sábado, 19 de março de 2016

CIENTISTAS DE 30 UNIVERSIDADES E ENTIDADES DE 8 PAÍSES ALERTAM SOBRE AS MEGAHIDRELÉTRICAS COMO AS QUE ESTÃO EM PROJETO OU EM CONSTRUÇÃO NO BRASIL

Custo benefício de barragens e hidrelétricas gigantescas não compensa e especialistas estão reafirmando a urgência de formas mais limpas de energia tipo Eólica ou Solar na África, na Ásia e por aqui também na Amazônia

 

Universidade do Texas também alerta sobre 450 barreiras que vão colocar em risco natureza e população de vários países, no caso, inclusive, o Brasil

As sequelas socioambientais impactam a economia, a ecologia e tornam insustentáveis as megahidrelétricas


Os efeitos da construção de barragens de usinas de energia hidrelétrica precisam urgentemente ser dimensionados, alertam cientistas de 30 universidades e entidades ambientalistas de vários países: é uma questão que se refere diretamente ao Brasil, tendo sido tema de reportagem de Vitor Caputo no site da revista Exame e no Planeta Sustentável também. Um novo levantamento está sendo publicado agora na revista científica Science que também investiga o assunto, de grande importância para países que utilizam esse tipo de fonte de energia, como é o caso do nosso país. Ontem, nos blogs Folha Verde News e Flash de Ecologia a gente postou informações e comentários sobre o posicionamento crítico às grandes barragens e hidrelétricas gigantescas, no Pará, em toda a Amazônia, feitas pelo ecólogo paraense Carlos Peres, com o apoio da rede Observatório do Clima: este post se mostra de maior atualidade ainda diante deste levantamento internacional que mais uma vez em suma realça o valor das energias realmente limpas como a Eólica e a Solar, mais econômicas e mais ecológicas ou seja, sustentáveis. O balanço do custo benefício das grandes hidrelétricas não é positivo diante das conclusões deste novo estudo que foi feito tomando como base as bacias dos rios Amazonas, Congo (na África) e Mekong (na Ásia). A conclusão dos especialistas ressalta que nesses três rios estão sendo construídas ou planejadas 450 barreiras hidrelétricas para geração de energia. Estas enormes construções, barragens e intervenções nos três dos maiores rios do Brasil, da África e da Ásia com certeza causarão sequelas socioambientais e desequilíbrios do ambiente de grande monta. E além do mais, vão significar a extinção de várias espécies de peixes, que são além de vitais para manter os ecossistemas, alternativas de alimentos para as populações nestes países.  "As bacias desses três rios abrigam um terço dos peixes de água doce de todo o mundo", afirmou Kirk Winemiller, líder do estudo e professor da Universidade Texas A&M. As 450 barreiras colocam em risco as vidas de muitas espécies de peixes. E podem acelerar a morte da natureza nas regiões onde já estão sendo construídas ou pelo menos planejadas. Os planos de implantação envolvem realocação de populações e desflorestamento de grandes áreas. "A falta de transparência durante a aprovação de uma barragem levanta dúvidas sobre se financiadores, empreendedores e governos estão agindo corretamente, já os cientistas e ecologistas estão cientes dos riscos e fazendo o alerta, é uma uqestão também de cidadania levar em conta a realidade destes fatos", disse Leandro Castello, um dos autores do estudo coletivo que reuniu alguns dos especialistas em energia mais respeitados no planeta. Para os pesquisadores, as análises de impactos precisam ser mais aprofundadas. De acordo com eles, pela primeira vez é possível fazer análises profundas com uso de satélites sobre biodiversidade e ecossistema. Esses dados seriam capazes de balancear o custos e benefício da energia que se obtém com as enormes hidrelétricas. Os especialistas estão alertando que um processo mais detalhado e transparente traria diversos benefícios. Os financiadores das obras poderiam ficar mais tranquilos, as populações e as naturezas nestes locais seriam menos afetadas e os impactos ecológicos seriam bem menores. O levantamento econômico e ecológico foi realizado por cientistas de 30 universidades, governos e organizações ambientalistas de oito países diferentes, que se uniram neste mutirão pelos rios e pela mudança na estrutura energética a favor de um desenvolvimento sustentável de verdade.


