quarta-feira, 30 de março de 2016

BRASIL JÁ VEM ACOLHENDO HÁ ANOS REFUGIADOS SÍRIOS MAS NÃO HÁ UM ESQUEMA DE INTEGRAÇÃO DELES À REALIDADE DAQUI



Brasil acolhe até com carinho mas ainda não existe um esquema de integração dos refugiados em nosso país: nosso coração está aberto aos imigrantes estrangeiros mas também neste caso a burocracia e falta de gestão causam sofrimentos

 
Casos de refugio no Brasil aumentaram mais de mil por cento nos últimos meses

 
Tinawi e sua família estão entre quase 3 mil refugiados sírios atualmente em São Paulo
 
 
Em setembro do ano passado Uol reproduziu reportagem de Karina Gomes, do site alemão DW, questionando a situação de cerca de 10 mil refugiados que vivem atualmente no Brasil. Sírios são maioria entre migrantes de 80 nacionalidades que conseguem asilo em nosso país, mas contam com pouca ajuda dos governos municipais, estaduais e federal para encontrar moradia, emprego e se integrarem à população, por exemplo, aprendendo o idioma português ou tendo a chance de participar da vida das comunidades onde passam a viver. Para o sírio Talal al-Tinawi, é difícil responder à pergunta "você está feliz no Brasil?", mas também não há outra opção. "Eu quero continuar a minha vida e estou aqui com minha mulher e meus filhos em busca desta oportunidade". Ele foi um dos refugiados entrevistados, é um engenheiro mecânico, decidiu deixar a Síria depois de ficar três meses e meio preso, confundido com um procurado das forças de segurança do ditador Bashar al-Assad. Ele e a família viveram por dez meses em condições precárias na Jordânia, assim como milhares de sírios forçados a deixar o país em meio à guerra civil.  A notícia de que o Brasil tinha acabado de aprovar uma normativa para facilitar a concessão de asilo a sírios motivou a ida ao país, o que se deu ainda em dezembro de 2013. "Agora está melhor, mas quando eu cheguei aqui e tive que começar tudo de novo. Foi muito difícil. Não conhecia nada, nem ninguém". Tinawi, a mulher e dois filhos estão entre os quase 3 mil   refugiados sírios que vivem atualmente em São Paulo, onde o casal teve outra criança, uma menina, ela que hoje tem um ano e meio e que nasceu em São Paulo é a "brasileirinha" da família. Os sírios são maioria entre os 8,4 mil asilantes de mais de 80 nacionalidades reconhecidos no país, de acordo com o Comitê Nacional para Refugiados (Conare), órgão do governo responsável pela análise dos pedidos de refúgio. Apesar de ter uma legislação moderna e ser signatário dos principais tratados internacionais sobre refúgio, o Brasil falha na integração dos estrangeiros que fogem de guerras e de perseguições por causa da etnia, religião ou grupo social. "Após o reconhecimento do refúgio, pouco é oferecido para que os imigrantes consigam subsistir", explica Manuel Furriela, presidente da Comissão da OAB-SP para os Direitos dos Refugiados. "Eles têm grandes desafios para conseguir uma colocação profissional, moradia, mesmo que provisória, e de ter acesso aos serviços públicos". No Brasil, os requerentes de asilo são submetidos a entrevistas para provar que foram vítimas diretas de conflitos e perseguições. Enquanto aguardam a resposta, os estrangeiros costumam receber uma documentação provisória. O governo brasileiro é parceiro do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e tem posição de liderança na América Latina emtermos de acolhida de requerentes de asilo. Desde 2010  o número de reconhecimentos de refúgio aumentou 1.240%.  "A situação hoje já melhorou, mas o processo ainda é lento. Alguns solicitantes chegam a esperar mais de um ano pelo visto permanente", afirma Marcelo Haydu, diretor-executivo da ONG Adus - que é o Instituto de Reintegração do Refugiado. Perto do final de 2015, o governo registrou 12.668 pedidos de refúgio, que ainda aguardam avaliação. O Conare está abarrotado de pedidos. O volume brasileiro é pequeno em relação aos grandes fluxos internacionais, mas a demanda tem duplicado a cada ano. E o órgão não estava estruturado para atender ao crescente número de imigrantes. O coração do Brasil está aberto ao refugiados, mas a burocracia e a falta de umas gestão sustentável neste setor atrapalham, causando sofrimento os que fogem da guerra em busca de um país que para eles parece ser de paz.


Muitos dos refugiados têm dificuldades de sobrevivência e sofrimento no Brasil

Poucos são os que conseguem logo um visto para se integrarem ao país

A maioria recebe tipo Bolsa Família mas a integração é demorada e difícil



Fontes: DW/Uol/Agência Brasil
             www.folhaverdenews.com

5 comentários:

  1. Logo mais estaremos postando aqui nesta seção de comentários mais informações sobre os refugiados em geral e também sobre os que estão vindo para o Brasil em número crescente.

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  2. Aguarde nossa postagem aqui e desde já você pode colocar aqui nesta seção a sua mensagem ou a sua opinião sobre este problema humanitário e também de cidadania.

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  3. Você tem outras duas opções. Mandar um e-mail com a sua mensagem aqui para a redação do nosso blog, através do webendereço navepad@netsite.com.br Ou então direto para o nosso editor de conteúdo, para padinhafranca@gmail.com

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  4. "Sim é uma questão humanitária e o Brasil tem tradição de acolher bem os imigrantes, mas realmente precisa com urgência melhorar a estrutura de acolhimento e de integração dos refugiados de várias origens": o comentário é de Leonor Chagas, de São Paulo, redatora de publicidade, que recentemente acompanhou o caso de imigrantes do Haiti e da África.

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  5. "Tendo acompanhado pelas TVs e também por sites internacionais como o da BBC essa questão dos refugiados e agora neste blog vi um enfoque que falta na grande mídia, no caso da posição do nosso país": o elogio que agradecemos foi feito pelo engenheiro civil da USP Heitor Santos, que atualmente mora em Salvador (Bahia).

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