segunda-feira, 28 de março de 2016

MAIS UMA BOMBA DA REVISTA VEJA MAS DESTA VEZ NÃO SE TRATA DE POLÍTICA E SIM DA MEGACRISE DO CHOCOLATE E DO CACAU

O aumento mundial do consumo somado à queda de produtividade das lavouras de cacau (também no Brasil) poderá causar a escassez do produto em 4 anos


Chocalipse (o apocalipse do chocolate) é o alerta da revista Veja


Segundo informa reportagem especial de Luiza Donatelli na polêmica revista Veja desta semana nem bem termina a Páscoa (o ápice de consumo do chocolate no Brasil) a estimativa é que até por volta de 2020 a demanda mundial de cacau ultrapassará a produção. Se essa situação se concretizar, as barras de chocolate deverão encarecer 60% e os ovos de Páscoa, que já são muito mais caros que os tabletes, por causa do formato, deverão acompanhar a alta. A principal razão para o chocalipse é econômica. Até há alguns anos, o chocolate era um artigo de luxo nos mercados emergentes, raro e caro. Agora, com um consumo popularizado, a demanda subiu de modo expressivo. Em paralelo a esse aumento, as plantações de cacau sofrem pesadamente com a proliferação de pragas, com efeitos das mudanças climáticas e lances negativos de uso de mão de obra infantil em cacaueiros africanos.  Confira a seguir aqui neste blog da ecologia e da cidadania mais detalhes desta informação tão azeda como inesperada após uma euforia no mercado de consumo na Páscoa agora.


A produção brasileira de cacau tem outros problemas além do aumento da demanda mundial



Day After do chocolate? Há quem conteste que haverá mesmo um Chocalipse


Logo após a Páscoa esta notícia choca os chocólatras de todo mundo....

Outra questão é que as propriedades estão mais no cacau que no chocolate processado


Fazendeiros e produtores de chocolate são unânimes em prever que a crise já à vista no horizonte será avassaladora. De acordo com a americana Mars, dona de marcas famosas como M&Ms, o déficit de cacau será de 1 milhão de toneladas até 2020. A raiz da escassez é o aumento do consumo na China e na Índia, países que, juntos, reúnem 36% da população mundial. Originalmente, os chineses não tinham o hábito de comer chocolate, pois o país não é produtor de cacau. No entanto, isso mudou nos últimos anos. Desde 2011, o consumo médio por pessoa explodiu, passando de 30 para 200 gramas anuais. E a China promete continuar a puxar o aumento do consumo no mundo. As previsões indicam um crescimento de 60% nas vendas entre os chineses até 2019. Dos mercados emergentes asiáticos, o chinês não é o único que desenvolveu o apetite pela iguaria. Na Índia, as vendas também aumentam, ao ritmo de 20% ao ano. A notícia deveria ser positiva e até deliciosa, não fosse o fato de que a oferta do cacau, a matéria-prima, não deverá acompanhar esse ritmo de expansão. De acordo com o recente relatório “Barômetro do cacau”, divulgado por um consórcio internacional de fabricantes, são de três naturezas as dificuldades enfrentadas pelos fazendeiros: social, econômica e ambiental. Para começar, os maiores produtores, os africanos, dependem de mão de obra infantil. A prática ilegal forjou a baixa de preços dos últimos anos, levando ao aumento do consumo entre emergentes. Ao mesmo tempo, tem se intensificado o combate a esse crime. O que resulta no segundo nó, o econômico. O fim da exploração do trabalho infantil acabará por elevar os salários nas lavouras. Naturalmente, pequenos produtores poderão falir e quem sobreviver elevará seus preços de venda. A produção no Brasil já sofre com outro problema também grave, a presença de pragas, como a vassoura-de-bruxa, um fungo que se espalha pelas árvores e contamina os frutos, inutilizando a plantação. Esta peste responsável por prejudicar a produção do Brasil nos anos 90 começa a ser debatida mais agora. O país ocupava o posto de segundo maior produtor mundial de cacau quando se espalharam a vassou­ra-de-bruxa em plantações da Bahia. Alguns colocaram como culpados da praga alguns militantes de esquerda, que tinham como intenção minar o poder político e econômico dos “barões do cacau”. Realidade ou não este fato, de toda forma a praga proliferou. Como consequência, o país perdeu 80% da capacidade das lavouras, deixando de ser um dos grandes produtores internacionais de cacau. Há hoje tentativas de superar este drama, como o plantio de cacau orgânico na Bahia mesmo, também na Amazônia e em regiões quentes, como no sul baiano e norte mineiro, onde a temperatura fica sempre entre a mínima de 18 e a máxima de 32 graus. Mas a praga não é o que mais agrava e sim o aumento mundial do consumo e a baixa produtividade das plantações de cacau não só no Brasil, mas também na África. Um gosto amargo demais invade o universo do chocolate: será mesmo o apocalipse deste produto? Parte da mídia faz alarde que sim porém com cautela especialistas defendem medidas ambientais e sustentáveis para redesenvolver as plantações de cacau e voltar a tornar saboroso mais ainda o gosto deste produto e de quebra todo o mercado do chocolate. 


Há especialistas que falam em salvação do cacau e do chocolate....
...como resultado de medidas ambientais e sustentáveis no setor....


...como a experiência de alguns jovens cacaueiros na Amazônia


Fontes: www.veja.abril.com.br
             www.folhaverdenews.com 

7 comentários:

  1. Na sequência, postaremos aqui mais informações sobre esta pauta de hoje nesta seção de comentários, aguarde nossa edição a seguir.

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  2. Chocalipse, o apocalipse do chocolate, poderá ser contido e superado com medidas ambientais e sustentáveis nas lavouras de cacau, no Brasil e na África? Há chances de reverter esta tendência do mercado de chocolate?

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  5. "Uma bomba de chocolate, azedando o mercado doce dos ovos de Páscoa e das vendas crescentes deste produto que tem aumento de consumo em todo o planeta, creio que há um sabor de sensacionalismo nesta notícia, se é que ela n]ão é fabricada para aumentar ainda mais o preço desse produto": quem comenta é Josué Pereira, de São Paulo, que trabalha no mercado de exportação.

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  6. "Se você está com um peso saudável, comer chocolate com moderação não aumenta o risco de doença cardíaca de forma detectável e pode até ter algum benefício. Eu não aconselharia meus pacientes a aumentar o consumo de chocolate com base nesta pesquisa, particularmente se estiverem acima do peso", disse à BBC o especialista Tim Chico. Olavo Taveira Santos nos enviou a matéria, ele que é economista em Ribeirão Preto (SP).

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  7. Também preocupado com o Chocalipse, Olavo Santos comentou ainda que "acredita-se que os antioxidantes encontrados no cacau possam ter efeitos antiinflamatórios, melhorando o fluxo sanguíneo e diminuindo o risco de doenças cardiovasculares. Algumas pessoas também afirmam que o cacau protege contra o câncer e reduz o estresse. Mas há a questão da validade de estudos que ligam o cacau à diminuição da pressão sanguínea, e se há algum efeito para a saúde depois que o cacau é transformado em chocolate mesmo que o tipo mais amargo e natural". Ele lamenta ainda "que este produto natural extraordinário possa acabar sendo extinto".

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