Algumas regiões como a Amazônia precisam de soluções de desenvolvimento sustentável de verdade

Os prejudicados não são só peixes e os índios: megahidrelétricas prejudicam a economia e a ecologia dos países assim como os consumidores e a população da África, da Ásia, do Brasil


Fontes: www.exame.com
             www.planetasustentavel.abril.com.br
             www.folhaverdenews.com 

10 comentários:

  1. Surto de construção de usinas planejadas na Amazônia vai eliminar habitats de espécies que não existem em nenhum outro lugar do planeta, já alertvam pesquisadores dos Estados Unidos, Brasil e Reino Unido à rede ambiental Observatório do Clima: agora, aqui, as conclusões de 30 cientistas de 8 países diferentes, confirmando o que o OC e a gente adiantávamos ainda ontem.

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  2. "O cascudo-zebra (Hypancistrus zebra) não é empreiteiro nem político, não está denunciado na Lava Jato e não levou um centavo de propina pela usina de Belo Monte. No entanto, recebeu a pena mais dura de todas pela construção da superfaturada hidrelétrica no Pará: a morte. Quando o reservatório encher, secando a Volta Grande do Xingu, os pedrais onde esse pequeno peixe ornamental vive ficarão rasos e quentes demais para ele. Como só ocorre naquela região, o cascudo-zebra poderá ser extinto na natureza": assim começava a matéria de Cláudio Ângelo, no OC, exemlificando uma das mais variadas espécies vivas sacrificadas pelas grandes barragens. O mesmo destino aguarda diversas outras espécies que habitam ambientes únicos de rios amazônicos que cederão lugar a gigantescas hidrelétricas.

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  3. Postamos ontem um resumo do OC por aqui em nosso blog do movimento ecológico, científico e de cidadania como um alerta. Logo mais, mais informação nesta seção de comentários a partir do post de hoje de variados especialistas que reiteram e ampliam as denúncias do ecólogo do Pará, Carlos Peres.

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  4. Coloque nesta seção de comentários a sua opinião sobre esta pauta ou então envie sua mensagem para o e-mail da redação do nosso blog navepad@netsite.com.br e/ou ainda diretamente pro nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  5. "Neste momento de tantas crises e de caos no país é a hora mesmo de críticas e de revisão das políticas públicas a bem da natureza e da população": a opinião é de Carlos Almeida Santos, engenheiro florestal da USP que atua no estado de São Paulo.

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. Enquanto muitos estão destruindo o Brasil, tem gente como Carlos Peres e outros ecologistas como estes ligados ao Observatório do Clima que estão ao contrário tentando construir nosso futuro": quem comenta é Marília Rodrigues, engenheira ambiental, formada pela UFMG.

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  8. "Precisa ser uma das prioridades do Brasil de verdade substituir as grandes barragens por opções mais econômicas e ecológicas de energia, o que é bom para o país e pros consumidores também": a mensagem nos foi enviada por Aldo Amarante, que é empresario no setor de vendas e de exportação em Bauru (SP).

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  9. "A denúncia que vi ontem do ecólogo do Pará e do Observatório do Clima já era importante, a que vocês estão publicando hoje é mais ainda porque pede a mudança duma estrutura energética que está dizimando espécies sem ajudar a economia": opinião de Fabiano de Moraes Fabre, que é filho de argentinos e mora em São Paulo (SP) e atua no mercado publicitário.

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  10. "Índios Mundurukus com apoio de ecologistas fizeram ontem um protesto contra a construção de grandes barragens em 43 hidrelétricas previstas para o Rio Tapajós, que eles consideram, na sua linguagem, sagrado para a Amazônia": o comentário é de João Carlos Mendes, de Belém do Pará, engenheiro florestal, que nos envia notícia do site Uol sobre esta manifestação.

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