferentes das observadas nos últimos anos.

Chances de inundações e de secas na troca do El Niño pela La Niña ainda neste ano


Tendências climáticas preocupam cientistas do planeta, por aqui também



As chuvas param mais cedo com redução mais forte depois março
 


No Sudeste ou em torno do São Francisco há de novo temor da volta da seca


O verão, que começou em dezembro esteve marcado com períodos mais chuvosos no Sul e períodos secos no Nordeste, principalmente nas regiões do Sertão e do Agreste. Isto porque, o El Niño ainda mostra fortes consequências na atmosfera. Enquanto isso, para o Sudeste e o Centro-Oeste, o verão apresentou em algumas regiões chuvas intensas e em outras, irregulares, com temperaturas mais elevadas. Outro ponto neste virada de verão para outono é que não devem ocorrer as chamadas invernadas, a ainda influência do El Niño vai impedir períodos chuvosos mais intensos, que poderiam recuperar mais ainda as reservas hídricas em torno de algumas cidades, chuvaradas que em algumas áreas do meio rural poderiam atrapalhar as colheitas. Os riscos ficam associados agora a períodos com menores volumes de chuva e altas temperaturas, depois de um começo de ano chuvoso. Além disso, em anos de influência do El Niño, como agora em 2016, as chuvas cessam mais cedo, com forte redução depois março. E é aí que mora o temor das populações que passaram por seca rigorosa em anos passados. Mas o fenômeno El Niño parece que já estará enfraquecendo e se isso se confirmar nas próximas semanas o outono de 2016 vai ter temperaturas mais baixas que o outono passado. Para os estados do Sul, já se pode esperar algumas ondas de frio a partir de maio, o que aumenta o risco de geadas em junho. Essa condição representa um aumento do risco para algumas lavouras tanto do Paraná como do Mato Grosso do Sul. O enfraquecimento do El Niño também pode, por outro lado, favorecer a ocorrência de alguns episódios de chuvas causados pelo avanço das frentes frias provenientes do Sul do país: esta tendência é vista com esperança em regiões onde muita seca em 2014 e 2015, mesmo que haja nas cidades do Sudeste o risco de inundações, o pior mesmo é a crise hídrica, a chance de seca ainda existe. Não só devido à meteorologia, mas também por falta de uma gestão ambiental sustentável por parte de autoridades dos governos, federal, estaduais e municipais. Urgente é a gente alertar que não podemos deixar em São Paulo e em todo Brasil tudo por conta somente de São Pedro. Precisamos urgentemente resgatar aqui e no país um equilíbrio mínimo da ecologia já perdida. (Antônio de Pádua Silva Padinha)


 
A normalidade dos nossos rios só acontecerá com investimentos e gestão ambiental sustentável
Por enquanto continua tudo por conta de São Pedro por aqui em São Paulo e em todo país


Fontes: BBC/Canal Rural/Revista Globo Rural/Climatempo
              www.folhaverdenews.com 

7 comentários:

  1. Por enquanto, por aqui em São Paulo e em todo o país não tem havido uma gestão ambiental de forma sustentável, estrutural, tem ficado tudo por conta de São Pedro.

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  2. A necessidade de políticas públicas mais profundas no meio ambiente e no clima é algo que aumenta de importância com a escassez das chuvas e, algumas regiões, que já sofreram com a seca anos passados.

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  5. "Há uma diferença claro entre a meteorologia e a profecia mas estamos todos temendo neste país que politicamente e também na economia está caótico com o que vai ocorrer na questão do clima": a opinião é de Maria Fernanda Gonçalves, que estudou engenharia na UFRJ e é de Santos (SP).

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  6. "Importante que no fim do verão já se comece a discutir a seca do próximo inverno, quem sabe, a cidadania consiga mobilizar autoridades para um mínimo de políticas públicas ambientais": quem comenta é Helena Mendes, de São Paulo (SP), que nos enviou o video que postamos aqui no blog da xará dela, Helene Grimaud, ecologista também e pianista, música de ponta. Agradecemos a indicação.

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  7. Amanhã, dia mundial da água, este videoclip tem tudo a ver. Pena que desde 1995 a ONU decretou 22 de agosto como Dia da Água, mas o coração dos homens (em especial das autoridades submetidas a lobbies e outros interesses) nada fazem. Então, faça você, cidadão ecologista.

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