segunda-feira, 14 de março de 2016

MODERAR NA ALIMENTAÇÃO E EM TODOS OS TIPOS DE DIETAS É UM CONSENSO PARA A ECOLOGIA HUMANA HOJE

A BBC debate ideias para mudar o mundo e a Organização Mundial da Saúde (ONU) deverá usar os resultados desta pesquisa pública para aperfeiçoar seus programas de alimentação em alguns países


A alimentação mais natural e moderada é um dos maiores consensos médicos atualmente


Desligar as luzes e olhar as estrelas. Ficar e andar descalço na grama ou na terra. Estas duas foram algumas das alternativas sugeridas por especialistas para uma campanha da BBC, buscando motivar um avanço na saúde e no equilíbrio ecológico das pessoas em geral e em especial de classe média: uma das sugestões de cientistas e de produtores culturais na Inglaterra foi a de jejuar pelo menos uma vez por semana. Parece algo complicado pelo ritmo da vida hoje em dia, mas esta opção já era usada há mais de 5 mil anos por indianos e por chineses ou outros orientais, tanto para a pessoa aumentar o seu autocontrole como para equilibrar o seu corpo pela limpeza orgânica causada pelo jejum pelo menos de certos alimentos que deixam sequelas. No caso dos ingleses, agora dentro desta campanha de busca de melhor condição de vida, esta terceira opção (a de jejuar ao menos parcialmente um ou dois dias da semana) segundo vários médicos que foram ouvidos sobre esta alternativa, esta prática de moderação alimentar poderá ajudar bastante a população dos países europeus, por exemplo, no caso da Diabetes, que tem sido uma das doenças mais comuns na população da UE. Segundo a organização Mundial da Saúde, a OMS da ONU, são atualmente cerca de 350 milhões de pessoas em todo o planeta com Diabetes tipo 2 e esse número deve aumentar para meio bilhão nos próximos 20 anos. É uma doença que os médicos descrevem como "desencadeada por nós mesmos", por causa de fatores como vida sedentária, consumo excessivo de fast food e bebidas açucaradas, três do erros mais citados na atualidade das sociedades de consumo. A Diabetes é  vista como uma doença crônica que ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o corpo não consegue usar efetivamente a insulina que produz, isso leva a uma concentração maior de glicose no sangue. O tipo 1 geralmente se desenvolve na infância e é caracterizado pela incapacidade de se produzir a quantidade de insulina necessária para controlar os níveis de açúcar no sangue. Mas cerca de 90% dos casos são do tipo 2, que é a forma de Diabetes majoritariamente ligada à obesidade, sendo que a obesidade é um dos fantasmas atuais no dia a dia da vida nos países menos pobres. E além da gordura corporal excessiva, há outro fantasma constante é a Diabetes do tipo 2 que pode, em casos mais intensos, levar uma pessoa à cegueira ou forçar a amputação de membros. Esta doença tem se tornado mais comum nos países em desenvolvimento. A China é reconhecidamente a "capital mundial da diabetes": tem 109 milhões de pessoas sofrendo com o problema, isso representa praticamente 10% da população. Por sua vez a Índia, segundo o Atlas do Diabetes, compilado pela Federação Internacional do Diabetes, tem 69 milhões de pessoas com a doença, cerca de 9% da população. Aqui no Brasil, há 9 milhões de diabéticos (menos de 5%) de acordo com os números oficiais de 2015. Por conta do elo com a obesidade ou com erros na alimentação, grande parte dos médicos de todas as tendências terapêuticas acredita que mudar o estilo de vida e hábitos alimentares pode ajudar a todos os atingidos por estas doenças na batalha por uma melhor saúde.


Milhões de pessoas adoecem no mundo ou por falta de alimento ou por nutrição errada

 

Os antigos orientais já indicavam a necessidade de jejuar moderadamente



Manter o corpo em forma é uma exigência cultural nas atuais sociedades de consumo


Como obter e manter uma melhor saúde corporal? Artistas, escritores e cientistas entrevistados pela BBC sugeriram ideias simples  que pudessem provocar mudanças imediatas no mundo. Para exemplificar, o muito respeitado  geneticista Frances Ashcroft, da Universidade de Oxford, sugeriu que as pessoas jejuem uma vez por semana. Diante da epidemia global de diabetes tipo 2 ou até por causa do problema da obesidade, jejuar poderia ajudar as pessoas a viverem mais e de maneira mais saudável. Michael Mosley, médico e apresentador de TV, testou essa ideia em um documentário chamado Coma, jejue e viva mais. Mosley experimentou comer por cinco dias e jejuar nos outros dois. O jejum significaria nesse caso consumir no máximo 500 calorias para uma mulher e 600 para um homem. Depois de cinco semanas, ele perdeu mais de 6 kg e seus níveis de colesterol e glicose no sangue melhoraram. Porém, vale considerar a advertência feito pelo sistema de saúde pública dos Reino Unido, NHS, que está divulgando dentro deste tema que "não há muita certeza na comunidade científica sobre os possíveis benefícios do jejum intermitente". Enfim, moderação de comida mas também de jejum...


A obesidade e o diabetes são dois fantasmas ligados à alimentação atualmente

Gandhi foi um dos líderes religiosos que mais divulgou a prática do jejum



Fontes: BBC
             www.folhaverdenews.com 

8 comentários:

  1. Jejuar, no caso de Gandhi e da filosofia da Não Violência, não é só uma questão de saúde ou do equilíbrio alimentar, mas também uma forma de seu buscar o autocontrole e até de lutar contra adversários ou inimigos mais fortes, como sempre pregou a sabedoria oriental.

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  3. De toda forma, o jejum é uma prática milenar, observada não só pelos hindus mas também pelos cristãos, por variadas religiões, principalmente do oriente. Em vários trechos da Bíblia vemos o povo de Deus jejuando por causas de difícil resolução (I Cr.20:3;Jz.20:26), inclusive Jesus, fala da importância de alguém jejuar para obter autoridade moral ou força diante de desafios muito grandes, como antes do Calvário (Mc.9:29). O jejum simbolizava um estado de profunda e completa dependência de Deus, por parte dos homens também na resolução de problemas graves (Sl.35:13;Ed.8:21).

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  4. Do ponto de vista de busca da saúde e da ecologia humana, na vida atual nas sociedades de consumo, como por aqui no Brasil também, a pesquisa pública da BBC da opção pelo jejum ou da moderação na quantidade de alimentos, com certeza pode ajudar a qualquer um encontrar o seu melhor equilíbrio, não se trata de passar fome, drama de bilhões de seres humanos ainda na Terra, mas de encontrar a nutrição ideal.

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  6. "O jejum pode ser também uma ação política dentro de algumas religiões ou culturas, mas com certeza é uma prática de boa saúde corporal, mental e até espiritual, em termos de boas energias que também nos podem alimentar": o comentário é de Vanderlei Carvalho, vegetariano, de São Paulo (SP), que pratica o Tai Chi Chuan.

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  8. "Um detalhe que creio ser fundamental no debate de uma alimentação ecologicamente correta e que ajuda na condição de saúde duma pessoa é a opção por alimentos orgânicos, sem agrotóxicos": é a mensagem que nos enviou Maria dos Santos Fernandes, de São José do Rio Preto (SP), com a prática de nutrição que teve no hospital da Faculdade de Medicina da Unesp nesta cidade.

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