terça-feira, 8 de março de 2016

NO DIA DA MULHER O FOCO DA GENTE É BUSCAR NA ATUAL REALIDADE UM AVANÇO DO SER HUMANO

Estudo de doutoras em Psicologia pelo PUC do Rio são o conteúdo base deste nosso post no dia dedicado pela ONU às mulheres diante das mudanças atuais da família e das relações humanas no Brasil e no mundo


A mulher hoje diante das mudanças na psicologia e na realidade da vida



"O masculino e o feminino na família contemporânea" é o estudo das duas psicólogas doutoradas pelo Pontifícia Universidade Catolia do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Tereza Creusa de Góes Monteiro Negreiros e Terezinha Féres Carneiro. Este trabalho cult, que ganha mais atualidade ainda diante dos apelos do Dia da Mulher, tem como objetivo discutir questões referentes aos papéis de gênero nas relações familiares contemporâneas, onde coexistem o “modelo antigo” e o “modelo novo” de família, ressaltando a tensão existente que hoje identificam  a nova mulher e o novo homem. Drª Tereza Negreiros  e Drª Terezinha Carneiro colocam as expressões nova mulher e novo homem entre aspas, com razão. Lançando mão de contribuições teóricas da psicologia social e da psicanálise, utilizam os conceitos de papel, identidade, ideais, identificação e também expectativas para compreender as mudanças na família e a transformação do masculino e do feminino na vida contemporânea, tendo como referência os fatos da realidade atual do país e do planeta. Nós aqui no nosso blog de ecologia, não violência e cidadania, estamos transmitindo um resumo destas informações para embasar uma mensagem: acima das diferenças entre a mulher e o homem, em todos os setores, no mercado de trabalho, nas relações pessoais e nas familiares também, não somente sob o enfoque físico e  também biopsíquico, nosso objetivo de comunicação aqui, agora, é ressaltar o valor do ser humano e a necessidade urgente de um avanço na condição de vida que anda violenta e desumana no dia a dia para homens e mulheres, para as crianças, para todos enfim desta geração mutante. No seu estudo as duas psicólogas destacam o masculino e o feminino como papéis de gênero, ou seja, sem prescindir da sua natureza anatômica, privilegiando a categoria sexo de uma forma desbiologizada ou integrada às relações culturais e sociais de hoje em dia.  Elas contrapõem também o modelo antigo e o modelo novo de mulher e de homem na realidade atual. Numa primeira conclusão, após analisar a fundo as relações sociais, familiares e humanas da atualidade, as duas especialistas destacam o "modelo novo” de família, as fronteiras de identidades entre os dois sexos, fluidas e permeáveis, com possibilidades plurais de representação: mulher oficial de forças armadas, homem dono-de-casa, mãe e pai solteiros, mulher chefe de família, os casais homossexuais tanto masculinos ou femininos, parceiros masculinos mais jovens, casal sem filhos por opção, produção independente, bebê de proveta e demais possibilidades que a evolução científica permite ou está em vias de possibilitar, tal como a discutida clonagem humana. Ao final de toda uma argumentação em profundidade, elas questionam: ...é o fim da família?..."Viver numa cultura orientada para o lucro, para o novo e para o belo para o prazer também pode significar ou alimentar a insegurança e o temor, isto é, a realidade externa traz à tona os fantasmas da realidade psíquica. Paira, neste cenário em processo de mudanças, uma ameaça de ruptura, de efemeridade, com empobrecimento das relações humanas. A família extensa – avós, pais, filhos, tios, sobrinhos e demais parentes e agregados - transformou-se em um pequeno núcleo – pais e filhos e daí para lares de mãe e filhos ou para o casal sem filhos, ou ainda, para os crescentes lares unipessoais. Quanto ao universo afetivo e sexual, as dificuldades se ampliam, pois sensações prazerosas e imediatas elevaram-se, nesta sociedade narcisista e neófila, à categoria de valor máximo. Todos os amores são descartáveis e renováveis, amigos, companheiros, parentes". Elas colocam também que o conceito de ninho ou de lar, está desaparecendo: "Os adultos, ocupados em produzir e consumir, não têm disponibilidade para o cuidado e atenção com os idosos, os doentes, tampouco com as crianças. Ainda que estas funções estejam localizadas na esfera feminina, as mulheres, ao se deslocarem para o mundo masculino, subtraem esses encargos da forma que lhes é possível. Portanto, creches, hospitais, asilos acolhem os “fardos” insuportáveis à dinâmica familiar. Assim, o lar como unidade de afeto e abrigo, espaço de amor, solidariedade e segurança, parece que está se dissolvendo". As duas pesquisadoras, Drª Tereza Negreiros e Drª Terezinha Carneiro, sintonizam a nova ótica e a nova ética da relação homem e mulher na atualidade da Psicologia e da vida: "Apenas tentamos chamar atenção para todas mudanças na relação homem-mulher na atualidade e suas implicações nos contextos familiares". Além da simples diferença dos sexos, "buscamos ressaltar dois pontos básicos: o primeiro diz respeito à aparência moderna que muitas vezes encobre emoções antigas e posturas conservadoras...Não precisamos ter uma visão catastrófica nem utópica sobre a família de hoje. É importante manter uma postura crítico-reflexiva e não preconceituosa sobre as novas configurações familiares, na medida em que as novas famílias estão abrindo mão de uma dimensão maniqueísta, que opõe masculino e feminino, o que sem dúvida pode contribuir para o estabelecimento de uma nova ótica e de uma nova ética das relações entre homens e mulheres no contexto sóciofamiliar contemporâneo". Neste universo em mutação, a gente por aqui no Folha Verde News e no Flash de Ecologia perguntamos: nesta realidade de agora foi ampliada a chance ou está ainda mais difícil a evolução do ser humano, algo que é fundamental para se praticar um desenvolvimento equilibrado, sustentável e feliz para todos, mulheres, homens e crianças na atualidade da vida, desafio monstro para todos nós.


