quarta-feira, 9 de março de 2016

AUMENTA A PREOCUPAÇÃO COM O USO EXCESSIVO DE INSETICIDAS E OUTROS ERROS NO COMBATE AO AEDES AEGYPTI

Excesso de inseticidas não está resolvendo o controle, polui o ambiente e prejudica a saúde humana: urgente aprimorar o sistema de combate a esse novo fantasma da saúde pública

 

A estratégia de guerra contra este fantasma real da saúde pública não está funcionando como deveria


Especialistas na área de saúde pública e meio ambiente, como Francisco Chiaravalozzi Neto, da USP, sites de notícias como do Estadão e Carta Maior, estão alertando sobre o excesso de inseticidas no combate ao novo fantasma brasileiro, o Aedes aegypti, na guerra contra doenças graves como são a  Dengue,  Chikungunia e Zika Vírus. Por aqui  no interior paulista e em todo o país, levando em conta o gradativo e constante aumento de casos,  não tem sido tão efetivos como poderiam os programas de controle do mosquito vetor dessas doenças. Essa é a opinião também da espécilista e pesquisadora a professora Lia Giraldo da Silva Augusto, que em entrevista por e-mail à IHU On-Line, ela que vem atuando principalmente na área de saúde coletiva, ressalta que a ideia da guerra abriu portas para um  “vale tudo” para combater o mosquito, como o uso de venenos como o Malathion, nocivo aos seres humanos e ao meio ambiente como um todo. Drª Lia Geraldo argumenta também que "a linguagem bélica mobilizada para o controle vetorial também precisa sofrer transformações, pois o conceito até hoje utilizado é de que o mosquito é o inimigo. Na verdade, nós os humanos, é que criamos política, econômica e socialmente as condições socioambientais para que ele, com sua robustez biológica, tenha sucesso em sua procriação". O fato é que a resistência adquirida por este mosquito já está comprovando a insustentabilidade do modelo químico-dependente de controle vetorial, pois já é sabido há muitos anos que os venenos como sequela desenvolvem e/ou aumentam a frequência de insetos portadores de mecanismos de resistência aos inseticidas e larvicidas. É o que vem ocorrendo com o tipo oficial de combate ao Aedes aegypti. Outros especialistas advertem  que é essencial a cautela no uso dos inseticidas, sendo também que a resistência dos mosquitos aos produtos indica que é urgente uma substituição periódica do tipo de inseticida. Um problema da gestão do problema por parte das autoridades públicas e políticas, por aqui e em todas as regiões, que deveriam também por em destaque as causas socioambientais. O uso massivo de venenos como o Malathion, a diminuição das áreas arborizadas nos espaços urbanos, a questão dos pontos negros de lixo nas cidades, vários são os pontos deficientes da ação contra este novo fantasma da saúde pública no Brasil, em muitos casos e lugares, combatido mais politicamente do que com medidas realmente técnicas. Esta situação poderá agravar a já precária defesa pública a esta série de doenças transmitidas por este vetor. Além do mais, os casos de doenças desse tipo segundo dados do próprio Ministério da Saúde aumentaram 48% nestes três primeiros meses de 2016, houve mais de 75 mil casos de Dengue, recentemente, sendo que em 15 dos estados brasileiros os quadros comparativos mostram um aumento gradativo deste problema de saúde pública e ambiental.  Ou seja, o clima de guerra não está funcionando. É preciso algo mais, inclusive, tecnologia, ciência e gestão pública.



O uso massiva o uso de venenos como o Malathion,tem sequelas ambientais e humanas

Essencial também ampliar o enfoque socioambiental no combate a estas doenças


Fontes: IHU Online Unisinos - Carta Maior - Estadao
              www.folhaverdenews.com


8 comentários:

  1. Logo mais, aqui nesta seção de comentários, editaremos mais informações e dados sobre este problema. Desde já, enquanto aguarda, você pode postar aqui a sua mensagem.

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  2. Outra opção é você enviar a sua mensagem sobre os problemas, que estamos levantando hoje aqui em nosso blog de ecologia e cidadania, diretamente para a nossa redação navepad@netsite.com.br

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  3. Há ainda a alternativa de você falar direto com o editor de conteúdo do nosso blog, enviando o seu e-mail para padinhafranca@gmail.com

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  4. "Depois desta primeira fase bruta contra o mosquito Aedes, creio que as autoridades públicas e sanitárias deveriam aperfeiçoar o sistema de combate, ouvindo críticas e sugestões de especialistas, a bem da população": o comentário é de Alaor Corrêa Santos, de São José dos Campos, que nos envia levantamento feito na sua cidade sobre o aumento de casos de Dengue nos primeiros meses de 2016.

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  5. Devido à mensagem de Alaor Santos, fomos atrás das informações e estamos fazendo esta postagem: participe você também e vamos juntos na luta boa pela saúde e pela ecologia.

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  6. "Temos mesmo que debater por que está mais difícil combater o Aedes aegypti no Brasil, uma das causas é o aumento da população nas áreas urbanas que contribuiu para a proliferação do mosquito também, aquecimento global também é visto com um fatores responsáveis": o comentário é de Isaias Moreira, de São Paulo (SP), que é médico sanitarista e atua na rede pública de saúde.


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  7. "O Aedes aegypti, mosquito que está transmitindo a dengue, a chikungunya e a zika, é um inimigo cada dia mais difícil de combater. Ele não é mais aquele mosquito de que você ouvia falar há anos: está mais poderoso, mais perigoso, mais temido, mais resistente aos inseticidas. Para a gente se defender, é preciso conhecê-lo melhor e criar uma estratégia mais inteligente": quem comenta é o advogado Mário Albano, de Campinas (SP), que acaba de participar de um encontro na Unicamp com especialistas em saúde, biologia e ambiente.

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  8. "Realmente, por volta de 1960, menos da metade dos brasileiros moravam em cidades. Hoje, quase 90% estão em área urbana, e é desse ambiente urbano que o Aedes aegypti gosta. Para alguns pesquisadores, outro fator que está ajudando o mosquito a espalhar os vírus da dengue, chikungunya e zika é o aquecimento global que desequilibra a condição de vida de todos os seres vivos": mais um comentário do Dr. Albano de Campinas (SP), que ouviu especialistas em evento de alerta na Unicamp.

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