terça-feira, 15 de março de 2016

HOJE A GUERRA NA SÍRIA PRECISA SER ENCARADA COMO UMA CAUSA HUMANITÁRIA E NÃO SÓ FATO POLÍTICO OU ECONÔMICO



A destruição na Síria envolve vários interesses e países: o EI luta pelo apocalipse, o Presidente é de minoria no país, os rebeldes têm apoio dos Estados Unidos, Médicos Sem Fronteiras e até a Cruz Vermelha foram impedidos de atuar lá: a Rússia se retira mas a paz parece ainda longe e todos os que vamos à luta pela Não Violência fazemos aqui nosso protesto pela vida em meio a esse caos da morte de um povo talvez um pré-choque mundial entre o Oriente e o Ocidente


 
A crueldade da situação que já contabiliza mais de 250 mil pessoas mortas


Esta foto da BBC mostra crianças tentando sobreviver em Damasco


Depois de cinco anos de guerra, o que sobrou do país? É o que perguntam agências de notícias como a AFP e o site BBC. O conflito na Síria já dura cinco anos e matou mais de 250 mil pessoas. Milhões fugiram do conflito, mas cerca de 18 milhões de pessoas ainda moram no país devastado por conta dos vários interesses e pela violência que chega a ser crueldade, quase 10 mil crianças já morreram devido a esta situação complexa. Não temos em nosso blog por aqui condições nem de definir as causas ou as responsabilidades pelos fatos diante da confusão do conflito que além dos sírios que são favoráveis ao ainda Presidente Bashar al-Assad de uma minoria étnica e religiosa, com ligações com a Rússia e a China,  coloca em ação a oposição, os rebeldes sírios apoiados pelos Estados Unidos e outros países do Ocidente, considerado inimigo do Oriente pelos radicais do Estado Islâmico, todo este choque de posições, interesses e diferenças, que ainda têm iranianos e libaneses, bem como além do mais os herdeiros políticos ou filhos de Bin Laden, os Jihadistas, a liderança do xeque Abu Muhammad al-Adnani ou do califa Baghdadi, tornando este conflito quase incompreensível para nós brasileiros, conflito que já foi chamado de Mini Guerra Mundial pelo seu alcance e violência, que até envolve armas químicas ou treinamento ou testes de aviões e de armamentos militares, a chamada indústria da morte. Em muitas cidades a ameaça de morte ou ferimentos  virou uma rotina da vida. Lá todo mundo na Síria conhece alguém que morreu mas até o número exato dos mortos pode nunca ser conhecido. O Centro de Documentação de Violações, uma rede de ativistas dentro da Síria, fez um trabalho para registrar o número de vítimas e as causas de suas mortes. Só para a gente lçer os nomes de adultos e de crianças mortos ou assassinados, levaríamos 19 horas. Para pesquisar as origens e os desdobramentos ou as sequelas e a repercussão geopolítica do conflito, levaríamos vários dias de um trabalho o mais complexo porque envolve etnias, religião, política, interesses econômicos, militares e um surto epidêmico de violência, incluindo, o sofrimento dos desabrigados lá e dos refugiados np mundo. Tudo começou como protestos pacíficos inspirados no movimento Primavera Árabe, contra o governo,  em março de 2011, depois se transformou em guerra civil depois que as forças de segurança do Presidente AL-Assad usaram a força contra civis. Cinco anos deste conflito destruíram quase tudo, incluindo a economia da Síria, com o custo total estimado em cerca de US$ 255 bilhões pelo Centro Sírio de Pesquisa Política. Com o desemprego estimado em mais de 50% (aumento de 14% em relação a 2011), famílias sírias lutam diariamente para sobreviver. Cerca de 70% da população está vivendo em pobreza extrema, sem conseguir garantir o básico em alimentos e outros produtos. Esta luta piora ainda mais pelo estado atual da agroindústria na Síria. O que já foi um dos mais fortes setores do país teve sua produção e distribuição muito afetadas pelo conflito e muitas regiões agora têm altos níveis de insegurança alimentar, isso é, fome.  Não vamos com este texto resolver nada mas clamar pela última lucidez. (Antônio de Pádua Silva Padinha)