Mudaram os comportamentos dos adultos e as crianças ficam no meio das mudanças de agora

Se bem que também algumas crianças não têm nem pai nem mãe...

Como serão os futuros psicólogos ...e os futuros seres humanos?



Fontes: www.psi.puc-rio
             www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. Ser mulher, ser homem ou ser humano? Essa é a questão que destacamos hoje, 8 de março, dia oficial das mulheres.

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  2. Mais tarde, aqui nesta seção de comentários, mais informações desta pauta. Você pode participar desde já, colocando aqui nesta seção a sua mensagem.

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  3. Outra opção é você enviar a sua mensagem pro e-mail da redação do nosso blog navepad@netsite.com.br e/ou ainda direto pro nosso editor de conteúdo também para sugerir pautas ou dar a sua opinião: padinhafranca@gmail.com

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  4. "Estou curtindo esta matéria, que tem um enfoque diferente nas comemorações di Dia da Mulher, que tem quase sempre muito blablablá e obaoba, quando o que todos precisamos mesmo é debater a realidade de hoje": o comentário é de Maria Augusta Pinho, que é formada pela USP e faz um trabalho na periferia do ABC em São Paulo (SP).

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  5. "Segundo o site e o jornal Estadão hoje há uma denúncia de violência contra a mulher a cada 7 minutos no Brasil": é a informação que nos envia José Arquimedes, de Santos (SP), engenheiro civil.

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  6. A gente aqui no blog conferir esta matéria do Estadão, a nós indicada pelo engenheiro santista Arquimedes. E aqui um detalhe que nos chamou mais a atenção: em 1 ano, houve cerca de 63 mil denúncias de violência contra mulher, sendo que mais de 58% foram de agressões contra mulheres negras.

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  7. "Sim, tudo OK, mas acho que as doutoras da PUC, vocês do blog e em geral todos hoje em dia estão se esquecendo de Deus, esse é o ponto": o comentário é de Lair Alves Pereira, de Curitiba (Paraná), que se dedica às artes plásticas e afirma também ter curtido nosso post. Agradecemos a participação da Lair.

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  8. "Muito interessante o estudo das psicólogas da PUC Tereza Negreiros e Tereza Carneiro, matérias assim contribuem para esclarecer a população, pena que a grande mídia não destaque estas pesquisas": quem comenta é Luís Antônio Ribeiro Alves, do Rio de Janeiro (RJ), que é engenheiro em terminais de petróleo.

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