quinta-feira, 31 de março de 2016

JÁ A PARTIR DA SUA NASCENTE CÓRREGOS E RIOS MOSTRAM A ECOLOGIA PERDIDA DAS ÁGUAS DO INTERIOR BRASILEIRO

Flash Ecológico da nossa equipe enfoca se é ou não possível recuperar a ecologia perdida de córregos, riachos, rios e lagoas no país: debate a partir da realidade do Cubatão que começa a ficar poluído desde a sua nascente em Franca (SP)
 
A contaminação de nascentes e falta de gestão ambiental é o começo do drama
 Esgotos domésticos e efluentes industriais ou também os crescentes loteamentos e os empreendimentos imobiliários nas médias e até nas pequenas cidades do interior, também por aqui na região entre o nordeste paulista e o sudoeste mineiro, são considerados os principais contaminantes hoje das águas superficiais. Além disso, há um outro fator que precisa ser enfocado como principal: a falta de uma gestão pública ambiental sustentável por parte dos poderes públicos locais, regionais, nacionais. Há novas tecnologias atualmente que podem avançar no monitoramento e avaliação dos elementos químicos na água e que podem orientar políticas públicas socioambientais para o que seria uma recuperação pelo menos em parte da ecologia perdida das águas do interior. A equipe do nosso blog Folha Verde News, formada em uma reportagem sobre o córrego Cubatão em Franca (SP) pelos repórteres e videomakers Cássio Freires e Antônio de Pádua Silva Padinha, editor desta página, que escreve também diariamente o Flash de Ecologia no site regional JF, pesquisou algumas informações, por exemplo em portais de soluções para os problemas da hidrologia e os atuais avanços da tecnologia ambiental, como o que mantém a empresa agsolve, bem como, em webespaços de ambientalistas, técnicos, cientistas ligados ao movimento ecológico e de cidadania e há um consenso entre os pesquisadores que no interior e em todo o país, os rios, córregos, riachos, lagoas com as águas hoje mais poluídas estão em áreas urbanas. 

Assista o Flash ecológico sobre o Córrego Cubatão


No meio rural, há o problema dos agrotóxicos em grande parte das plantações, mas a intensidade da urbanização (concentrando mais de 80% da população brasileira) causa impactos em todas as águas que atravessam cidades, onde em geral, pouco mais de 40% dos esgotos domésticos e mais de 50% dos efluentes industriais não recebem tratamento, poluindo e desequilibrando a vida das águas. Este fato acontece até mesmo por aqui na cidade de Franca (SP), que agora em 2016 assumiu o 1º lugar no ranking de saneamento básico e tratamento das águas, segundo o instituto Trata Brasil. Esta região era uma estância hidromineral há mais de 100 anos, antes da sua industrialização. E se por aqui há Estação de Tratamento de Esgotos e um processo de despoluição junto aos curtumes de couro dos efluentes, a situação é a de ecologia perdida, imagine no resto do país. Este é um dos enfoques que a gente procura estimular com o Flash Ecológico sobre o Córrego Cubatão.
Esgoto doméstico e efluentes industriais complicam as águas urbanas
Recuperar a qualidade das águas urbanas é possível?


Em córregos como o Cubatão que atravessam áreas urbanas....
...a poluição e os problemas podem dar lugar à recuperação da ecologia perdida?