Tudo começou há 5 anos com um movimento pacífico tipo Primavera Árabe

O conflito hoje tem um alcance quase incompreensível para o ser humano

A população civil e as crianças são as maiores vítimas do conflito

Quase 10 mil crianças já morreram, 100 mil fugiram da Síria


A ONU faz as autoridades se reunirem como em Viena mas a paz não vem 

Este povo está sendo tirado do mapa mundi pela violência da atualidade



Fontes: ONU/BBC/APF/ Reuters/G1/UOl
              www.folhaverdenews.com

12 comentários:

  1. O nosso editor de conteúdo deste blog relata aqui nesta seção de comentários que "tive a oportunidade de conhecer um dos primeiros refugiados da Síria, quando ainda a guerra civil nem havia começado, ele fugiu pro Brasil por causa do conflito entre árabes ou palestinos e judeus. Acabou por chegar na redação de um pequeno jornal do interior (Diário da Franca) onde eu trabalhava após abandonar São Paulo, também de certa forma, vítima da violência".

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  2. "O pessoal do jornal o acolheu, ele começou a lavando o chão e os banheiros, foi mostrando a sua inteligência, aprendendo a falar português, o dono do jornal de origem síria apoiava a sua integração, ele foi crescendo, aos 18 anos já era um jovem que respondia pela distribuição do jornal, depois pela venda de anúncios classificados e aí, um dia ou uma madrugada, assim como veio, desapareceu. Soube que tinha ajuntado um dinheiro, comprado uma passagem e foi de volta tentar ajudar as crianmças da sua família". (Padinha).

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  3. Mais tarde aqui nesta seção de comentários, mais informações sobre esta causa humanitária. Coloque aqui a sua opinião. Ou envie a sua mensagem pro e-mail da redação do blog navepad@netsite.com.br

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  4. Outra opção é você enviar sua mensagem ou uma sugestão de pauta ou fotos ou informações pro e-mail do nosso editor de conteúdo aqui do blog padinhafranca@gmail.com

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  5. "Realmente, uma violência extrema e um conflito inexplicável se a gente considerar o estágio atual de evolução da espécie humana": o comentário é de Júlio Nassin, de São Paulo (SP), que lamenta em especial "a inação das autoridades políticas do mundo".

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  6. "Uma das autoridades mundiais mais poderosas do mundo, a 1ª Ministra da Alemanha, Angela Merckel, está enfraquecida, ela e o seu partido no seu país, pela visão humanitária que têm do conflito e da situação dos refugiados. Fatos assim me chocam e uno o meu protesto ao deste blog": quem comenta é Mariana Lúcia, que estuda na USP em São Paulo (SP) e é do interior paulista (Assis).

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  7. "O problema é que com os refugiados da Síria chegam também marginais de outras origens e até radicais do EI": comentário de Silvano Rossi, de família italiana e que trabalha em Brasília (DF).

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  8. "Creio que no Brasil, inclusive pela tradicional amizade entre sírios e brasileiros, poderíamos receber muitos dos refugiados, acho que até todos eles, temos espaço físico, regiões desabitadas, carência de mão de obra em alguns setores, poderia haver um apoio da ONU e de outros países também financeiro ao projeto, enfim, eu faria isso se fosse eu a autoridade do Brasil": o comentário é do nosso editor de conteúdo Padinha.

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  9. "Este projeto de receber os refugiados da Síria e ao mesmo tempo apoio da ONU e de outros países pode ser bom para o Brasil desde que haja um programa de desenvolvimento sustentável para a região onde se instalariam os refugiados": quem comenta é Álvaro Pedro Mendes, economista e consultor de empresas em São Paulo (SP).

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  10. "Álvaro Pedro, é exatamente dentro da perspectiva de um programa sustentável de desenvolvimento que este projeto de receber refugiados da Síria em massa pode vir a ser um sucesso, ainda mais com o apoio de outros países e da ONU": a resposta é do nosso editor Padinha.

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  11. "Muito interessante, o problema porém, algo que anda acontecendo na Itália, na Alemanha, é que junto com refugiados da Síria vêm pessoas de outras origens, até marginais e mesmo gente do EI, isso pode trazer pro Brasil um drama social e político além de não solucionar, sinto muito falar assim": o comentário é de Hugo Rocha Silva, advogado empresarial em Brasília (DF).

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  12. "Álvaro Pedro, pelo menos tentamos ajudar, vamos juntos à luta humanitária, hoje e sempre, paz para você, acesse sempre nosso blog, obrigado pela sua participação": é uma mensagem do nosso editor de conteúdo Antônio de Pádua Silva Padinha.

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