Conforme pesquisadores e a maior parte dos especialistas, a melhor ação quanto à recuperação da qualidade das águas ainda é a de prevenção e o cuidado para que poluentes não sejam lançados no ambiente sem o tratamento adequado. Através da tecnologia, é possível monitorar a qualidade da água, medindo os parâmetros e os elementos químicos presentes, como nitrato, amônia, fósforo, nitrogênio, até metais pesados (como por aqui e em outras regiões coureiras e calçadistas). Evitar ou tratar a poluição das águas influi diretamente na qualidade de vida e saúde da população. A nascente do córrego Cubatão era de água considerada medicinal, pelo médico Ângelo Presotto Neto, que procurou preservá-la até quando não mais conseguiu fazer isso por desentendimento com autoridades policiais e ambientais da região de Franca que erraram em sua avaliação do caso. É possível despoluir o Cubatão e outros córregos, riachos, rios e lagos urbanos? A própria ANA (Agência Nacional das Águas) explica que em termos técnicos é possível recuperar a qualidade de uma água poluída visando sua utilização para um uso específico, tal como o abastecimento doméstico. Existem tecnologias que permitem transformar o esgoto em água potável, a questão principal é o custo do tratamento, pois, dependendo do nível de poluição, os recursos necessários para a purificação das águas podem ser bastante elevados, aumentando também a conta de água dos consumidores. O Cubatão poderá ter de volta peixes de espécies nativas como bagres, piaus, lambaris, curimbatás? Com o soterramento ou destruição de nascentes, aqui e nas cidades em geral, o volume das águas perdeu qualidade e quantidade. Pescar como parte do lazer nas águas e até como opção de alimento só com a recuperação da ecologia perdida e uma gestão de desenvolvimento sustentável. Cientistas alertam que o risco de contaminação decorrente das atividades urbanas gera a necessidade de um controle mais rígido da qualidade dos recursos hídricos. Segundo o especialista, questões que comprometem a biologia aquática e a disponibilidade de água para o abastecimento público devem ser eliminadas através de políticas públicas eficientes e de iniciativas para recuperar a qualidade das águas que em toda região, também por todo interior brasileiro, são essenciais para a busca de um reequilíbrio entre o potencial ecológico das águas e o avanço econômico das cidades. É esta realidade sustentável e feliz que nosso Flash Ecológico sobre o pequeno córrego Cubatão ensaia. A recuperação da ecologia perdida das águas e da vida urbana é algo ainda possível atualmente mas ficará totalmente inviável em menos de uma década de mais destruição ambiental na história da nossa última natureza. 

Uma nova era da ecologia pode começar a partir do cuidado com as nascentes





O que acontece numa cidade quase exceção como Franca é a regra em todo interior

Este é o mapa da mina de Franca com nascentes, córregos, lagoas e rios poluidos

Fontes: www.agsolve.com.br
             www.ecodebate.com.br
             www.folhaverdenews.com

8 comentários:

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  3. "Importante esta luta para recuperar a ecologia perdida": comentário de Hugo Mendes, que cursou Biologia na Unesp e hoje atua na área rural do Paraná junto com equipe de Agronomia.

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  4. "Gostei da matéria e também do video sobre a questão das nascentes e da luta pela recuperação da ecologia, algo que deveria ser a prioridade de toda gestão urbana que fosse sustentável como hoje não é nem aqui nem na China": o comentário é de Geraldo Xavier, técnico em Meio Ambiente que pretende fazer Engenharia Ambiental na primeira oportunidade numa faculdade pública.

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  5. "Curti em especial o mapa com ribeirões, córregos e rios que invadem o espaço urbano de Franca": Maria Luíza Moraes, que é desta cidade e hoje trabalha em São Paulo e estuda na Unicamp em Campinas (SP). Ela diz que "é mesmo o mapa da mina".

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  6. "É ISSO AÍ, TEMOS QUE COLOCAR A ECOLOGIA NO MAPA DO INTERIOR": é a mensagem por e-mail que recebemos de José Alvaro, de São José dos Campos, apicultor, que nos manda informação sobre o sumiço das abelhas na sua região.

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  7. "Oi Padinha, aí em Franca como aqui em Ribeirão e na maior parte das cidades as nascentes vão sendo destruídas, aterradas, estas águas quando não poluídas são jogadas fora no esgoto pluvial, isso é não aproveitar os recursos hídricos, cada vez mais escassos ainda mais nas cidades": quem comenta é Alberto Pereira, webdesigner em Ribeirão Preto (SP).

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  8. "Em relação ao que coloca no seu comentário este webdesigner de Ribeirão Preto, ele tem razão e isso bate com a minha experiência rural: sou agrônomo e vejo que rios, córregos, riachos, lagoas estão com cada vez menos água por conta da destruição das nascentes em todo lugar, também dentro de Franca, rica em termos hidrominerais como toda nossa região daqui da Serra da Canastra, passando pelo Rio Grande e até o Rio Pardo. Mesmo com toda chuvas a vazão das água hoje é cada vez menor em prejuízo da ecologia e da população": comentário de José Carlos Araújo, de Sacramento (MG).

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